Resenha: ‘Apenas Amigos – Christina Lauren’

Oláááá pessoal! Quarta-feira, meio de semana, e tô trazendo pra vocês o livro Apenas Amigos da maravilhosa Christina Lauren, lançado aqui no Brasil em maio pela Editora Universo dos Livros. E ai, que livro mais amorzinho, gente? Temos aqui um típico romance de casamento de conveniência ao estilo Nova York e super moderno, e eu posso adiantar que adorei essa experiência. Mas antes de mais nada, confere a sinopse:

“Holland Bakker foi salva de um ataque no metrô pelo musicista irlandês Calvin McLoughlin. Como agradecimento, Holland o apresenta a um grande diretor de musicais e o que era uma tentativa despretensiosa se transforma numa chance inimaginável, pois, antes mesmo de perceber, Calvin foi escalado para um grande musical da Broadway! Ou quase… Até admitir que seu visto de estudante expirou e ele está no país ilegalmente. Sem titubear, e com uma paixão crescente pelo rapaz que só ele ainda não percebeu, Holland se oferece para casar com o irlandês a fim de mantê-lo em Nova York. Conforme a relação dos dois se desenrola de “apenas amigos” a “casal apaixonado”, Calvin se torna o queridinho da Broadway. No meio de tanto teatro e do gostar-sem-se-envolver, o que fará esse casal perceber que há muito amor verdadeiro em cena?”

O livro começa com Holland Lina Bekker, num dilema mental sobre a sua atual obsessão pelo musicista Jack que toca no metrô onde ela, sem necessidade nenhuma, passa quase todos os dias. Ela está um tanto quanto bêbada e só está passando no metrô, em plena segunda-feira às 23h30, pra dar uma olhadinha nele (deixo aqui declarado meu pequeno medo dessa espécie de stalker literária). Quando ela chega na estação, está tudo vazio exceto por ele, tocando seu violão da forma que ela tanto adora, mas dessa vez algo muda. Pela primeira vez em meses, quando ela coloca uma moeda na caixa do violão aos seus pés, ele levanta a cabeça, olha pra cima e fala com ela. É bem engraçado como ela fica desconcertada e fala umas coisas bem sem sentido durante a conversa. Mas mesmo totalmente abalada, ela descobre duas coisas sobre ele: os olhos deles são verdes, bem como ela imaginava que fossem, e o nome verdadeiro dele é Calvin, não Jack, como nas suas fantasias.

Depois de uma troca de meia dúzia de palavras, ela meio que sai correndo e vai pra perto da linha esperar o metrô passar, quando um morador de rua vem com tudo pra cima dela querendo roubar seu celular. Ao tentar se afastar pra que ele não chegue perto dela, Holland acaba caindo nos trilhos do metrô e desmaia. Quando ela acorda, está deitada numa ambulância com o braço quebrado. Todo mundo pensa que ela tentou se matar e entregam vários folhetos de ajuda pra ela; por mais que ela tente contar a verdade, ninguém leva a sério o que ela diz (ai que ódiooooo). Quando ela olha pra porta da ambulância e vê que Calvin está por ali ainda, ela grita chamando ele pra que ele confirme sua história, mas ele simplesmente vai embora e a deixa lá. Confesso que me deu uma raivinha interna dele nesse momento. Ele era a única testemunha disponível e vai embora, deixando-a lá, sozinha. Mas enfim….temos um motivo pra isso (ainda bem!!!).

No hospital, depois de já estar com o braço engessado, chegam ao hospital os tios mais fofos da vida: Jeff, irmão da mãe dela, e Robert, marido do Jeff. Conseguimos perceber que eles têm um amor muito grande pela Holland e dá vontade de pedir pra eles me adotarem. Ela conta pra eles o que aconteceu e dá pra ver que eles acreditam nela antes mesmo de ela começar a contar o que aconteceu, isso me dá vontade de abraçar os dois.

“Bom, você já está de alta. – Ele beija minha têmpora e pronuncia as oito palavras mais perfeitas que existem: – Vem pra casa com a gente esta noite.”

apenas amigos (1)

Na quarta-feira seguinte ao acidente, Holland já volta ao trabalho normalmente. Apesar de ela ter mestrado em Escrita Criativa, Holland está estagnada na sua carreira profissional, barrada por um super bloqueio e trabalha como arquivista e vendedora de camisetas no teatro em que seu tio, Robert, trabalha. Acontece que Robert é um diretor musical super conhecido da Broadway por conta da sua produção muito famosa chamada, Possuído. Ao chegarem ao teatro, onde trabalham, ela e Robert presenciam um desastre para a peça que está em cartaz: Seth, um dos principais musicistas da peça, simplesmente larga tudo e vai embora. Ele, por fazer vários duetos com o ator principal, faz parte do coração da trilha sonora e sem ele, a peça estará com sérios problemas.

Depois de Robert tentar outras opções para a substituição de Seth, Holland tem uma ideia e vocês sabem bem qual é: indicar o Calvin pra substituir Seth. Parece estranho ela indicar alguém assim do nada, né? Mas no decorrer da leitura percebemos o quanto Calvin é maravilhoso e o quanto a Holland admira o talento dele. Enfim, ela consegue convencer Robert a, pelo menos, ouvir uma vez o Calvin na estação de metrô e quando ele escuta a música do Calvin, ele fica maravilhado com todo aquele dom “desperdiçado” numa estação do metrô; fala com Calvin e pede pra ele ir até o teatro fazer um teste. Calvin, achando que pode conseguir um lugar escondido da orquestra de uma das peças mais incríveis do momento, vai e arrasa. Mas quando os produtores do teatro o chamam para o papel principal, descobrimos o porquê do Calvin ter deixado a Holland sozinha na noite do acidente: ele está no país ilegalmente há quatro anos.

Assim, um pouco decepcionados por perderem um talento daqueles, durante uma reunião, Brian, o chefe escroto da Holland dá a ideia de ela se casar com Calvin para que ele se torne um cidadão legal dos Estados Unidos. Na hora, Holland fica muito chocada pra responder, mas Robert já corta Brian e diz que aquela é uma ideia ridícula, mas aquilo fica martelando na cabeça de Holland durante toda a noite.

“Pró: ele é lindo. – (…) – Vamos começar por aí.
Contra: Essa ideia tem vários tons de ilegalidade.”

Depois de muito pensar sobre o assunto, Holland vai com a cara e com a coragem pedir sua obsessão Calvin, em casamento. E ela faz isso bem ao estilo Holland “Desgraçalândia” Bekker: engraçada e toda atrapalhada. É muito cômico os pensamentos dela e a forma que ela deixa tudo sair do nada. Claro que ele fica surpreso por ela querer fazer isso por ele, mas quando ela explica que quer fazer isso pelo Robert que sempre fez de tudo por ela, ele aceita entrar naquele plano. E é assim, que eles se casam escondidos de tudo e de todos, levando apenas seus respectivos melhores amigos e começam uma espécie de casamento de conveniência da era moderna. Vocês podem imaginar o quanto de confusão isso pode causar, né? 

Vou parar por aqui pra deixar aí a curiosidade sobre como tudo se desenrolou depois desse casamento abrupto. Mas deixo garantido pra vocês muita diversão com esse casal muito especial. Eles vão te fazer rir e, ao mesmo tempo, irão partir seu coração com os últimos momentos do livro. É tão claro, pra nós, leitores, o amor que eles sentem um pelo outro que dá vontade de dar três tapas na cara de cada um pra ver se tomam juízo rs.

“Nunca conheci alguém que gostasse tanto da minha música que quisesse se casar com ela.”

Eu quero destacar tantas coisas que me chamaram atenção nesse livro, que não sei nem por onde começar. Mas acho que a palavra chave pra esse livro é o amor, de todas as formas possíveis: O amor pela música que é algo muito palpável durante toda a leitura. Dá vontade de ir em uma orquestra hoje mesmo pra sentir toda aquela emoção que só uma orquestra pode transmitir. O amor que a Holland tem pelos tios e eles por ela, é algo tão lindo e tão acolhedor, que dá vontade de pegar os dois, colocar num potinho e guardar na bolsa pra poder desfrutar desse carinho a qualquer momento do dia. Também temos o amor incrível que existe no casamento de Robert e Jeff, eles são muito incríveis e o amor e o respeito presentes no casamento deles é meta de vida de qualquer pessoa, acredito eu.

Mas o amor que eu mais quero chamar atenção aqui é o amor que a Holland descobre por ela mesma no decorrer da história. Desde o começo do livro, só vemos Holland se depreciando, chegando até a incomodar um pouco. Ela se sente um peso para os tios que sempre a ajudam em tudo; ela acha todo mundo o máximo e ela nem tanto; e tudo isso a torna muito dependente de todos ao redor dela. Ela quer se sentir necessária e útil para as pessoas que ela ama e, esse é um dos motivos de ela entrar nesse plano louco de casamento. No decorrer da história ela vai criando uma força dentro dela que vai fazendo com que ela seja cada dia mais independente e quando ela consegue, finalmente, se desprender de todos e ver que ela consegue sozinha, é muito incrível ver que, pela primeira vez, ela vira protagonista da própria história.

“É uma carta de amor – não dá pra negar – mas a coisa mais estranha é que tenho certeza de que essa carta de amor é para mim mesma.”

Esse livro, com certeza, se tornou um dos meus preferidos da Christina Lauren. Eu que sou muito fã do trabalho dela, fiquei muito animada ao começar a ler esse livro e ele não me decepcionou. Não é nada parecido com o que eu já tinha lido da autora, mas ainda é possível ver seu coração na escrita.

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Eu li o livro em e-book, mas gostei tanto que já pretendo comprar o físico pra colocar na minha estante rs. Esse foi um dos muitos e-books que aproveitamos na super promoção de lançamento da editora (Obrigada, Universo dos Livros! Arrasô!). Preciso falar que eu estou muito apaixonada por essa capa. Ela é linda demais com esse tema de Nova York  que eu amo pouco rs. O livro é contado em primeira pessoa, todo pelo ponto de vista da Holland, eu não encontrei nenhum erro de revisão e a diagramação tinha fonte e espaçamento bons para uma leitura confortável. E assim, com muita música, amor e corações, deixo minhas 5 Angélicas pra esse livro fofíssimo.CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

13 comentários em “Resenha: ‘Apenas Amigos – Christina Lauren’

    1. Ai…eu acho e-books práticos pra correria do dia a dia, mas quando eu gosto mesmo do livro, compro o físico pra ter na minha estante. Sou uma colecionadora rs

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  1. Não sou afeito a romances, contudo, o mote desse me agradou bastante. Geralmente a trama de desenvolve ao redor do “coracão machucado que tem medo de se apaixonar, etc” mas essa se apresentou diferente. Pelo que entendi, na verdade, são duas tramas, uma relacionada à carreira musical e a outra ao romance. Se for isso mesmo, aplausos. Obrigado por compartilhar.

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  2. Olá!
    Adoro a escrita das autoras, amo a série Cretino e estou namorando esse livro desde o lançamento. Fiquei maga curiosa com essa história, adoro quando New York é o cenário desses romances. Espero ler muito em breve! ótima resenha!

    beijos!

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  3. Que gracinha, um casal unido pela música! Adorei a leveza do enredo, é um casal fofo e apaixonante. Também gostei do crescimento pessoal da Holland ao longo da trama, muito bacana. Acredito que seja uma leitura despretensiosa mas muito envolvente, aos poucos vai cativando e quando nos damos conta já estamos apaixonados pela história!

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  4. Olá, tudo bem?

    Ainda não conhecia o livro e nem a autora, mas é claro que já fiquei bem curiosa com esse enredo, que parece ter uma sucessão de acontecimentos. Gostei muito do que você apresentou, pois é o tipo de história que adoro e leio rapidamente. Vou procurar e espero ler rapidamente, pois realmente me interessou. Sua resenha ficou espetacular, como sempre!

    beijos!

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  5. Adorei a forma como Holland conhece Calvin, eu li a parte q vc fala dele deixando ela após o acidente e achei sacanagem tbm, mas foi por motivos… Muito legal ela dando a volta por cima e começando a ter amor próprio, muito bom!

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