A Hora do Chá: ‘A Dama da Meia-Noite – Tessa Dare’

Oi gente! Mais um chá acompanhado das histórias de Tessa Dare. Eu falei muito rapidamente de Kate e Cabo Thorne nos livros anteriores, mas agora vamos nos aprofundar em suas histórias pessoais e também no romance. Aviso, esse livro tem mais drama do que os anteriores, então após dar boas gargalhadas em Uma Semana Para Se Perder, teremos um romance mais sofrido. O segundo aviso é que como estamos falando de uma série, é impossível não citar fatos dos livros anteriores. Confiram a sinopse antes de mais nada…

“Pode um amor avassalador apagar as marcas de um passado sombrio? Após anos lutando por sua vida, a doce professora de piano, Srta. Kate Taylor, encontrou um lar e amizades eternas em Spindle Cove. Mas seu coração nunca parou de buscar desesperadamente a verdade sobre o seu passado. Em seu rosto, uma mancha cor-de-vinho é a única marca que ela possui de seu nascimento. Não há documentos, pistas, e nem ao menos lembranças… Depois de uma visita desanimadora para sua ex-professora, que se recusa a dizer qualquer coisa para Kate, ela conta apenas com a bondade de um morador de Spindle Cove, o misterioso, frio e brutalmente lindo, Cabo Thorne, para voltar para casa em segurança. Embora Kate inicialmente sinta-se intimidada por sua escolta, uma atração mútua faísca entre os dois durante a viagem. Ao chegar de volta à pensão onde mora, Kate fica surpresa ao encontrar um grupo de aristocratas que afirma ser sua família. Extremamente desconfiado, Thorne propõe um noivado fictício à Kate, permitindo-lhe ficar ao seu lado para protegê-la e descobrir as reais intenções daquela família. Mas o noivado falso traz à tona sentimentos genuínos, assim como respostas às perguntas de Kate. Acostumado com combates e campos de batalhas, Thorne se vê na pior guerra que poderia imaginar. Ele guarda um segredo sobre Kate e fará de tudo para protegê-la de qualquer mal que se atreva atravessar seu caminho, seja uma suposta família oportunista…ou até ele mesmo.”

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Srta. Kate Taylor não tem família e encontrou na pacata vila de Spindle Cove um lugar para viver e trabalhar tranquilamente. Kate dá aulas de pianos para as jovens solteironas que vem passar o verão. Em Spindle Cove, Kate encontrou amigas, mesmo que elas tenham uma situação financeira muito melhor do que a dela, e poderia dizer até mesmo que é feliz na vila. Ela é gentil e espirituosa e todos gostam da Srta. Taylor, exceto Cabo Thorne.

Samuel Thorne, é um cabo do Exercito Britânico e desembarcou em Spindle Cove junto com Lorde Rycliff quando vieram montar a milícia. Já em Uma Noite Para Se Entregar dava para perceber como Cabo Thorne é um sujeito durão e mal-humorado. A grande maioria da população tem medo dele e a outra parte são de mulheres que desejariam se deitar com ele. Elas sabiam que Lorde Rycliff e Lord Payne estavam longe de ser para os bicos de mulheres fora da aristocracia, então Cabo Thorne era o mais próximo que elas poderiam alcançar.

Desde que Lord Rycliff foi para Londres e que Colin fugiu com Minerva, Cabo Thorne ficou como o Chefe da Milícia e no livro anterior pudemos ver Kate e ele tentando desvenda os motivos da fuga de Colin com Minerva. Ali a gente já percebia que havia um atrito entre eles, mas ao mesmo tempo existia algo mais. Só que ele jamais admitiria que sentia desejo por Kate e ela muito menos.

“Mas como ele podia evitar que ela tivesse forma de mulher e cheirasse como o paraíso?”

Kate nunca desistiu de descobrir de onde veio e quem era a sua família. Ela cresceu num orfanato e nunca soube quem era a sua família. Ela tem um sinal de nascença no rosto que poderia identificá-la facilmente caso alguém a tenha conhecido quando bebê ou dos tempos de criança no orfanato. E é em busca de uma mulher com um sinal de nascença como o de Kate que Os Gramercys desembarcam em Spindle Cove. Eles são uma família de aristocratas bastante excêntricos e que acreditam que Kate seja uma prima fruto de um casamento ilegítimo.

Cabo Thorne fica desconfiado dessa família e ao mesmo tempo enciumado, então propõe que Kate diga à eles que estão noivos e assim não parecerá que está tão desprotegida e sozinha. É claro que esse noivado pega todos da vila de surpresa, pois até então eles mal se falavam. Kate vê nesse ‘noivado’ a oportunidade de descobrir mais sobre ele, mas ele mantém o passado muito bem guardado. Um passado que mudaria a vida de ambos, então ele vive o dilema de se abrir e perdê-la ou manter tudo bem guardado e poder mantê-la.

É claro que um noivado de mentira é sempre uma sugestão para confusão, então não foi diferente com Kate e Cabo Thorne. Ele inicialmente só quer protegê-la já que Kate está totalmente deslumbrada por ter uma família tão grande como Os Gramercy. Ela quer fazer parte de algo e finalmente está tendo oportunidade de saber de onde veio. Mais ela também quer ser amada e mesmo sabendo que Thorne demonstre ser um homem sem coração, ela aos poucos vai rompendo todas as muralhas que ele construiu envolta de seu coração.

“Se ele soubesse amar, para dar a Kate o que ela precisava, Thorne a tomaria para si e a manteria muito perto.”

Kate é uma mulher que vê o melhor nas pessoas independente da situação, então não fiquei chocada quando ela defendeu Minerva no livro anterior. Ela também demonstrava uma força que adquiriu nos anos que precisou viver sozinha, mas neste livro eu vi uma Kate mais frágil e inocente. Ela acreditou e se apegou muito rapidamente à uma família que poderia não ser a dela e todas as vezes que Thorne tentou mostrar isso para ela, Kate foi birrenta e infantil.

E falando dos Gramercys, que família mais doida. Eu concordo que em muitos momentos eles trouxeram humor para história, mas eu não gostei deles. O chefe da família, Lorde Drewe, é extremamente protetor e desconfiado. Em vários momentos ele tentou manipular Kate para que não ouvisse as desconfianças de Thorne e é claro que a Kate deslumbrada deu mais ouvidos à ele do que para Thorne.

Eu gosto do Cabo Thorne desde o início da série, pois apesar dele parecer um homem frio e mal-humorado, ele é leal e demonstrou isso várias vezes. Fora que ele foge do padrão de mocinhos que estamos acostumadas a ver nos romances de época. Ele não é um nobre, já sofreu bastante na vida e até foi preso antes de ingressar no Exército Britânico. Ele tem zero tato social, mas mesmo assim várias mulheres menos afortunadas em Spindle Cove desejavam desposa-lo ou ter pelo menos uma noite escandalosa com ele.

“Minha vida toda, eu me apeguei a uns fiapos de memória. Não importava o quão triste era minha realidade, essas lembranças vagas me davam esperança de que alguém, em algum lugar, havia gostado de mim, um dia. Eu sempre acreditei, no fundo do meu ser, que algum dia alguém me amaria novamente.”

O livro segue o mesmo padrão das edições anteriores e eu sempre fico encantada pelas capas dessa série. Os vestidos são sempre maravilhosos e as cores escolhidas também. A diagramação é bem simples, mas tem fonte e espaçamentos confortáveis para leitura. As páginas amareladas também ajudam muito nesse conforto. A narrativa é em terceira pessoa e assim como os livros anteriores, a Tessa trabalha todos os personagens secundários, pois qualquer um deles pode ser o protagonista do próximo livro.

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A Dama da Meia-Noite demorou bastante para prender minha atenção, pois achei irritante a teimosia de Thorne de assumir seus sentimentos por Kate. Quanto mais crescia a possibilidade de Kate ser uma dama da aristocracia, mais Thorne se achava indigno dela. Apesar de Kate ter sido criada em um orfanato, ela tinha educação e modos refinados enquanto ele era apenas um homem bruto e marcado pela vida difícil que teve.

Eu senti falta de uma mocinha mais forte e determinada como aconteceu com Susanna e Minerva, então isso já foi me murchando. Eu não estou dizendo que não valha a pena ler, pois vale sim, ainda mais que todos os livros tem ligação e a Tessa sempre vai deixando os ganchos para os próximos livros. O romance entre eles poderia ter sido mais arrebatador se não tivesse tantas ressalvas por parte de Thorne.

“Se algum dia eu tive uma alma, Katie, acho que a deixei com você (…). E agora, é como se… toda vez que nos beijamos, você me devolve um pedaço dela.”

Enfim, A Dama da Meia-Noite é o terceiro livro da série Spindle Cove e veio para nos mostrar um casal mais dramático que os anteriores. Um enredo que emociona em muitos momentos e tem o epílogo mais bonito até o momento, pois nos dá uma visão do futuro. Kate e Thorne mereciam uma vida plena e feliz e Tessa deu isso à eles. Não é o meu favorito, mas vale a leitura. Semana que vem eu voltou com mais Spindle Cove e vou contar o que aconteceu com Diana Highwood após a fuga de seu ‘pretendente’. Até lá. CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

10 comentários em “A Hora do Chá: ‘A Dama da Meia-Noite – Tessa Dare’

  1. Achei tocante o fato do protagonista masculino se sentir inferior à sua amada por conta da possível posição abastada dela, mas ao que me parece, no final as dificuldades são superadas e o amor vence todas as barreiras. Uma história bonita e inspiradora 💜

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  2. Sou apaixonada por romances históricos/épocas, infelizmente ainda não tive oportunidade de ler nenhum livro da série. Porém, pela a experiência que eu tive foi raro eu conhecer um homem que se torture por achar que não é merecedor da donzela, geralmente era ao contrário. Atualmente estou buscando outros gêneros estava me cansado (apesar de eu amar) por justamente ler muito coisa parecida. Adorei sua resenha, como sempre arrasando.

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  3. Olá
    Até que estou achando essa série interessante, eu sempre fico com um pé atrás porque não gosto de romances, mas gostei da ambientação, realmente a mocinha não é como a dos livros anteriores, mas meio que tive empatia por ela.

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  4. Ai Dri, eu amei ler esse livro da série Spindle cove, mas tenho que concordar com você, também murchei um pouquinho com esses protagonistas. Acho que enquanto lia os dois primeiros livros e já percebia a atração entre o Thorne e a Kate, já cresceu em mim uma grande expectativa pro livro deles e quando encontrei uma história meio morna, também fiquei um tanto decepcionada.
    Mas ainda assim, gostei muito de lê-lo e, pela sua resenha, a vontade de reler crescer fooorte rs

    Bjo ❤
    https://almde50tons.wordpress.com/

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  5. Bom, como uma romântica incorrigível, eu já posso dizer que adoraria ler este livro só por causa da sua resenha. Pareceu -me que ele tem um vies drama/suspense que muito me agrada!
    Parabéns pelo post!

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  6. Fiquei bastante tocada pela resenha, estou muito curiosa com o passado dela e sua história em si. Amo esse tipo de romance, principalmente por ser de epoca né. O sentimento de ler este livro deve ser muito gratificante, já sei que vou me apaixonar por Cabo Thorne. Amei a resenha

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  7. Olá!
    adoro as suas resenhas de romances de época, recentemente adquiri o livro que li a resenha aqui e não vejo a hora de poder conferir e me apaixonar. Tenho muita vontade de ler Tessa Dare, a cada resenha de seus livros eu fico apaixonada e louca para conhecer seus personagens. Mais um livro para a lista de desejados!

    beijos

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