Resenha: ‘Coração? – Gail Carriger’

Oiêêê meu povo e minha pova, vim trazer hoje mais uma aventura do nosso casal Conexia (shippei) pra vocês. Nas sextas anteriores, eu trouxe as resenhas dos livros Alma?, Metamorfose? e Inocência?. Hoje trago Coração?, o quarto livro dessa série de Steampunk tão querida por todos. E vou te falar, esse livro tá demaaaaais. Já adianto que, pra mim, até agora foi o melhor livro da série. Antes de mais nada, já aviso que nessa resenha tem spoilers dos livros anteriores. Aviso dado, bora pra sinopse:

“Lady Maccon, a sem alma, está de novo envolta com uma conspiração, só que, desta vez, não é a ela que querem matar. Quando um fantasma enlouquecido revela que há um complô planejando um atentado contra a vida da rainha, a preternatural começa a investigar e segue uma pista que a leva a esquadrinhar, cada vez mais, o passado do marido. Como se não faltasse mais nada, ela ainda tem que lidar com uma irmã que resolveu participar do movimento sufragista (quanta ousadia!), o mais recente dispositivo mecânico de Madame Lefoux e uma praga de porcos-espinhos zumbis que mal lhe dão tempo de se lembrar de que, por acaso, está no oitavo mês de gestação.
Será que Alexia conseguirá descobrir quem está tentando matar a Rainha Vitória antes que seja tarde demais? Seriam os vampiros outra vez ou algum traidor em pele de lobo? E o que é, exatamente, essa criaturinha que resolveu aparecer no segundo melhor closet de Lorde Akeldama, na pior hora possível?”

Nesse livro, Alexia está mais grávida do que nunca, e o livro já começa com ela em seus plenos 8 meses de gestação numa acalorada discussão com seus três mosqueteiros: Lorde Maccon, Lorde Akeldama e Professor Lyall. Eles estão em busca de uma forma de protegê-la e ao bebê contra a constante ameaça de morte que os rondam. Os vampiros, que a perseguem desde Inocência?, ainda não desistiram de tentar matar o bebê e, consequentemente, ela; ao mesmo tempo o DAS não conseguiu encontrar provas das tentativas de homicídio dos vampiros para com ela, para que assim, possam tomar atitudes mais drásticas com o apoio da Coroa. Portanto, precisam de um plano B, o quanto antes.

Assim, meu querido Professor Lyall (sou fã), acaba dando a ideia de Lorde Akeldama que, além de melhor amigo de Alexia, é um vampiro, adotar o bebê que vem por aí, acalmando assim o medo da Colmeia de Westminster de Londres. Alexia fica chateada, mas acaba concordando com a ideia por saber que é a melhor solução, mas com uma condição: ela vai morar com Lorde Akeldama também. Tá sentido? Tá sentindo a revolta do Conall? Porque eu tô! rsrs. Ele, que sempre teve ciúmes de Lorde Akeldama (o por quê, eu também não sei, já que todos sabem muito bem que ele é gay) fica fulo da vida e, por ideia do seu beta, decide se mudar junto com ela. Ou seja, o casal Maccon e seu futuro bebê vão morar escondidos num dos grandes closets de Lorde Akeldama. E, para ninguém desconfiar que não é apenas o bebê que vai morar com o vampiro, Conall aluga a casa do lado de Lorde Akeldama para manter as aparências. Então, acrescente a Alcateia de Woolsey na equação e pronto! A diversão de nós leitores, tá garantida!

“Está vendo como eu estou levando isso a sério, minha queridíssima pétala? Realoquei roupas por você. (…) Quem diria que eu teria um lobisomem morando no meu closet?”

Logo após essa reunião, Conall e Alexia vão embora começar os preparativos da mudança e acabam sendo atacados por porcos-espinho. (Olha, preciso abrir um parêntese aqui: eu realmente queria saber o que os vampiros têm contra animais fofinhos. No livro passado, eles me deixaram traumatizada com joaninhas, agora com porco-espinho… assim não dá!). Enfim, com Conall distraído com os porcos-espinho-do-mal, Lorde Ambrose, um dos vampiros da Colmeia de Westminster que está “comandando” os ataques à Alexia, entra na carruagem onde ela está e está prestes a matá-la quando ela conta pra ele dos planos de entregar o seu bebê para Lorde Akeldama. Depois de se recuperar do choque, Lorde Ambrose e Alexia se despedem da forma mais educada, absolutamente estranha e completamente cômica, e ele vai embora.

“- Considerando o acordo proposto, posso pedir sua licença, Lady Maccon, por um tempo? Preciso voltar à Colmeia de Westminster agora mesmo.
(…)
– Tem certeza que não quer ficar? Para tomar uma dose de vinho do Porto?”

Sem muito tempo de folga depois de se libertar da constante ameaça de morte, Alexia logo entra numa nova onda de perigo de morte, dessa vez não contra ela (PASMEM!), mas contra a Rainha. Assim, lá vai nossa Alexia e sua barriga gigante desvendar esse mistério e tentar neutralizar essa ameaça à Rainha Vitória. Como se só isso não fosse suficiente, ao mesmo tempo, ela precisará cuidar de um lobisomem recém transformado que reluta muito na nova condição (Pobre Biffy!); aturar uma irmã insuportável que se convida para morar com ela do nada (Felicity, a inconveniência, em pessoa!); e criar (finalmente!) O Protetorado da Sombrinha que contará com apenas duas integrantes: Alexia Maccon e (PASMEM NOVAMENTE!) Ivy Tunstell.

SIM! Ivy, nossa querida cabeça-nem-tão-oca-assim munida com seus chapéus mais-ridículos-do-que-nunca, vem se revelando, desde Inocência?, uma personagem observadora e leal; o que choca tanto a nós como a própria Alexia. O momento que Alexia conta pra Ivy que é preternatural, logo após criar O Protetorado da Sombrinha, é muito divertido e dá uma vontade imensa de ter Ivy como minha melhor amiga também.

“— Sou preternatural.
A Sra. Tunstell arregalou os olhos escuros.
— Essa não! É contagioso?”

Ai gente, eu preciso falar do meu querido Lorde Akeldama que sempre foi um dos personagens mais que essenciais em todos os livros da série. Ele, agora, está com o coração partido. Ele bem que tenta esconder seus sentimentos e sua tristeza, mas nós conseguimos perceber isso claramente no decorrer do livro. No final de Inocência?, algo acontece com o seu zangão preferido, mas nesse livro percebemos que ele não é só o preferido, ele é um dos amores de Lorde Akeldama e a separação deles me deixou triste e de coração partido junto com ele. Eu torço muito pela felicidade de Lorde Akeldama e torço pra esse casal encontrar um jeito de dar certo, apesar de achar isso meio impossível de acontecer.

“- Milorde, quanto à nossa conversa de corações partidos, será que eu deveria estar dizendo agora ‘pobre Lorde Akeldama’?”

Agora, quanto a Conall, ele está quase conseguindo meu perdão depois de tudo que ele fez (ou melhor, não fez) no livro passado. Quem leu minha resenha de Inocência?, viu o quanto eu fiquei chateada com ele e, nesse livro, ele está mais próximo a Alexia, mais cuidadoso e cheio de amores por ela. Ela já o perdoou, mas eu ainda não (mas falta pouco, quem sabe no próximo livro, né?).

Agora, eu preciso fazer dois comentários finais: 1º) Como o bebê sobreviveu até o final do livro? (Eu preciso saber! Quem descobrir, por favor, me conta!) Tudo que vimos de Alexia nos livros anteriores, ela faz um pouco pior nesse e, em vários momentos, eu fiquei pensando que o bebê ia acabar pedindo arrego de alguma forma (e talvez ele tenha pedido, não sei…quem sabe? Leia e descubra!). 2º) Esse foi com certeza o melhor livro da série até agora. No final, eu não conseguia largar o livro. Fiquei super ansiosa e arrepiada com tudo que se desenrolou. Foi lindo ver que, apesar de todas as intrigas entre vampiros, lobisomens e preternatural (que, no caso, Alexia é a única que existe), no fim, todos se ajudam a se manter vivos, ou tão vivos quanto seres sobrenaturais podem ser (cof*cof*os vampiros nem tanto*cof*cof, eles são egoístas mesmo*cof*cof). Fiquei emocionada de verdade.

Quanto à diagramação, eu li esse livro em e-book, assim como os outros, e segue o mesmo estilo dos livros anteriores com o início dos capítulos bem sinalizado e com os títulos engraçados e coerentes com o que vai rolar. A fonte e o espaçamento são bons para uma leitura confortável.

coração (1)

E assim, torcendo muito para não ter dado nenhum spoiler, deixo minhas 5 Angélias (querendo dar 10), encerro mais uma resenha e vou para o quinto e último livro da série, Eternidade?. Tô ansiosa e, ao mesmo tempo triste, por estar terminando essa série que não cansa de me surpreender. CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

15 comentários em “Resenha: ‘Coração? – Gail Carriger’

    1. Humor? Temos! rs…temos muito! Esse livro me rendeu muitas risadas.
      Acredito que você tenha ficado um pouco perdido na resenha por esse ser o quarto livro da série, existe toda uma história por trás disso, é normal se perder mesmo 😉

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  1. Assim, acho que você soltou alguns spoilers sem querer. Mas tudo bem.

    Eu entendi e não entendi, mas porque não conheço muito da história já que não li os outros livros. Achei super interessante e adoro o universo steampunk. ♡♡

    Curtido por 1 pessoa

    1. Pode ficar tranquila que não dei nenhum spoiler 😉
      Imagino que a resenha tenha ficado um pouco difícil de entender pra quem não acompanha os livros ou as resenhas anteriores, afinal esse é o quarto livro da série. Mas se você gosta do universo steampunk, você pode acabar gostando desse livro também 🙂

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    1. Acredite em mim: não tem nada a ver com Crepúsculo rs. Existem lobisomens e vampiros sim, mas a semelhança para aí. Na minha opinião, O Protetorado da Sombrinha é muito melhor rs

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  2. Olá! Pelo que entendi é um romance envolvendo fantasia, vampiros, certo? Não sou de ler muitos romances, mas a série me pareceu interessante, sobretudo tendo mistérios no meio. Gosto muito! Vou dar uma olhada nos outros posts depois pra entender melhor a série.
    Abraços!😊😉😙

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  3. Depois de ler o livro a gente entende melhor a resenha e se faz as mesmas perguntas, como Alexia parecendo uma pata choca consegue fazer tudo o que ela faz. Sobre a Ivy tem momentos que você quer dar uns tapas nela, para ver se acorda para a vida, e outros em que te deixa chocada mas de maneira positiva. Uma personagem que é citada na resenha que parece que vai nudar e depois que se lê o 4° e o 5° livro se termina odiando muito, é a Felicity, oh mulherzinha invejosa.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Sim, os livros dessa série são complicados de entender até lendo, imagina só pela resenha rs
      Ai a Ivy é demais!! Eu ri tanto com ela. Realmente, tem horas dá vontade de dar uns tapas nela, mas eu adoraria tê-la como minha amiga. Ela é uma pessoa muito especial ❤

      Nem me fale dessa Felicity….oh serzinho desprezível kkkk

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