Resenha ‘Mulher Maravilha: Sementes da Guerra – Leigh Bardugo’

Oi ooooi gente! Hoje eu trago a resenha do livro da Mulher Maravilha, que foi lançado pela Editora Arqueiro. Mulher Maravilha: Sementes da Guerra faz parte da série Lendas da DC, que ainda trará histórias de Batman, Mulher Gato e Superman. Todas elas escritas por autores diferentes. E não pense que o livro tem relação com o filme dela, porque não tem. Mas, antes de falar mais sobre o livro, confiram a sinopse…

Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.
No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.

Como eu disse, esse livro não é uma espécie de releitura do filme da Mulher Maravilha que foi lançado em 2017. Aqui, temos personagens diferentes, o jeito que lidam com Diana é diferente, a própria Diana é diferente, talvez por ainda ser adolescente.

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Diana segue sendo filha da Rainha Hipólita, vinda do barro, por pedido de sua mãe. Só que Tec, que é melhor amiga da Rainha e uma general da Ilha de Temiscira, foi contra isso. Afinal, Diana não veio de uma batalha como as outras Amazonas, que morreram defendendo algo e chamando por alguma deusa que havia criado Temiscira. Ela não é moldada de batalhas.

Então, Diana tenta provar a Tec, sua mãe e as outras Amazonas que é capaz sim de fazer o que as outras fazem. Que pode ser tão forte ou tão rápida, sem precisar da defesa da Rainha. E o livro começa com algo assim. Diana vai participar de uma corrida e sabe que não pode entrar para perder, ou será ainda mais julgada ou zoada. E ela está confiante de que pode ganhar.

– Eu sou uma amazona.
– Você é? Não é uma heroína. Não foi testada em batalha. Esta tarefa está muito além de suas habilidades e força. Não arruíne o mundo em prol do próprio orgulho.

É durante a corrida que o caminho de Diana irá se cruzar com o de Alia. A amazona vê o barco de Alia naufragando e, mesmo querendo ganhar a corrida, decide ajudar a menina. O que vai contra as regas de Temiscira. Mas Diana resgata a menina e decide escondê-la numa caverna até conseguir saber o que fazer. O problema, é que com a chegada de Alia, coisas estranhas começam a acontecer na Ilha. Amazonas começam a passar mal, abalos de terra acontecem. E Hipólita decide convocar o conselho e ir até o Oráculo descobrir o que está acontecendo.

Diana corre e consulta o Oráculo antes, que revela que Alia é a culpada pelo o que esta acontecendo por toda Ilha, afinal, ela é uma Semente da Guerra. Sementes da Guerra são descendentes diretos de Helena de Tróia, que ao completarem 17 anos, fazem com que o mundo entre em colapso e grandes guerras aconteçam, além de sempre gerarem um caos no ambiente que estão. O Oráculo aconselha Diana deixar a menina morrer. Mas, como Diana não aceita isso, o Oráculo explica o que pode ser feito para romper os laços da linhagem para sempre e é por esse caminho que a Amazona decide seguir.

Decidida a levar Alia até a Grécia, no local onde Helena descansa, para poder quebrar a maldição, Diana acaba saindo de Temiscira. Só que elas vão parar em Nova Iorque, cidade Natal de Alia. E é lá que a grande aventura entre as, agora, amigas começa. Com Diana decidida a proteger Alia das pessoas que estão tentando matá-la, elas ficam escondidas, sem entrar em contato com ninguém.

– Não é justo exigir que uma pessoa viva pela metade – respondeu Diana. – Não podemos viver com medo. Ou fazemos as coisas acontecerem, ou as coisas acontecem com a gente.

Só que Alia tem um irmão super protetor e que está atrás dela. Jason aparece no hotelzinho em que elas estão escondidas, depois de seguir passos deixados pelas duas. E ele também está determinado a proteger a irmã e todo o patrimônio da família. Então, convence as duas a irem para casa. E é dessa forma que surgem os outros dois personagens que farão parte dessa aventura: Nim, melhor amiga de Alia e Theo, melhor amigo de Jason.

Depois dos cinco estarem em uma festa que sofre um grande atentado, por causa de Alia, eles se afastam de todos e tem como meta chegar na Grécia. Só que muitas coisas podem acontecer pelo caminho e tentar separar esse grupo de amigo. Cabe a eles impedir isso e tentar adivinhar quem é o grande vilão da história e ainda salvar Alia de um destino terrível.

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Sobre os personagens, são as meninas que mais se destacam. O livro é puro girl power, com Diana, Alia e Nim selando uma amizade muito forte. As três passam mesmo a se gostar e cuidar umas das outras. Elas são muito diferentes, Diana é uma amazona, que nunca teve contato com o mundo fora da Ilha e chega vendo diversas coisas e lutando pelo que acredita; Alia é uma menina rica, negra, nerd e até certo ponto tímida; e Nim é indiana e bissexual. Elas fogem de todos os esteriótipos que estamos acostumados a ver, inclusive quando se trata da amizade delas. Elas tem um pacto, até muito fofo, entre elas e que mostrar que o sentimento que existe entre as três é maior que tudo.

– Não podemos evitar a forma como nascemos ou que somos. Mas podemos escolher o rumo de nossas vidas.

Os meninos acabam ficando em segundo plano, o que eu acho bem bom, porque não sei se gostei muito deles. Jason é chato desde o início, querendo ser o irmão protetor, mas que só dita tudo o que Alia quer, o que me incomodou de verdade. Eu entendo que ele sabendo da maldição que envolve a irmã, quer manter ela segura, mas só senti ele tentando sufocar a menina. Já Theo é mais legal. Ele faz o papel do melhor amigo engraçadão e que não liga pra nada. Seus melhores momentos são os embates que ele tem com a Nim, que é uma cômica implicância mútua.

Apesar de já ter ouvido falar dos livros escritos pela Leigh Bargugo, ainda não tinha lido nenhum trabalho da autora, então foi uma grata surpresa ver o quanto ela é boa. Leigh não tentar criar um mundo bonito, com o lado legal da mitologia grega e tudo mais. Ela nos mostra várias situações de guerra – inclusive mostrando conflitos do passado – e que os personagens precisam ralar para mudar o curso da história.

Além de ter criado personagens determinados, cada um com seu objetivo final, prontos para lutar seja contra homens armados ou deuses da mitologia grega. Ela ainda cria um plot twist, que quando acontece, nos deixa ainda mais hipnotizados pela história. Foi algo para nos prender e ver que, mesmo quando achamos que acabou, ainda tem muita água pra rolar! A narrativa é feita em terceira pessoa, mas é essencial para entender os outros personagens, principalmente os medos de Alia em relação a sua maldição.

– Uma guerreira sábia sempre aprende com os próprios erros – disse ela, empertigando-se. – E você está se esquecendo de quem me ensinou a lutar.

A leitura do livro é maravilhosa, leve e até rápida. Deu tristeza quando vi que o livro já estava acabando. Acho que poderia ler muito mais sobre eles ainda. A história trás temas como amor, amizade, dramas, aventuras e muita emoção. Acredito que até quem não curte muito a temática de super heróis, vai gostar desse livro. Porque apesar dele ser digno de Diana Prince, ele ainda não trás a Mulher Maravilha como conhecemos, e sim o começo dela.

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Quanto a diagramação ela é muito boa. As folhas são amareladas, com letras e espaçamento bons para leitura, sem que canse nossas vistas. As aberturas dos capítulos trazem um pedaço do emblema da Mulher Maravilha e trás um toque todo bonitinho. Fora isso, o resto é bem simples. A capa é linda, achei as cores vivas e chamativas.

O primeiro livro da série Lendas da DC, que é sobre a minha amada Mulher Maravilha, leva as cinco Angélicas e já me deixa na expectativa do próximo livro da série, que será do Batman.

 CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

 

 

22 comentários em “Resenha ‘Mulher Maravilha: Sementes da Guerra – Leigh Bardugo’

  1. Oiiee Angel, A-DO-REEEI essa resenha!! E realmente parece ser uma mulher maravilha bem diferente da que estamos acostumados, e arrisco em dizer que esta história é até melhor que a do filme, pois não gira só em torno do trama da heroína ou a “jornada do herói” tem outros personagens cheios de personalidade, outros pontos e outras sub tramas a se observar e acrescentar com o dela; esse livro parece abordar mais o senso de justiça de Diana. Fiquei curiosa para conhecer essa nova versão da mulher maravilha, vai já pra lista!! Beijoos ♡

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    1. Oi Ju! Simmm. Ela é. E acho que isso faz com que seja tão bom. Você falou algo que não tinha pensado. Sobre a trama do livro em comparação ao filme. Acho que poderiam fazer série limitada sobre esses livros haha
      Tomara que goste. Beijos.

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  2. Heey! Eu confesso que nao faço arte desse gruo de pessoas que se amarram por herois e tal. A unica coisa que gosto é sobre a origem deles, antes de tudo. Eu acho que iria gostar de saber antes dela se torna a poderosa mulher maravilha. A capa desse livro ta linda!
    A B R A Ç O S 🙂

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  3. Primeiro que sou suspeita em ler algo sobre a DC, Nerd assumida, adoro qualquer coisa que venha de HQ DC e Marvel. Achei bem detalhada a sua resenha, gostei muito de suas impressões sobre o enredo e o livro em si. Já estava de olho nessa série e com certeza irei acompanhar. A próxima é Batman *__*
    Agora confesso que não sou muito fã da Mulher Maravilha, mas gostei dessa forma que ela é retratada.
    Show sua resenha motivou a ler sobre a Diana! 😉

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  4. Oi tudo bem? Primeiro quero dizer que adorei as fotos. Diana é uma das minhas heroínas favoritas. Estou louco para ler esse livro mas ainda não consegui comprar. Adorei a resenha espero poder ler ele esse ano. Bjos

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  5. Oii
    Eu sou apaixonada pela Mulher Maravilha, tanto que quero batizar minha filha de Diana, quando eu tiver uma.
    Adorei sua resenha, explica muito bem o que acontece na história, ressalta pontos importantes. Mas tenho uma pergunta: Tec é homem? Porque, na ilha de Termiscira, não existe homens. Embora Diana seja considerada filha de Zeus, não há humanos do sexo masculino na ilha. Apenas mulheres.
    Por mais que se trate de uma releitura da história original (a história original, dos quadrinhos – não do livro), fica meio evidente que isso seja no mínino estranho, e no máximo um insulto. Mesmo sendo uma obra da DC, fica meio esquisito imaginar um cenário tão diferente assim.

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    1. Oi! Que lindo! Não. Tec é uma mulher, melhor amiga da Hipólita. Diana deixa bem claro que na Ilha não tem homens. Não se preocupe com isso.
      Mesmo não sendo canône, as coisas bases foram mantidas.

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  6. Caraaa, que resenha! Eu nunca tinha visto esse livro e confesso que seu texto me chamou muita atenção pra ele, vou pôr na minha lista. Nunca me interessei por livros sobre heróis, mas já que você nos alertou sobre isso, vou tentar ler, vai que eu gosto mesmo! Beijo, boas leituras 🙂

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  7. Oi Raíssa, tudo bem?

    Confesso que nunca li um livro de super heróis, o máximo que li foi uma HQ da Mulher Maravilha, que conta apenas superficialmente a história dela, é um livro bem pequeno. Depois de ler essa sua resenha, fiquei com muita vontade de conhecer o livro, pois a história narrada me conquistaria. Gostei do fato de terem proporcionado voz ao “girl power” e do livro ser potente neste sentido e na própria amizade das meninas. A edição parece está linda e minha vontade de ler só aumentou. Amei a resenha, Parabéns!

    Beijos!

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    1. Oi Alice! Acredito que conquistaria sim. Pelo pouco que já sei das suas leituras.
      Também gostei disso do girl power. Precisamos mais disso. Torço para que goste do livro. Obrigada! Beijos.

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  8. Olá, Raissa!
    Tudo bem?

    A mulher maravilha é linda e adorei saber que essa é a história dela desde o início de tudo, bem diferente do que eu imaginava.
    Parece que tem uma questão feminista e de sororidade na história que me chama muita atenção e me deixa muito orgulho. Até então atestamos sempre acostumado a ver o homem em primeiro plano e agora está em segundo. Gosto muito também. Tentarei ler.

    Bjão
    Diego, Blog Vida & Letras
    http://www.blogvidaeletras.blogspot.com
    Instagram: @vidaeletras

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    1. Oi Diego. Simm! Fico feliz de ver isso sempre mostrado nos livros e mostrar que mulheres podem ser unidas, amigas e fortes. Por isso acho a persona da Mulher Maravilha mt necessária. Torço para qhe goste também. Beijos

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