Resenha: ‘Tudo aquilo que nos separa – Rosie Walsh’

Oi gente!! Ontem foi o lançamento nacional do livro Tudo aquilo que nos separa. Eu recebi a V.I.B (Very Important Book) do Grupo Editorial Record no mês passado e apesar de ter vindo uma caixinha de lenços junto com o livro, eu não imaginei que me emocionaria tanto. O livro da autora Rosie Walsh quebra nossos coraçõezinhos românticos tantas vezes que é difícil não se sentir parte dessa história. Enfim, antes de falar mais, confiram a sinopse…

Imagine a seguinte situação: você conhece um homem, vocês passam sete dias maravilhosos juntos, e você fica apaixonada. E o que é melhor: o sentimento é recíproco. Você nunca teve tanta certeza de algo na vida. Então, quando ele parte numa viagem de férias agendada há muito tempo e promete te ligar para o aeroporto, você não tem nenhum motivo para duvidar disso. Mas ele não liga.
Seus amigos dizem que você deve desencanar, que deve esquecer o cara, mas você sabe que eles estão errados. Eles não sabem de nada. Algo de ruim deve ter acontecido, deve haver um motivo sério para explicar o silêncio dele. O que você faz quando finalmente descobre que tem razão? Que existe um motivo ― e que esse motivo é a única coisa que vocês não compartilharam um com o outro? A verdade.

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Sarah Mackey e Eddie David se conheceram de uma maneira inusitada. Sarah vive em Los Angeles, mas desde que sofreu uma perda enorme, ela foi embora de Gloucestershire, na Inglaterra, determinada a nunca mais voltar. Só que há dezenove anos, Sarah faz essa mesma viagem na época da tragédia. Ela sente que precisa estar lá, mas nunca imaginou que este local tão doloroso lhe daria algo tão bom como Eddie David.

Os dois passaram sete dias perfeitos e começaram a fazer planos, pois a conexão entre eles é real. É daqueles amores que não acontece muitas vezes e eles não podem deixar isso ir embora. Eddie tinha uma viagem para a Espanha marcada e até cogitou desmarcar para ter mais tempo com Sarah, mas ela diz para ele ir e quando ele voltar, ela estará em Londres para seus compromissos antes de finalmente voltar aos EUA. No sétimo dia, Eddie viaja prometendo ligar, mas ele nunca ligou.

“— Sarah, acho que me apaixonei por você. Isso é ir longe demais?
Suspirei.
— Não. É perfeito.”

Sarah começa a se desesperar, pois aquilo que viveram não foi uma mentira. Então porque ele nunca ligou? Ela está hospedada na casa do amigo de infância, Tommy, e acaba dividindo com ele e com Jo, sua outra melhor amiga, que não sabe o que fazer quanto a isso. Eddie não é esse tipo de cara. Ele não diria que ia ligar se realmente não quisesse. Ela começa se preocupar que algo de ruim pode ter acontecido com ele, então ela começa ligar sem parar. Eddie nunca atende. Ela manda mensagens no Facebook. Ele nunca responde. Ela até deixa um recado no seu mural demonstrando sua preocupação, mas não descobre nada sobre ele.

Sarah não come, não dorme direito e só consegue pensar no porquê Eddie faria isso com ela. Seu último ato de desespero antes de embarcar para Los Angeles é ir até o jogo de futebol do time que Eddie joga informalmente. Ela descobre que o jogo já encerrou, mas encontra alguns dos jogares ainda por lá. Quando ela confronta um de seus amigos de time, ela acaba descobrindo que Eddie está vivo e bem, mas não quer falar com ela. Sarah fica arrasada e começa se perguntar o que faria Eddie reagir assim.

“Não estou pronta para desistir dele. De nós. Ainda não.”

Sarah começa escrever longas mensagens para Eddie tentando contar para ele quem ela é e que se ele não quer mais vê-la, ela não vai mais procurar por ele. Ela voltará para casa e seguirá em frente, mas como seguir em frente deixando seu grande amor para trás? Foi real, então porquê ele desistiu deles? Os dias que eles passaram juntos foram os mais incríveis da sua vida, então como aquilo pode não ser verdadeiro? O amor que eles experimentaram juntos era para sempre, não era? É com essas perguntas que Sarah volta para Los Angeles e tenta seguir com sua vida.

Esse é o tipo de livro que tudo vira spoiler, então eu vou parar de falar da história em si e falar um pouco das emoções que senti ao ler. Começando com a escolha de título. Eu participei de uma votação para escolha do título e sem nunca ter lido essa história antes, nós votamos unanimemente nesta opção: Tudo aquilo que nos separa. Esse título resume tão bem toda a história de Sarah e Eddie e quando a gente vai se dando conta disso, chega até a ser doloroso. Outro ponto que vou citar é a capa. Inicialmente eu não gostei muito, principalmente porque a capa americana é muito bonita, mas ao longo da leitura fui percebendo que também faz sentido. É como se Sarah tentasse acalçar Eddie, mas nunca conseguisse.

Tudo aquilo que nos separa é divido em três partes e nelas temos os POV de Sarah e Eddie, além disso temos capítulos em formato de cartas de um deles para um alguém muito importante para a história, temos mensagens de Sarah para Eddie e até umas mensagens que Eddie deveria ter respondido para Sarah, mas nunca teve coragem de enviar. A narrativa começou um pouco lenta, mas ela vai ganhando força quando Sarah começa a ligar os pontos e finalmente descobrir os motivos de Eddie ter desistido deles. E preparem-se porque este é o primeiro grande impacto dessa história.

Como eu disse lá no início, eu recebi a cópia antecipada desse livro, então não posso falar da edição final de Tudo aquilo que nos separa. A minha edição é bem simples, não tem orelhas, mas a fonte e espaçamento estavam ótimos para a leitura. Tem cartinha no início nos avisando da carga emocional e das variações de títulos que esse livro recebeu pelo mundo. Eu fiz uso da caixinha de lenços em alguns momentos, pois foi impossível segurar a emoção e as lágrimas acabaram rolando.

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Esse não é mais um livro sobre duas pessoas que se apaixonam. Temos muito mais que isso e vamos nos apaixonando junto com os personagens assim como sofremos junto eles. Sarah e Eddie são dois personagens tão bem escritos que é impossível não se ligar a eles. Durante as narrativas de Sarah podemos perceber seu desespero de se manter focada no trabalho e ao mesmo tempo ela não consegue se concentrar. Ela sabe que não foi mentira, mas saber que Eddie escolheu não ligar a fere demais.

Quanto à Eddie, temos um homem super legal, gentil e bonito e que roubou o coração de Sarah naqueles sete dias. É desesperador o julgamento que eu fiz dele até o momento que tudo é revelado. Eu não sabia o que pensar até porque já estava até imaginando que Eddie seria só mais um daqueles caras que não gostamos. Eu só queria que ele ligasse logo e nos tirasse do limbo que era viver sem ele. Sim, eu estou me incluindo porque assim como Sarah eu inventei mil teorias para o desaparecimento dele. Quando ele sumiu do mapa, eu senti todas as angustias de Sarah.

Eu sinto que fui carregada para dentro daqueles amores épicos, pois Sarah e Eddie são perfeitos juntos e a cada reviravolta que a autora nos pregou, o leitor sofreu tanto quanto os personagens. Numa certa parte, eu achava que já sabia tudo e que nada mais poderia me surpreender e é aí que a gente percebe o quanto Rosie Walsh escreveu sua história com maestria. Tem amor, mas tem drama. Tem perdas, mas também tem perdão. Tem amizades de uma vida toda e ainda temos aquela mensagem de amor a primeira vista que já não acreditamos mais.

“Cheguei a conclusão de que o purgatório deve ser assim. Um adiamento perpétuo. Espera recheada de medo.” 

Tudo aquilo que nos separa é um livro que me deixou impactada. Os dois personagens não são dois jovens que estão descobrindo o primeiro amor. Longe disso, Sarah e Eddie já estão chegando aos quarenta e conforme a leitura foi fluindo vamos descobrindo coisas sobre ambos que fizeram eles serem quem são atualmente. Ambos carregam um passado doloroso e que os fizeram carregar fardos pesados demais. Os sete dias que passaram juntos foi um momento de fuga da realidade que ambos viveram é por isso que dói mais saber os porquês que eles deveriam ser manter separados.

Tudo aquilo que nos separa está entre os melhores livros que li neste ano e merece cada comentário positivo que veio destacado na contra capa. Como eu disse, o lançamento foi ontem, então vocês já podem parar tudo que estão fazendo e vir descobrir porque Eddie nunca ligou. Deixo 5 Angélicas para um livro encantador e que nos mostra o impacto do que é amar e talvez, eu digo talvez porque vocês precisam ler, não ter aquilo que esperávamos.   CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

 

 

6 comentários em “Resenha: ‘Tudo aquilo que nos separa – Rosie Walsh’

  1. Olá, tudo bom?

    Ainda não vi nada sobre esse livro, mas a descrição que você relatou me encantou, gosto de livros com o gênero romance, mas um romance que tenha história, e esse me parece assim, irei procurar mais sobre ele, mas já adianto que ele já foi para a listinha de desejados.

    bjbj!

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  2. Só de ler a sinopse já fiquei curioso para saber o porquê de Eddie não ter telefonado. Deve ser difícil mesmo fazer a resenha do livro sem dar spoiler, mas acho que você conseguiu ainda mais instigar a vontade de ler. As fontes e o espaçamento que você mostrou na foto são ótimas para que a leitura flua de forma rápida. Ótima dica.

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  3. Que linda essa resenha *-* Os trechos da história que você relatou, faz com que esse romance seja movido pelo suspense, e eu adorei isso (até porque, sou bem adepta das surpresas ^^). Outra coisa que gostei muito foi como você descreve o material recebido, com detalhes sobre a capa, a caixinha de lenços… Acho que o marketing da editora foi excelente nisso! Certamente deve atiçar curiosos sobre o que pode emocionar tanto no conteúdo do livro. Adorei ❤

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  4. Achei bem legal sua resenha, acredito que este livro realmente deve ser bem tranquilo para ler. O contexto as vezes se assemelha a situações que se possar ter passado ou pessoas muito proximas. Realmente seria minha leitura deste ano também. Beijos

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