A Hora do Chá: ‘Um Sedutor sem Coração – Lisa Kleypas’

Oi gente!! Voltei pra gente tomar aquele nosso chá semanal e bater um papinho sobre mais um romance de época. O livro de hoje é Um Sedutor sem Coração, primeiro livro da série Os Ravenels, da autora Lisa Kleypas. Essa história é um dos lançamentos de fevereiro da Editora Arqueiro e é minha primeira experiência com os livros da autora. Bora para a sinopse…

“Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu? Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.”

Um Sedutor sem Coração conta a história de Devon Ravenel. Ele herda um condado após a morte prematura do primo Theo. Esse condado trás a responsabilidade de um título e uma propriedade praticamente falida. O título de Conde Trenear vem com várias terras e casas por diversas regiões da Inglaterra, inclusive uma boa casa em Londres.

Devon é um boa vida em Londres, então é claro que ele não quer nada disso. Ele quer aproveitar a vida ao lado do irmão, West, e não perder nem um minuto do seu tempo precioso com questões de herança, mas o fato é que ele é o herdeiro e precisará ir até o Priorado Eversby e resolver as questões. Sem querer Devon também herda um problema: o que fazer com a viúva de Theo e as três irmãs solteiras dele?

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Kathleen, Lady Trenear, ficou viúva três dias após o casamento, então sabe que o novo conde pode não querer que ela continue no Priorado. Só que ela se preocupa com o futuro de suas cunhadas já que Theo, o antigo conde, não deixou dote para nenhuma delas, ou seja, estragou as possibilidades de que façam bons casamentos.

Quando o novo Lord chega ao condado, Kathleen o recebe cheia de regras de como a família deveria enfrentar o luto. É claro que isso tudo é bobagem para Devon, então sempre que pode, deixa isso bem claro pra ela. Ele chega ao condado com uma intenção: fazer o levantamento de tudo que engloba o Priorado Eversby e saber se pode ou não vender tudo aquilo. E é aqui que os primeiros confrontos entre ele e Kathleen acontecem.

“– O que se conversa com viúvas?
– Nenhum assunto que possa ser considerado triste, ofensivo ou de humor inapropriado.
– Assim fico sem assunto.”

Ela sabe que não pode contar com a ajuda de Devon, mas ela tenta convencê-lo a não vender já que muitas pessoas dependem dele. West, irmão de Devon, também está convencido de que ele deveria vender tudo e voltar para Londres o mais rápido possível. Só que quanto mais Devon conhece Kathleen, suas primas, seus criados, mais ele se sente no dever de não ser o primeiro Ravenel a dizimar uma herança tão antiga como a deles.

Ele volta para Londres determinado a salvar o condado e se tornar um homem que Kathleen respeitaria. O interesse dele por ela é instantâneo, mas como ela está de luto, ele não pode cortejar a viúva do primo né? Ela também sente algo diferente por ele, mas não se deixa sentir em respeito ao marido e todas as regras da sociedade. Os dois passam a trocar telegramas com assuntos sobre o condado ou de como ele odeia que a casa esteja cheia de cortinas pretas.

Essa troca de correspondência é bem divertida e é através dela que Kathleen vai deixando Devon entrar em seu coração. Ela é uma verdadeira amazona, tem um carinho enorme por todos que fazem parte do condado e está sempre se envolvendo nos problemas dos colonos assim como de suas cunhadas. Ela já traçou todo um plano caso Devon resolva vender o condado e deixá-las na rua. Suas maiores brigas com ele são sempre por estar defendendo alguém.

“Ninguém buscara conforto em Devon antes, e o ato de dar esse conforto pareceu muito mais íntimo do que o mais tórrido encontro sexual.”

Eu achei interessante como a autora deu destaque para os personagens secundários. Exemplo disso é ver West mudando completamente de vida e ajudando muito o irmão a tirar o condado da miséria. Gostei tanto dele que amava todas as vezes que ele aparecia com seu bom humor. Até mesmo Kathleen que o desprezava no início passou a amá-lo como um irmão e melhor amigo. West foi bom com todos a sua volta e passou a ser um protetor para suas primas.

“Kathleen deu as costas a West e jogou algumas últimas palavras por sobre o ombro: – Talvez um dia o senhor encontre alguém que o salve de seus excessos. Pessoalmente, não acredito que valha o esforço.”

Outros personagens que roubaram a cena foi ver o início do romance entre Helen, irmã mais velha das três Ravenel, e Rhys Winterborne, um amigo de Devon e dono da maior loja varejista de Londres. Os dois se conhecem quando Devon arruma para que Rhys vá passar o natal no Priorado afim de conhecer Helen e talvez poder casá-la com um homem rico já que ela não teria um dote.

Amei ver os dois se conhecendo e já nos deixando curiosas para o livro deles, mas achei que a autora pecou em fazer capítulos inteiros para o romance deles e esquecer dos protagonistas desse livro que eram Devon e Kathleen. Eu sei que a participação de Rhys nesse livro foi essencial para o próximo, mas até mesmo o epílogo nos mostra Helen e não o nosso casal protagonista.

Eu queria ter gostado mais de Devon, mas os Ravenels são geniosos, então quando o pior lado dele aparecia eu ficava pensando que tinha que levar em consideração o quanto ele havia mudado. E ele mudou, minha gente. Aquele homem que só pensava em ser um libertino passou a enxergar que todos os seus atos geravam consequências em muitas pessoas e que ele não iria ser o homem que acabaria com tudo que uma geração de Ravenels tinham conquistado.

Enfim, além de ser minha primeira experiência com livros da Lisa também foi minha primeira experiência com livros de época da Arqueiro. Eu sei que a editora tem inúmeras séries de época publicadas, mas como eu comecei a pouco tempo nesse gênero, Um Sedutor sem Coração acabou sendo meu primeiro. A diagramação é simples sem erros de revisão, mas temos páginas amareladas, fonte e espaçamento ótimos para leitura e além disso temos essa capa belíssima.

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Um Sedutor sem Coração é uma leitura rápida e divertida. A personalidade presente em cada um dos Ravenel vai nos render momentos hilários nos próximos livros. As gêmeas Cassandra e Pandora são super divertidas e algo me diz que a apresentação delas na temporada de bailes será um marco na sociedade londrina. Quero mais de West, pois ele foi um dos personagens que mais evoluiu durante o livro além de querer saber como o romance de Helen e Rhys vai evoluir para um casamento. Deixo 4 Angélicas e o desejo pelo próximo livro.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

11 comentários em “A Hora do Chá: ‘Um Sedutor sem Coração – Lisa Kleypas’

  1. Interessante.

    Eu confesso que tenho um apego maior, na maioria das vezes, aos personagens secundários que mal são explorados, pelo que entendi, esse livro traz muito deles – até demais, pelo que você reclamou. Talvez eu vá gostar dele, embora não seja um gênero que eu curta muito. Obrigada pela dica. 🙂

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  2. Eu ainda não conhecia a série, mas parece ser bem interessante. Reerguer uma propriedade falida e lidar com uma paixão, diante de uma viuvez, ainda mais envolvendo família não deve ser nada fácil. Achei bastante interessante. Gostei da capa também. Ótima resenha.

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  3. Não sou muito de leituras com essa atmosfera de romances de época. Mas fico imaginando os locais. Casas, campos, flores, estradas, tudo com aquele ar “pesadamente” romântico. Acaba sendo positivo por este lado, ainda mais que sou fotógrafo e isso me incentiva. Mas se posso escolher, prefiro um filme neste tipo de história. Mas parece ser um livro interessante. Boa leitura a todos!

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  4. Oi, achei divertida a história desse livro enquanto lia sua resenha. Me pareceu aquelas comédias de época com altas doses de comédia. Também senti uma pequena dose de erotismo entre o conde e a viúva, estou certo? Não conhecia esse livro e nem a autora.

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  5. oioi
    Ainda não comecei a me aventurar no mundo dos romances de época, já li muito os históricos da Harlequin, mas parece que existe uma diferença, né?
    Eu acabo ficando muito ressabiada de ler livros do gênero porque tenho uma resistência enorme com personagens adjetivados como libertinos, então fica meio difícil já que os ditos são normalmente os mocinhos dos livros

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  6. Olá!
    Li este livro em três dias e me arrependo por ter lido tão rápido. É o quinto livro da Lisa que leio – li, antes da série “Os Ravenels”, os quatro livros de “As Quatro Estações do Amor” – e me apaixonei. O que mais me chamou atenção, além da maneira de enfrentar as dificuldades que passavam a enredar os personagens durante todo o livro, foi a interação entre Helen e Rhys. Dentre os 16 romances de época que li de novembro até agora, Lisa me surpreende cada dia mais, sem deixar de lado Julian Quinn e Elizabeth Hoyt.
    Adorei sua visão sobre o romance! Boas Lonjuras.

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