Resenha: ‘O Conde Enfeitiçado – Julia Quinn’ 

Oiii oi gente. Setembro se inicia e com ele trago mais um livro da série Os Bridgertons, da diva Julia Quinn publicado pela Editora Arqueiro. O Conde Enfeitiçado é o sexto livro e sendo assim esta resenha pode conter alguns spoilers dos livros anteriores (O Duque e Eu , O Visconde Que Me AmavaUm Perfeito CavalheiroOs Segredos de Colin Bridgerton e Para Sir Phillip, com amor) que por sinal, tem resenha deles aqui no blog. Dito isso, vamos a sinopse…

“Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz. No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo.”

Michael Stirling se apaixonou por Franscesca Bridgerton desde o primeiro instante, mas desde então guardou isso dentro de si, afinal ela era noiva e veio a se casar com seu primo/ irmão/ melhor amigo, John, o Conde de Kilmartin. Durante o período que Francesca foi casada com John, Michael se manteve por perto, se tornando um amigo bem próximo de Francesca, sempre respeitando sua relação com seu primo, mas nunca conseguindo tirá-la do coração.

Por esse motivo ele faz com que sua fama de libertino cresça a cada dia, para que Frascesca, e principalmente John, nunca descubra sobre sua paixão proibida. Ele ama o primo e nunca passou pela sua cabeça atrapalhar a felicidade dele de qualquer forma. Então Michael se entrosa perfeitamente com o casal, estando sempre ali para eles, e quando fica difícil permanecer ao lado de Francesca ele sempre dá uma desculpa para se afastar.

Francesca ama John com todo seu coração. Ele é o único que a entende de verdade. Ela ama sua família e ser uma Bridgerton, mas sempre se sentiu um pouco diferente deles, como se tivesse sido trocada quando criança. Ela é a irmã mais cuidadosa com as palavras, com o humor mais sarcástico e a mais reservada. Logo após o casamento ela se sentiu de certa forma aliviada por sair do caos que era sua casa e amava a vida serena que tinha com John.

“Se ela tivesse cravado uma flecha em seu coração, não teria conseguido feri-lo mais.”

O que ela não esperava era ter Michael como um grande amigo e confidente, fazendo parte de sua vida diariamente. Ela admira Michael por sua personalidade e por não invejar John por ter sido o favorecido da família, herdeiro de um condado. Ela o ama por isso e até toma para si a responsabilidade de arrumar uma esposa para Michael, o que não o deixa nadinha feliz. É interessante e divertido ver a dinâmica desse trio.

Até que John morre inesperadamente, deixando Francesca e Michael completamente sem chão. Michael se vê com a possibilidade de ter que assumir a vida de John, sendo o próximo na linha de sucessão. Toda a riqueza, as responsabilidades e o título, nada disso foi desejado por Michael. Nada a não ser Francesca. Ele se afunda em uma culpa tão grande por ter desejado por tanto tempo a mulher do primo, desejando que as coisas fossem diferentes, mas nunca a esse preço. Mesmo amando Francesca ele se recusa ainda mais a cogitar ter algo com ela. Ele já está se apossando de coisas demais de John, não saberia lidar com a possibilidade de ter o que sempre desejou as custas da morte dele, então toma a decisão de ir para a Índia, longe de tudo, principalmente de Francesca.

Quatro anos se passaram e Francesca sofreu todo o luto sozinha. Claro que ela tinha sua família, a mãe de John e a mãe de Michael ao seu lado, mas ninguém conhecia John como ela e não entendiam a falta que ele lhe fazia. Ninguém além de Michael. Ela se ressentiu muito com sua partida no começo, a deixando sozinha naquele momento, afinal ela pensava que eram amigos e ninguém melhor que ele para apoiá-la, mas não tinha o direito de exigir nada dele.

Acontece que durante todo o luto, Francesca se pega querendo muito ter um bebê. Ela ainda é jovem e por mais que tenha certeza que não vai encontrar um amor igual compartilhou com John, tem consciência que para realizar seu desejo ela precisa se casar novamente. Então decide voltar para Londres um pouco mais cedo naquele ano para se preparar para a temporada. Ela só não esperava dar de cara com Michael, que acabou de chegar da Índia.

Michael não é tolo de pensar que esses anos afastados fariam seu amor por Francesca desaparecer, mas esperava que conseguisse lidar com sua presença, afinal ele ainda não se casou então ela ainda continua sendo a condessa e morando na mesma casa que pertence a ele. Mas as coisas eram piores agora. Francesca antes era inalcançável, agora era uma mulher totalmente livre. Não lhe passava despercebido a ironia dele ser o Conde de Kilmartin e ela a condessa mas não a sua condessa. Ficava cada vez mais difícil para Michael esconder seus sentimentos, mas a culpa por esses sentimentos ainda o assombra.

Só que um pequeno momento dos dois durante um passeio, faz com que Francesca comece a notar Michael. Não como o querido amigo, primo de seu falecido marido, mas sim um homem lindo e encantador. Isso a assusta. Ela não pode sequer cogitar pensar em Michael dessa forma. É errado, não é? Depois disso não vai demorar muito para as coisas saírem de controle. Será que vale a pena viver a sombra do amado, porém falecido John, ou se entregar a felicidade? Única coisa que posso dizer é que Michael com certeza não vai desistir da sua.

“Os lábios dele tocaram os seus de leve. Era o tipo de beijo que seduzia com a sutileza, que fazia o corpo formigar e que deixava a pessoa desesperada, querendo mais. Nos recantos mais nebulosos de sua mente, Francesca sabia que aquilo era errado. Mas não conseguiria ter se movido nem se as labaredas do inferno estivessem lambendo seus pés.”

Quando eu achava que não poderia me surpreender e amar mais essa serie, Julia Quinn vem e prova o quanto eu estava errada. Michael é tão apaixonante e de uma integridade louvável. Sabemos o quanto ele ama Francesca, mas sua honra e bom caráter o fazem respeitá-la e mesmo sofrendo, se mantem afastado. Francesca, como percebemos nos livros anteriores (ela quase não aparece rs), é bem reservada e encontra em John sua alma gêmea de personalidade. Eu acredito que ela amava mesmo John, mas não era aquela paixão arrebatadora. Ele foi o único homem no mar de pretendentes que realmente ela se conectou e o que se parecia muito com ela.

A diagramação segue o padrão dos demais. Não temos mais as crônicas de Lady Wistledown no início dos capítulos, mas trechos de cartas trocadas por alguns personagens veio pra substituir essa perda e devo acrescentar que adorei esse detalhe. O livro é contado em terceira pessoa como sempre, que é a marca dos livros de época.

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Ah como amei este livro! De verdade. Foi o romance mais demorado para se desenrolar até agora. Mas isso não foi ruim não, acredite. O jeito que tudo se encaminhou foi muito propício. De outra forma, acredito que não seria tão verdadeiro e íntegro. Eu sigo me apaixonando mais e mais pela família Bridgerton, e as mães, como Michael e Francesca se refere a Helen, mãe de Michael e Janet mãe de John, também são de um amor só. Eu só me aborreci em alguns momentos com dona Francesca, mas nada muito grande a ponto de inteferir muito na minha opinião.

Esta foi a resenha que eu falei menos sobre a trama em si né?, mas não quis entregar muita coisa. Eu vou ficando por aqui, deixando minhas 4 Angélicas para esta história e já correndo para o próximo livro! Até o próximo mês.   CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

8 comentários em “Resenha: ‘O Conde Enfeitiçado – Julia Quinn’ 

  1. Adorei o modo de como você me deixou interessado no livro sem entregar muito da história, já vi vários livros dessa autora em livrarias mas nunca parei para ler as sinopses, vou procurar mais sobre ela haha

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  2. É muito bom quando nós encontramos leituras que nos cativam dessa forma. E sobre seu comentário sobre a leitura que mais demorou para “desenrolar” — e como isso não tem um significado negativo –, pensei na hora o quanto o tempo na leitura é algo relativo. Há livros que nos pedem mais tempo. Lembro quando li A Montanha Mágica (que é um livro imenso, de quase mil páginas), as centro e poucas primeiras foram lidas muito lentamente. Depois parei e fiquei quase um ano longe do livro. Voltei — retroagindo muito pouco — e li as oitocentas e tantas que me esperavam praticamente no mesmo tempo que levei para ler as primeiras, mais ou menos um ano antes.
    Beijos!
    https://teofilotostes.wordpress.com/

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