A Hora do Chá: ‘Uma Dama Fora dos Padrões – Julia Quinn’

Boa tarde, miladys e milordes! Hoje o nosso chá da tarde está por minha conta e é com um imenso prazer que trago o lançamento de Agosto da Editora Arqueiro, o livro Uma Dama Fora Dos Padrões da diva dos romances de época, Julia Quinn. Esse é o primeiro livro da série Os Rokesbys que promete ser tão maravilhosa quanto a famosa série dos Bridgertons. Falando nisso, a protagonista da história é uma Bridgerton e dá pra matar a saudade dessa família tão amada por todos nós. Já viram que esse livro promete, né? Mas antes de qualquer coisa, bora pra sinopse:

“Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados…
Esta não é uma dessas vezes.
Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito… algum dia.
Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria…
Ou não.
Há apenas um irmão Rokesby que Billie simplesmente não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente.
Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso…
Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de faísca começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver.”

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Olha, eu preciso dizer que quando eu bati o olho nesse livro, eu me apaixonei sem nem ter lido a sinopse. Essa capa é de uma delicadeza tão fofa, que me faz (não pela primeira vez) querer viajar no tempo para poder viver nessa época. Quando abri o livro, a primeira coisa que vi foi a mais maravilhosa lista de 10 motivos para você ler o livro, e então eu me apaixonei pela segunda vez. E quando comecei a ler o primeiro parágrafo do livro, muito sarcástico, por sinal, eu percebi que eu estava perdida. Não ia conseguir largar o livro enquanto não acabasse, e foi bem o que aconteceu. Cinco horas depois, eu já tinha devorado o livro e, como sempre acontece com livros assim, fiquei com vontade de mais dele.

“5 – Na batalha entre herói, heroína e gato, o gato vence.”

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Sybilla Bridgerton, Billie para todos, está em grandes apuros. Por algum motivo inexplicável, ela decidiu que deveria salvar um maldito gato de uma árvore. E ela nem sequer gosta de gatos. Ela estava passeando quando ouviu o miado do bichano e decidiu subir na árvore para salvá-lo. Só que, aparentemente, o gato não queria ser salvo e quando ela tentou pegá-lo, ele a atacou e ambos caíram sem nenhuma delicadeza, da parte de Billie, em cima do telhado de uma casa abandonada no meio do nada, fazendo com que ela torcesse seu tornozelo. Já o gato, filho de uma mãe, pousou graciosamente em cima das quatro patas.

Assim, com o tornozelo machucado, há muitos metros do chão, Billie esperava por um milagre para poder sair daquela enrascada. E o milagre chegou da pior forma possível, porque chegou na forma de George Rokesby, o último dos Rokesbys que ela gostaria que a visse daquele jeito. Mas mesmo assim, ela precisava de ajuda e gritou por socorro até que ele a visse. George, cavalheiro que era, não poderia deixar uma dama em apuros, por mais que essa dama, de dama mesmo, não tivesse nada.

Ao tentar resgatá-la usando uma escada velha e trocando muitas farpas disfarçadas de conversa, o gato ataca novamente e George quase cai do telhado. Billie, por puro instinto, o puxa de volta. Mas antes que pudessem fazer qualquer coisa, eles observaram com puro desespero a escada cair num rodopio dramático deixando, agora, ambos presos no telhado.

“- Esse gato merece apodrecer no inferno – grunhiu George.
– Concordo – disse ela, rápido demais”

Mas eles ainda tinham uma esperança, pois George não estava sozinho. Ele estava na vila com seu irmão mais novo, Andrew, e esperava que em algum momento próximo, ele passasse por aquele mesmo caminho. Mas enquanto ele não passava, ocorreu aos dois que se não fossem encontrados logo, de preferência antes da manhã seguinte, eles poderiam ser obrigados a se casar. Algo que nenhum dos dois suportava sequer cogitar, então o alívio é grande quando Andrew finalmente aparece depois de um tempo.

Assim, com ambos resgatados, Andrew rindo sem parar da situação e com o gato dos infernos deixado para trás, eles vão rumo a Crake House, casa dos Rokesbys em Kent. Lá, Billie se troca e encontra com seus pais e sua irmã mais nova, Georgiana, no jantar; assim como com os pais de George e Andrew. Acontece que os Bridgertons e os Rockebys têm uma forte e antiga amizade. Os pais de Billie e os pais de George eram amigos desde sempre e assim, seus filhos viraram grandes amigos uns dos outros. Tirando os mais novos e George, que era o mais velho, todos cresceram juntos fazendo bagunça e se metendo em encrencas por todo lugar. Mas infelizmente, o tempo passa, aos poucos todos foram partindo e no fim, sobraram apenas Billie, George e Georgiana em Kent.

Os irmãos Rockesbys mais citados (além do George, claro) nesse livro são Andrew, Edward e Mary. Nós temos mais contato com Andrew pois ele está em casa se recuperando de um braço quebrado; mas é por pouco tempo, já que ele é tenente da Marinha Real Britânica e mora no porto na maior parte do tempo. Mary, que é a melhor amiga de Billie desde que as duas foram colocadas no mesmo berço pela primeira vez, agora está muito feliz casada com seu amor de infância. Ela é citada com grande saudade por Billie em vários momentos, mas aparece bem pouco no decorrer do livro. E temos Edward que é motivo de preocupação para todos (inclusive nós, leitores) por estar em uma missão pelo Exército Britânico nas colônias e por termos raras notícias de seu bem estar; ele é bastante citado durante o livro e já estou ansiosa pelo livro dele que, no caso, é o próximo.

Já dos lados dos Bridgertons, além de Billie, temos apenas Georgiana que tem 14 anos e é muito subestimada pela irmã mais velha, mas durante a leitura já mostra traços de uma personalidade marcante e perspicaz, que nos mostra que ela tem sangue dos Bridgertons nas veias. Tenho em mim, a esperança de um livro dela também, com um dos Rockesbys, quem sabe? Já tenho em mente um perfeito para ela, inclusive rs.

Agora falando do meu casal protagonista posso dizer que eles não deixam nada a desejar. Eles não querem, nem por um segundo, se apaixonar um pelo outro, mas isso não está nas mãos deles. Por mais que eles aparentam se odiar, existe uma cumplicidade, honestidade e lealdade entre eles que é difícil de encontrar em muitos casais que juram amor eterno por aí. Eles nos fazem rir tanto com suas rivalidades, quanto com suas alianças e, no final, ficamos querendo mais deles.

Billie é realmente uma dama fora dos padrões. Ela praticamente administra sozinha a propriedade da família enquanto seu irmão mais novo, Edmund, não tem idade para fazê-lo. Ela coloca suas calças (SIM, calças!) e cavalga pela propriedade cuidando da colheita e dos aldeões e sente que aquilo é o que mais ama no mundo. Em certo momento, ela até admite que gostaria de ter nascido homem para poder ser o Visconde Bridgerton e não ter que ceder suas amadas tarefas ao irmão e acabar sendo substituída.

Em certos momentos, acho Billie até um pouco mimada e esse é um dos motivos de George não gostar dela desde que eram crianças. Todos sempre passaram a mão na cabeça dela pra tudo de estranho que ela fazia e isso dá a ela a liberdade de ser e fazer o que quiser, e isso é maravilhoso. Mas tem momentos que ela acha que o mundo gira ao redor dela só porque ela é uma mulher forte e independente. Mas ainda assim, o orgulho da mulher que ela é sobrepôs tudo isso, porque toda essa imponência dela, mascara uma insegurança gigante e uma preocupação maior ainda com todos com quem ela se importa. Uma Bridgerton de fato!

Já George, vive com uma grande sensação de inutilidade para com o seu país. Com seus irmãos fora lutando contra inimigos para defender a sua pátria e o seu rei, George sente que ficar em casa tendo nada de heroico pra fazer, o faz ser inútil para todos. Isso acaba criando algumas intrigas com Andrew. George, como visconde e herdeiro do condado, nunca poderia ir pra guerra lutar pelo seu país. As obrigações dele são mais burocráticas e isso o deixa entediado. Mas acredito que esse tédio tenha mais a ver com o fato de se sentir sozinho do que com o fato de se sentir útil de verdade.

No fim, ele percebe que a utilidade dele no condado é muito grande e que ele precisa manter tudo em ordem para que seus irmãos possam ter um lar pra onde voltar. E o que eu mais amo em George é o fato de que ele é o único que consegue enxergar Billie de verdade, a Billie por trás de toda aquela máscara autossuficiente e ai… me apaixonei de novo.

“ – Essa é a minha garota
– Eu não sou…
– Mas vai ser.”

Eu simplesmente amei tudo sobre esse livro. O amor começou com a capa e seguiu até a última página. A história é envolvente e te faz viajar para o século XVIII e não querer voltar mais. A diagramação do livro é linda, simples e delicada. A fonte e espaçamento são ótimos para uma leitura confortável por horas, que foi o meu caso rs. O título original é Because of Miss Bridgerton, mas por mais que a tradução não tenha nada a ver, eu gostei muito do título brasileiro, serviu muito bem pra história. E, sem querer ser repetitiva, mas vocês viram essa capa? kkkk

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E para vocês, fãs da família Bridgerton, que esperam referências da série nesse livro, fiquem tranquilos, pois as referências estão garantidas. A maior de todas é que Edmund Bridgerton, pai dos nossos amados protagonistas dos livros da série Bridgertons, é ninguém menos que o irmão mais novo de Billie. Apesar de ele não aparecer em nenhum momento, já nos sentimos em família ao saber que Billie é tia dos nossos queridinhos. Alguns outros nomes conhecidos aparecem no decorrer da história, mas isso vocês vão saber lendo o livro rs.

Enfim, eu indico esse livro a todos que amam romance de época e para aquele que não amam, é uma boa oportunidade de começar a amar. Deixo minhas 5 Angélicas para absolutamente tudo que envolve esse livro e fico ansiosamente no aguardo da sequência da série, o livro Um Marido de Faz de Conta que, segundo foi dito na Bienal do Livro de São Paulo, será lançado no primeiro semestre de 2019. Ansiosos? Eu, com certeza, estou.  CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

11 comentários em “A Hora do Chá: ‘Uma Dama Fora dos Padrões – Julia Quinn’

  1. Oie! Sério que vamos ter outra série da Lady Julia? E eu que já tô amando a adaptação que a Netflix tá prometendo fazer sobre os Bridgestone, não poderia ter ficado mais feliz com essa notícia! Amo os romances dela e ja quero este na minja estante! Parabéns pelo post!

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  2. Olá!
    “Nossa, você já viu essa capa?” HAHAHAHAHAHA’ super me identifiquei com a sua fala, porque da primeira vez que vi, fiquei apaixonadíssima. Nunca li nada da Julia Quinn, mas quando esse livro saiu confesso que fiquei tentada. Ainda estou, na verdade, principalmente depois de ler a sua resenha. Billie, de todas as personagens, parece ser a que mais vou gostar. Li o primeiro parágrafo nessa foto que você postou e simplesmente amei. E George, pelas citações, parece igualmente apaixonante. Quem diria que um gato daria início a toda essa confusão?
    Abraços! 🙂

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  3. Olá, Julia Quinn é uma autora que sabe conquistar seus fãs, assim como você fiquei encantada com a capa do livro. Eu mesma já li alguns livros da autora, sempre me perco em suas história e termino com aquele suspiro de nostalgia. Amei sua resenha.

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  4. Oi, tudo bem ?

    Ainda não li romances de época, mas pretendo ler logo e iniciar com os livros da Julia Quinn ou Tessa Dare. Todos elogiam muito a escrita da Julia e esse me chamou muito a atenção, o visual está atrativo assim como a proposta e seu ponto de vista reforçou bem que a leitura é uma ótima indicação.

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