Crítica da Série: ‘The Crown – 1ª Temporada’

Oi ooooi gente! Hoje trouxe uma crítica para vocês. Não é uma temporada nova, mas é para relembrar The Crown, já que a segunda temporada já esta batendo na nossa porta! Dia 08 de dezembro vamos continuar acompanhando os anos de reinado da Rainha Elizabeth. Aproveitando o tema, daqui até lá, ainda vamos indicar e falar sobre mais séries/documentários que falam sobre a Família Real Britânica. Mas, vamos ver a sinopse o trailer oficial da primeira temporada de The Crown. 

Filha do rei George VI (Jared Harris), Elizabeth II (Claire Foy) sempre soube que não teria uma vida comum. Após a morte do seu pai em 1952, ela dá seus primeiros passos em direção ao trono inglês, a começar pelas audiências semanais com os primeiro-ministros ingleses. Ela assume a coroa com apenas 25 anos de idade, mas com grandes compromissos, vêm grandes responsabilidades.

The Crown é aquela série que veio para coroar. Seja a Rainha Elizabeth, seja a Netflix como uma gênia. A série que se tornou a mais cara realizada pelo canal de streaming, vem contar como Elizabeth (Claire Foy) ascendeu ao trono, após a morte de seu pai, Rei George VI (Jared Harris). E para continuar a mexer com a imaginação do povo em cerca da Família Real Britânica.

064440

A história começa antes da morte do Rei George. Lilibet está se preparando para casar, aos 21 anos, com Phillip (Matt Smith), que renuncia seus títulos na Dinamarca e na Grécia e se torna um cidadão britânico. Fica muito claro, que a aristocracia era conta o casamento, afinal, as irmãs de Phillip eram casadas com alemães, ligados ao nazimo. Mas, Elizabeth bateu seu pé e se casou com o amor de sua vida em 1947.

O intuito da série é ir remontando os acontecimentos da vida da futura Rainha. Vemos ela vivendo em Malta, com Phillip. Seus dois primeiros filhos. Ela recebendo a notícia que seu pai seria operado as pressas e tendo que correr de volta para Londres e começar a assumir compromissos reais. Compromissos esses, que quanto mais fazia com que ela se comprometesse com a Coroa, mais fazia com que ela tivesse certos problemas familiares.

Um dos pontos mais debatidos e que me chamou atenção é a relação da Rainha com o Príncipe Phillip. Ele queria que algumas coisas fossem mantidas como eram antes de Lilibet assumir a Coroa e não queria ser visto apenas como um Consorte submisso. Não o agradava o fato do Windsor ser o sobrenome adotado pela família, nem o fato deles serem obrigados a morarem no Palácio de Buckingham, que era onde os monarcas viviam. E isso vai criando uma pequena lacuna no casamento deles. Phillip era um homem livre, que gostava de viver a vida, ir a festas e não parou após o casamento.

THE-CROWN03--770x494

Outro ponto familiar que gera conflito na vida da Rainha é o caso de sua irmã Margaret (Vanessa Kirby). A Princesa tinha um desejo muito grande de se casar com Peter Townsend (Ben Miles), o problema é que ele era divorciado e isso não era aceito. A Rainha como Chefe da Igreja deveria se opor a isso, já que nem com a ajuda do Parlamento ela poderia contar. O desenrolar dessa trama e o embate entre as duas irmãs é um dos pontos altos da série, que faz com que a gente torça para que as coisas deem certo, mesmo sabendo que nem tudo pode ser como a gente quer.

139435.jpg

A série ainda trás destaque ao Primeiro Ministro da época, ninguém menos que Winston Churchill (John Lithgow). A série retrata como aquele grande senhor, que tanto fez pela Inglaterra e pelo mundo contra os nazistas está lidando com o fato de voltar ao poder. O problema é a idade está cada vez mais avançada e não aceita que deve abrir mão do cargo em nome de um bem maior. Apesar dos problemas físicos e de saúde que ele sofre, é perceptível o amor e respeito que ele sentia pelo Coroa e a vontade de ajudar Lilibet até onde ele poderia.

543423.jpg

Mas, sem dúvidas, quem merece as maiores e mais barulhentas salva de palmas é Claire Foy. Não é atoa que a atriz ganhou um Globo de Ouro pelo papel. Ela consegue fazer com que a gente vá entendendo as diversas camadas que habitam na Rainha Elizabeth. Logo que assumiu o trono era apenas uma menina tímida, que não sabia muito bem que atitude tomar e precisava de muitos conselhos, mas que com o tempo vai se tornando forte e precisa em suas atitudes. Claire soube dar o tom que a Rainha precisava em todos os momentos. Muitas vezes, apenas com um olhar ela foi capaz de transmitir um oceano de emoções.

Preciso dizer que The Crown mudou bastante coisa sobre o que eu pensava da Rainha Elizabeth e acredito que esse seja um dos pontos da série pra muita gente. Nela, somos capazes de entender que na época, a coroação de Lilibet era para representar o futuro, belo, jovem e inteligente como a nova Rainha, mas que ainda era necessário manter o passado tão tradicional. Por mais que a jovem Rainha e seu marido quisessem, algumas vezes, revolucionar as tradições, um freio era colocado no caminho dos dois.

the_crown_temporada_1_plano_critico.jpg

O fato é que Elizabeth vivia uma vida regrada, precisando de aprovações, com uma agenda pronta, tendo que tomar decisões que, muitas vezes, poderia magoar alguém que ela ama, mas que manteria a Coroa intacta. Dois fatos, baseados nisso, me chamaram mais atenção ainda. O primeiro, é o fato da Rainha Mary enviar uma carta a Lilibet, ainda no avião, após a morte de seu pai. Nessa carta, fica claro que Elizabeth não poderia demonstrar sofrimento, nem mesmo pela morte do pai. A Coroa é mais importante, sempre vai ser, e ela precisa demonstrar força.

“É a Coroa que precisa brilhar e não o Monarca”. Isso é uma frase que Elizabeth fala para Margaret, após algumas atitudes da irmã. Isso mostra o quanto a Monarquia é importante por lá, que ser alguém da Família Real pode ter um preço alto demais, em alguns momentos.

A série possuí um roteiro primoroso. Mesmo com um começo mais arrastado, o crescimento é inegável. Cada episódio trás destaque em algum acontecimento da época, não deixando que o nível caía, trazendo uma obra prima para nossas telas. Além disso, é notório todo o trabalho de pesquisa realizado para contar a história, que foi autorizada pela Família Real Britânica. Os figurinos são majestosos, os vestidos mais marcantes da vida de Lilibet, como o de casamento, é uma reprodução absurdamente fiel ao original. Junto disso, cenários esplendorosos e uma trilha que combina, fecha a tampa de uma perfeição técnica.

123826.jpg

The Crown é uma série que te prende desde o primeiro momento. Mesmo sendo uma trama biográfica, a gente se sente compelido a descobrir os segredos daquela família tão endeusada, por muitos, mas ainda cheia de defeitos. É uma das melhores séries da Netflix e, talvez, dos últimos anos. Cada detalhe é um perfeito encaixe nessa história.

Em tempo, a segunda temporada da série chega no dia 08 de dezembro na Netflix. Além disso, a terceira e a quarta temporada, apesar de não confirmadas oficialmente, estão em fase de pré produção e já com a escolha da atriz que irá ter o trabalho de substituir Claire Foy. A ideia da Netflix é que sejam, pelo menos, 6 temporadas, cobrindo 60 anos do reinado de Elizabeth.

25 comentários em “Crítica da Série: ‘The Crown – 1ª Temporada’

  1. Não sou de ver séries (na verdade, só assisti a duas até hoje na minha vida, acompanhando as temporadas, mas não segui até o fim). Mas me pareceu bastante curiosa a iniciativa de fazer uma série sobre uma personagem que não somente é histórica, mas que está viva… Imagino que seja um desafio e tanto!
    Bjs

    Curtido por 1 pessoa

    1. Aaaaaai, como você consegue sobreviver sem séries?! Haha
      Brincadeiras a parte, é super legal fazer algo assim, com a pessoa viva. Fico imaginando o que a Rainha pensa ao ir vendo a história.
      Beijos.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s