Esquenta Bienal: ‘Entrevista – Ana Beatriz Brandão’

Oi Gente!! O Esquenta Bienal voltou e essa semana teremos 3 novas entrevistas para realmente nos colocar no clima da Bienal do Rio. Nós já tivemos entrevistas maravilhosas por aqui, como: Gisele SouzaJosy StoqueLeisa Rayven e Camila Moreira. E partir de hoje teremos uma entrevista por dia até quarta-feira. E para iniciar essa semana especial temos a Ana Beatriz Brandão nos contando tudo sobre o que vai rolar na Bienal.

Vem conferir…

  1. Oi Ana, mais uma Bienal chegando. Quais são as expectativas para o evento deste ano?

Ana Beatriz: Espero poder encontrar muitos anjinhos, receber e dar muitos abraços, carinho, autógrafos, tirar várias selfies, distribuir muitos brindes, e espero não ter morrido de ansiedade até lá. Hahahaha

  1. Quais os dias seus leitores poderão te encontrar por lá?

Ana Beatriz: Estarei palestrando no Bienal dia 06/09, às 16h, no estande da Secretaria da Cultura, e no dia 07/09, às 14:30h, no estande do Grupo Editorial Record com o lançamento oficial do livro A garota das sapatilhas brancas.

  1. Essa não é a sua primeira Bienal como autora. Como foi o sentimento de ter uma multidão pra te ver e autografar O Garoto do Cachecol Vermelho ano passado em São Paulo?

Ana Beatriz: Eu surtei! Acho que tudo que foi relacionado ao O garoto do cachecol vermelho, teve uma carga emocional muito grande em cima. No dia anterior eu fui ao estande e não tinha livro, e quando eu soube que era porque tinha esgotado na pré-venda, eu não conseguia acreditar (até postei vídeo chorando na internet agradecendo meus leitores). Então no dia do lançamento eu tinha dois pesos no coração, o primeiro era o medo de não ter livro e o segundo de não ir ninguém, quando eu soube que tinha livros e que todas as senhas tinham sido esgotadas, eu surtei de alegria. Acho que foi a coisa mais emocionante que eu tinha vivido até aquele momento.

  1. Você é uma das autoras mais jovens a publicar por uma grande editora. O que você diria para quem está começando e pensa em desistir?

Ana Beatriz: Não desista! Não é fácil o caminho, o passo mais fácil é terminar um livro, depois disso é que começa o trabalho duro. Construa uma rede de eleitores, mesmo que seja em plataformas de auto publicação gratuita como o WATTPAD, vá a eventos, seja gentil com seus leitores, faça parcerias com blogs, se faça conhecer, e escreva e leia muito para aperfeiçoar sua escrita. Mas o mais importante de tudo é ter paciência, o resultado pode demorar, mas um dia chega.

  1. Você publicou seu primeiro livro muito jovem. Você sofreu algum tipo de preconceito no mercado literário?

Ana Beatriz: Você já sofre preconceito por ser autor nacional, né? Então some a isso minha idade, foi muito difícil no começo, enfrentei pré-julgamentos de todos os lados, mas no final o carinho dos leitores foi fundamental para não me deixar desistir.

  1. Como você concilia sua rotina com a de ser uma autora? Acredita que sua vida mudou após publicar seu primeiro livro?

Ana Beatriz: Durante boa parte do ano, minha rotina continua a mesma, ela muda radicalmente quando tem lançamentos, aí eu fico meio doida… hahahaha… Ano passado eu fui em 5 cidades diferentes para eventos, além dos dias da Bienal, então meu final de ano foi uma loucura, mas eu tenho muito apoio da minha família e isso é fundamental.

  1. Quando você percebeu que tinha o talento para criar histórias?

Ana Beatriz: Ainda não percebi (AQUELAS..KKKKK). Mas falando sério, eu ainda me sinto muito insegura com meus livros, por várias vezes apago o que escrevo, me cobro, acho tudo uma porcaria e reescrevo tudo de novo. Tudo começou sem querer, sabe, eu comecei com uma ideia maluca, quis colocar ela no papel sem pretensão nenhuma, e hoje tenho 21 livros escritos, 4 publicados e mais 2 a caminho, então, acho que não caiu a ficha ainda, e não sei se é talento ou não, mas posso afirmar que tenho um amor imenso pelo o que eu faço.

  1. No ano passado você publicou O Garoto do Cachecol Vermelho e passou por algumas cidades para divulgar a história. Como você foi recebida nessas sessões de autógrafo?

Ana Beatriz: Pensa em uma pessoa muito amada. Essa era eu nas cidades em que passei. Eu não tinha feito nenhum lançamento fora de SP e quando a editora marcou em Fortaleza, Porto Alegre e no Rio, eu fiquei apavorada de não ir ninguém, deles não gostarem de mim, mas no final fui tão bem recebida, tão acarinhada que esse ano não vejo a hora de voltar. Me aguardem que tô chegando!!!

  1. Em O Garoto do Cachecol Vermelho você traz um assunto muito sério que é a ELA (esclerose lateral amiotrófica). De onde surgiu a ideia de falar dessa doença numa de suas histórias? E porque achou que era importante falar dela?

Ana Beatriz: Quando surgiu a ideia da história do O garoto do cachecol vermelho, eu sabia que abordaria uma doença, mas eu queria que fosse uma desconhecida, então passei a pesquisar muito até que encontrei a verdadeira razão para o desafio do balde de gelo, que era arrecadar fundos para a pesquisa da doença ELA. Só que não tinha quase nada sobre essa doença na internet, então achei a ABrELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica). Marquei uma reunião com eles, e lá eu soube de todos os problemas enfrentados pelos pacientes e as condições precárias que a Associação enfrentava. Eu simplesmente não podia fechar os olhos para aquilo, então decidi levar mais informações sobre a doença aos meus leitores, e de quebra doar parte dos meus direitos autorais para a Associação. Não é muito, eu sei, mas o pouco para nós, já é algo que pode mudar a vida de uma pessoa que as vezes não tem nada.

  1. Você vai lançar A Garota das Sapatilhas Brancas na Bienal do Rio, que para quem não sabe é um spin-off de O Garoto do Cachecol Vermelho. O que os leitores que já leram o primeiro livro devem esperar dessa história?

Ana Beatriz: Choro e ranger de dentes…hahahahah… Brincadeira! Os leitores vão encontrar um mundo mais colorido. Vão conhecer mais a fundo a essência do Daniel, como ele encara a vida, como enfrenta os desafios que se apresentaram na frente dele. Também vão ver um lado mais frágil dele. O livro não obedece uma linha de tempo com ordem cronológica, ele é baseado nas lembranças dos personagens principais, mostrando as decisões que eles tomaram em determinados momentos de suas vidas e que culminaram no destino de cada um. Os leitores vão conhecer mais a vida de alguns personagens, segredos serão revelados, vão ver como a vida, às vezes, se repete para nos dar a chance de fazer tudo diferente. Enfim, eu prometo momentos de fortes emoções!

  1. Por fim, o que você quer dizer para todos os anjinhos (é jeito da Ana de chamar seus leitores) que vão te ver na Bienal.

Ana Beatriz: Espero vocês no dia 07/09, às 14:30h, no Estande do Grupo Record, prometo que teremos momentos muito divertidos, tem muitos brindes legais esperando vocês, e muito carinho também. Deem uma passadinha lá, nem que seja só pra me dar um abraço quentinho, isso vai me deixar muito feliz!

livros

Ana Beatriz, nós agradecemos muito a sua participação no nosso Esquenta Bienal e esperamos que muitos anjinhos apareçam para te dar abraços quentinhos. ❤

E aí, curtiu? Já conhecia o trabalho da Ana Beatriz? Amanhã nós voltamos com mais uma entrevista para vocês. Até lá ❤

 

13 comentários em “Esquenta Bienal: ‘Entrevista – Ana Beatriz Brandão’

  1. Oiii, adorei a entrevista. Infelizmente não vou a bienal porque moro longe e grana ta curta. Então só me resta acompanhar as notícias a distância. A entrevista uma chance de conhecer melhor os autores mesmo sem estar lá, então para mim é super legal!

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  2. Oi, Tudo bom?
    Nossa eu adoraria ir na Bienal, mas Sou do estado de SP e fica um pouco longe. Eu adorei a entrevista, gosto muito desse tipo de post, pois conhecemos um pouco mais sobre os autores, para ser sincera nunca li nada da Beatriz, mas não faltará oportunidades futuras.
    beijos, Joyce de Freitas.

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