Resenha: ‘Indomável – S.C Stephens’

Oi gente! A resenha de hoje é de um livro que recebemos da parceria com a Editora Valentina e que é muito esperado por mim e pelas fãs de rockstars. To falando de Indomável, livro que encerra a série Rock Star trazendo ninguém menos, que Griffin como protagonista dessa história. Eu resenhei Rock Star, então quem quiser já pode dar uma conferida na resenha e conhecer os personagens antes de ler essa aqui.

Então vamos a sinopse pra depois saber o que eu achei de Indomável.

Ser o baixista da banda de rock mais famosa do mundo proporcionou muitas vantagens para Griffin Hancock: uma bela casa, um carro veloz e, o mais importante, sua incrível esposa Anna. A única coisa que a fama não lhe trouxe foi um refletor focado apenas nele. Anna o aconselha a ser paciente, e diz que seu talento vai acabar por lhe trazer isso. Só que Griffin está farto de esperar. De forma inesperada para todos, Griffin toma uma decisão chocante e resolve assumir o maior risco de sua vida. Subitamente ele se vê debaixo de novos refletores, luzes, câmeras e… caos — algo que acaba por levar ao limite o seu relacionamento com Anna. Sua compreensiva esposa sempre considerou sexy o comportamento imprevisível do marido, mas, de repente, sentimentos de dor começam a transparecer em seus olhos, e isso coloca a alma de Griffin em uma espiral de desespero e infelicidade. Justamente quando o reconhecimento do seu talento está ao seu alcance, a pessoa que ele mais ama no mundo pode estar lhe escorrendo pelos dedos.

Narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista do Griffin, Indomável começa quase um ano após o final de Perigoso Demais. Logo de cara somos apresentados a um Griffin que acha que está fazendo um favor ao mundo, apenas por habitá–lo. Pra quem acompanhou os outros livros da série, sabe que Griffin tem um jeito único, engraçado e em muitas das vezes inconveniente. Porém é com tristeza que eu digo: nesse livro Grinfin não foi nada mais, nada menos que um babaca egocêntrico.

A história se inicia com Griffin casado com Anna – que está grávida – e já pai da Gibson de quase 2 anos. Essa é a parte fofa do livro, sua familia é sagrada para ele e é somente pela sua família, que ele deixa de pensar em si mesmo. É doce ver que ele se transformou em um ótimo pai e marido, mas as coisas boas de Griffin param por aí.

Griffin decidiu que quer mais de sua carreira, mesmo com os D-Bags sendo a maior banda do momento e com a turnê de divulgação do segundo álbum marcada, não é suficiente para ele. Griffin está infeliz em ser o baixista de uma das maiores bandas de rock do mundo. Ele quer mais espaço no palco e quer ser o guitarrista principal da banda, passando por cima  dos outros componentes, afinal ele se acha o mais incrível de todos. Então, assim que os D-Bags iniciam a turnê, Griffin pede aos caras um momento só dele no palco, algo que o destaque dos outros da banda, que faça dele o maior ícone da historia e é claro que os caras dizem não.

“Eu não quero mais, quero apenas o que mereço ter, o que deveria ter há muito tempo…”

Na maior parte do tempo, Griffin está muito ocupado se achando incrível demais para escutar o que os outros falam, ele se acha bom demais até mesmo para ensaiar com a banda, afinal no ponto de vista dele, ele já é incrível o bastante e ensaiar não é algo que ele precisa. É por isso que ele passa a achar que não tem seu talento reconhecido e que merece um espaço maior, então ele começa a inventar ideias de como fazer um solo nos shows, como por exemplo usar um didjeridu – instrumento dos aborígenes australianos – e obviamente mais uma vez os caras disseram não.

Eu não vou mentir, em mais de uma situação eu cheguei a ficar com dó de Griffin que implorava por mais espaço aos caras da banda, que sempre negavam, mas esse sentimento passava logo que Griffin mencionava Kellan. Era nítida a inveja e o ciúme que Griffin tinha da posição de Kellan na banda, de seu talento e até mesmo de seu relacionamento com as fãs. Mesmo Kellan não tendo em nenhum momento feito nada para diminuir Griffin, ao contrario Kellan era sempre a voz que apaziguava os ânimos da banda e que mesmo com Griffin fazendo péssimas escolhas ficava do seu lado.

“É só… Mais do mesmo. Kellan está monopolizando toda a glória e eu continuo sendo empurrado para o fundo do palco”

Lógico que com esse comportamento não demora muito para que Griffin faça escolhas erradas, mudando o destino não só da banda, mas também de sua família. O problema é que quando Griffin cai na real, pode ser tarde demais e ele vai ter que lutar muito para que as coisas voltem a ser como eram.

O ponto alto do livro para mim, foi justamente poder revisitar os personagens dessa história, ver que Kellan e Kiera continuam sendo a base um do outro, saber como estão Matt, Evan e Denny – que se tornou o empresário dos D-bags – saber o rumo que a vida de todos eles tomou e que mesmo com o sucesso da banda eles não deixaram se ser unidos. Outra coisa que eu adorei no livro foi Anna, ela é uma mega companheira que acredita e confia em Griffin acima de qualquer coisa.

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A diagramação do livro está linda. Minha única reclamação continua sendo as folhas brancas e o tamanho pequeno das letras, afinal o livro possui 397 páginas e isso acaba cansando um pouco a leitura.

Indomável é aquele tipo de livro que nos faz sentir muita raiva, só pra depois morrer de amores. Eu amei entrar na cabeça de Griffin e saber um pouco mais da vida dos D-bags. Para o último livro dessa série tão amada, eu deixo minhas 4 Angélicas.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

 

 

 

 

 

 

7 comentários em “Resenha: ‘Indomável – S.C Stephens’

  1. Bianca concordo em tudo com sua resenha, a autora retratou um Griffin totalmente diferente ao dos outros livros, muito mais forçado, sabemos que ele sem foi sem noção, mas nesse livro ele extrapolou e por isso ele precisava de um choque de realidade.
    Realmente a família do Griffin é o que faz que ele mantenha ou volte a ter os pés no chão.

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    1. Oi Carol,
      Sim, eu achei esse Griffin meio forçado, o que eu mais amava nele era o fato de ele ser engraçado, e isso não existiu nesse livro.
      Mas, no final ele tem esse choque de realidade e finalmente vira o Griffin que conhecemos.

      Curtido por 1 pessoa

  2. O grande dilema dos baixistas é sempre esse, ficar nas sombras. Falo por experiência por que toquei baixo por muitos anos.
    Mas, no fundo, a pessoa tem que ter noção da estrutura que a banda tem. Se é de um estilo onde o baixo pode se destacar, tudo bem, mas tem estilos onde o baixo vai ficar na cozinha, junto com a batera, e é isso aí, não tem o que mexer. E isso não é demérito nenhum, nenhuma música vai pra frente sem uma base sólida.

    Achei estranho quando você diz que ele quer ser o guitarrista principal da banda, ele tenta de fato trocar de instrumento com outro integrante, é isso? Fiquei na dúvida

    Enfim… não sei se é uma série que eu leria. Gosto muito de música, especialmente de rock, mas não tenho paciência para rockstars.

    Excelente resenha.
    Um abraço.

    Fiquei interessado por esse As Sobreviventes, tento pela capa, quanto pelo que você falou dele.
    Aguardo a resenha.

    Um abraço.

    Willian Vulto
    https://lugarnenhum.net

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  3. Olá, tudo bem?

    Amo livros com esta temática e ainda não conhecia a série, então foi um prazer acompanhar o último livro aos seus olhos. Gostei desse conflito existente na banda, acho que é algo muito legal para se trabalhar e que acaba envolvendo o leitor. Acho que é um livro maravilhoso, então vai para a minha lista!

    Beijos!

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