Semana do Terror: ‘A Maldição da Residência Hill – 1ª Temporada’

Olá pessoal! E pra estrear nossa Semana do Terror, hoje eu trouxe pra vocês a crítica da nova série de terror da Netflix. A Maldição da Residência Hill conta a história de uma família que teve que enfrentar os poderes de uma casa desde o momento que eles colocam os pés nela. A série estreou no serviço de streaming dia 12 de outubro e eu não pude deixar de assistir porque o trailer me deixou super curiosa. E posso dizer que é uma ótima pedida pra quem quer curtir o Halloween em casa, comendo pipoca. Mas antes de qualquer coisa, confere a sinopse e o trailer dessa primeira temporada:

“Shirley , Theo, Nell , Luke e Steven são cinco irmãos que cresceram na mansão Hill, a casa mal-assombrada mais famosa dos Estados Unidos. Agora adultos, eles retornam ao antigo lar e são forçados a confrontar os fantasmas do passado, após o suicídio da irmã mais nova.”

Os Crain são uma família linda e feliz composta por sete pessoas: mãe, pai e cinco filhos. O trabalho do casal Crain é comprar casas antigas, reformá-las para vendê-las pelo melhor preço. Por isso, eles vivem se mudando, pois enquanto seus pais reformam a nova casa, eles moram nela.

Em um certo verão, a família Crain tem como novo projeto a Residência Hill que tem a grande reputação de ser mal-assombrada, mas apesar desse pequeno detalhe, ela é enorme e linda. Com ela, a família Crain finalmente teria dinheiro suficiente para comprar a “Casa do Para Sempre” que eles tanto desejavam e nunca mais precisariam se mudar novamente. Assim, eles se mudam e o terror começa. Eles nunca imaginariam que a casa faria coisas com a cabeça deles, mas ela faz.

“Aquela casa que parecia ter formado a si mesma, executando seu próprio projeto pelas mãos de seus construtores ergueu sua enorme cabeça em direção ao céu, sem nenhuma concessão à humanidade. Era uma casa sem afeto, que jamais devia ter sido habitada. Um lugar inadequado para pessoas, para o amor, para a esperança.”

A Família Crain não é uma família normal, todos têm uma certa sensibilidade paranormal e logo a energia da casa começa a afetá-los aos poucos, de diversas maneiras diferentes. O problema é que eles não dão atenção às coisas pequenas e quando eles percebem tudo que está acontecendo de errado, já é tarde demais.

A história é contada com a linha do tempo paralela entre passado e presente. No passado, temos a família Crain vivendo na Residência Hill, os filhos ainda são crianças e os pais são jovens e apaixonados. No presente, temos os cinco irmãos adultos e o pai mais velho, cada um vivendo da melhor forma que consegue, tentando deixar o lugar em que eles viveram por um verão e tudo que aconteceu para trás, mas não exatamente conseguindo isso.

Cada episódio é contado do ponto de vista de um dos integrantes da família e a cada episódio vamos vendo e entendendo tudo que aconteceu no passado. O legal dessa forma de narrativa é que, primeiro vemos a perspectiva de cada integrante separadamente e depois, nos últimos episódios, temos a ligação de todos eles em um final surpreendente.

Primeiro temos Steven Crain (Criança: Paxton Singleton /Adulto: Michiel Huisman), ele é o irmão mais velho e o mais cético quanto a tudo que aconteceu na Residência Hill. Ele era uma criança doce e um irmão mais velho que tinha dentro de si o instinto de cuidar de todos os seus irmãos e ajudar seus pais em tudo que eles precisassem. O Steve adulto é um escritor conhecido por seus livros de terror, livros esses que contam as histórias de outras pessoas; histórias essas que ele desacredita absolutamente. O seu maior sucesso é o livro “A Maldição da Residência Hill” que conta tudo que a sua família viveu naquela casa. Ele acredita que a família sofre de doenças mentais e por isso aconteceu tudo aquilo no passado. Até que o passado volta e ele precisa enfrentar tudo de frente pessoalmente, não apenas através do seu livro.

Depois temos a história de Shirley Crain (Criança: Lulu Wilson/Adulto: Elizabeth Reaser), ela é a segunda irmã mais velha, depois de Steve e a que mantém a família em linha reta rumo ao destino que ela acha que seja o correto. Se alguém tem um problema, ela coloca nas costas e dá um jeito de resolver tudo. Por conta desse jeito dela de querer ser perfeita em tudo, ela acaba algumas vezes julgando seus irmãos e suas atitudes quando não as acham corretas segundo o seu padrão. Mas no fim, ela só quer protege-los e manter a família unida. Quando o passado vem à tona, percebemos que o maior fantasma dela, é o arrependimento e a culpa por algo errado que ela fez.

Como irmã do meio temos Theodora Crain (Criança: Mckenna Grace/Adulta: Kate Siegel). Theo é a irmã diferentona e fechadona rs. Desde criança, ela é muito sensitiva e, por isso, ela se fecha atrás de um muro para não sentir tudo que tem ao seu redor. Quando ela toca nas pessoas ou nas coisas, ela sente e vê o que se passa com eles e, pra evitar isso, seguindo um conselho da mãe, ela usa luvas para se proteger. A Theo adulta é uma psicóloga infantil que usa seu “dom” para entender e ajudar crianças iguais a ela e seus irmãos. Mas tanto a Theo criança quanto a adulta, por trás do muro, tem um coração enorme e um amor maior ainda por todos da família. Quando tudo volta, ela tem que lidar com esse muro e derrubá-lo de vez.

Então temos os irmãos caçulas mais fofos da história: Luke e Nell. Luke Crain (Criança: Julian Hilliard/Adulto: Oliver Jackson-Cohen) vem primeiro porque ele nasceu 90 segundos antes que a Nell rs. O Luke criança, através de seus desenhos, tenta convencer a família que ele tem uma amiga chamada Abigail que mora na floresta que cerca a casa. Ele diz a todos que ela é real, mas ninguém acredita e a trata como sua amiga imaginária. A única que acredita nele, é sua outra metade, sua irmã gêmea Nell. Já o Luke adulto está oficialmente 90 dias sem usar drogas e acabou de pegar sua ficha de sobriedade na clínica em que ele está internado. Depois de anos tentando vencer todos os fantasmas do seu passado na base da heroína, ele finalmente está conseguindo sair dessa quando o passado vem e leva uma parte dele embora.

“Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete…”

Nell Crain (Criança: Violet McGraw/Adulta: Victoria Pedretti), a caçulinha da família, é a que mais sofre com a maldição da Residência Hill. Tudo começa com ela, quando ela tem suas visões com a mulher do pescoço-torto. O medo dela é tão grande e tão real que a acompanha até a sua vida adulta na forma de paralisia do sono. Ela acorda e não consegue se mover, nem falar, nem gritar e geralmente, quando isso acontece, ela vê a mulher do pescoço torto novamente. Tudo piora quando em um desses momentos em que ela está paralisada e vendo essa mulher em frente a sua cama, seu marido acaba morrendo de aneurisma no cérebro e ela não pode se mover para ajudá-lo. Com a morte dele – que ela tem certeza que foi por culpa da mulher do pescoço torto – tudo piora cada vez mais. Na esperança de se livrar do seu passado, ela decide ir até a Residência Hill para enfrenta-lo e acaba se matando. O seu suicídio desencadeia tudo e faz a família toda enfrentar o passado.

Quando temos a versão do casal Crain, que é formado por Hugh (Jovem: Henry Thomas/Velho: Timothy Hutton) e Olivia (Carla Gugino) muita coisa se explica pois Hugh não contou para os seus filhos tudo que aconteceu na noite que eles saíram correndo da casa, deixando tudo para trás, inclusive a mãe. Assim, todas as dúvidas que nos são apresentadas nos episódios dos cinco irmãos, são respondidas pelos episódios dos pais e, ao mesmo tempo que é aterrorizante, é muuuuuito triste. Eles foram pais incríveis que se amaram e amaram seus filhos da melhor maneira possível, mas nada disso foi o suficiente para protege-los da maldição que aquela casa trouxe para a família deles.

“Nosso amor foi tão grande que se espalhou pelo universo.”

O que eu mais gostei nessa série foi que ela é um terror mais psicológico. Em alguns momentos, você leva aquele sustinho básico quando aparecem alguns espectros, mas o terror mesmo está nos sons, na expectativa, nos pensamentos dos personagens. Têm momentos que você se questiona se tudo aquilo aconteceu realmente ou se é tudo invenção da mente da família. Inclusive, o Steven faz algumas alusões de que fantasmas, na verdade, são sentimentos e problemas não superados por nós como culpa, trauma, saudade, luto etc, que nossa mente acaba transformando em “visões”. E ainda temos questões de doenças mentais que são trazidas como “respostas” para essas visões, e a da paralisia do sono e o consumo de drogas como consequências desses traumas vividos. Isso é muito interessante!

Confesso que essa série me surpreendeu. Ela tinha tudo para ser aquele super clichê que todo mundo conhece: casa mal assombrada + família que se muda = o terror acontecendo. Mas ela vai além disso, acredito que por conta da forma que é contada, e acaba fugindo dos padrões. Inclusive, eu vi muitos elogios à série na internet, justamente por conta dessa saída dos clichês de terror que existem ultimamente.

Existiram vários momentos eletrizantes e aterrorizantes, mas também tiveram aqueles que fizeram meu coração apertar e lágrimas vir aos olhos com tudo que aquela família passou. O amor e a união deles me emocionaram e me fizeram sorrir em vários momentos, assim como as perdas, as tragédias e os fantasmas que cada um enfrenta me fez ficar triste e preocupada com o que ia acabar acontecendo com eles no final.

“Somos todos histórias, no fim”

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Criada por Mike Flanagan, que tem em seu currículo obras como Jogo Perigoso (2017) e Ouija – Origem do Mal (2016), a série é uma adaptação do livro “A Assombração da Casa da Colina” da autora Shirley Jackson (1953) e é formada por 10 episódios que duram em torno de 40 e 70 minutos, que passam e você nem sente. Quando vê já acabou e você aperta logo o “próximo episódio” para saber o que vem a seguir e descobrir mais sobre tudo que aconteceu no passado ao mesmo tempo que tem medo do que pode vir a acontecer no presente.

Enfim, eu indico essa série a todos aqueles que amam um bom terror, mas que tem aquele medinho espreitando ou é muito cético sobre toda essa questão sobrenatural: você pode se surpreender! O enredo é muito inteligente e prende o expectador do início ao fim. Boa maratona pra vocês!

14 comentários em “Semana do Terror: ‘A Maldição da Residência Hill – 1ª Temporada’

  1. Eu acabei a série hoje. No começo eu achei ela bastante carregada, mas como o tempo ela foi me surpreendendo bastante. Gosto muito de obras que trabalham mais o terror psicológico. Gostei da contrução da narrativa, dos atores e dos plot twist, principalmente os da Nell e da Abgail. Acho que você deve colocar ali na frente que escreveu com spoilres, pessoas que não assistiram podem acabar teve essa surpresa antes de ver. Do mais, boa sinopse! Abraços

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    1. Oi Adrielle,
      Eu li a crítica novamente pra ter certeza e eu não dei nenhum spoiler. Tudo que citei na crítica é falado na sinopse e nos trailers. Sinopse essa que não foi eu que fiz, mas obrigada mesmo assim 😉

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  2. Oi Letícia, tudo bem?

    Não sou de assistir terror, pois sempre dico com medo, mas o seu post me deixou com muita vontade de assistir a série. O primeiro ponto que me agrada é o fato de ser um terror psicológico, amo quando as séries abordam este lado.
    Também achei muito legal o fato de cada episódio focar em um irmão, com cenas entre o presente e o passado, quando junta tudo deve realmente ficar bem interessante, como você citou. O suicídio da irmã mais nova me deixou um pouco receosa. Mas, vou colocar na lista. Belo post!

    beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Minha redatora viu essa série e até fez um post sobre isso. Eu tô pra ver essa série faz tempo, mas a correria com as coisas da faculdade e trabalho me impediram de ver. Tenho visto muitas criticas positivas, mesmo a série tendo muitos gatilhos e ficar indo e vindo no tempo, muito bom. Tem um livro também, que eu tô louca pra ler!

    Adorei seu post ficou lindo!

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  4. Preciso de coragem para ver essa série! Adorei saber que ” Cada episódio é contado do ponto de vista de um dos integrantes da família e a cada episódio vamos vendo e entendendo tudo que aconteceu no passado.” Gosto desse tipo de narrativa!

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  5. Oi Lê. Ai, primeiro quero começar falando algo que eu SEMPRE esqueço hahaha eu ADORO o modo como você faz as críticas. Colocando quotes e várias fotos. Seguindo rs
    Lendo seu texto, fiquei com vontade de ver a série. Terror não é naaaaaaaada a minha praia, mas o psicológico eu goxxxto haha. Fora que eu amo a Lizzie, a Carla e o Michiel. Ter os três juntos, é quase obrigatório ver a série rs
    Além disso, fiquei hiper curiosa pra saber porque deles terem deixado a mãe pra trás. Isso me deixou cabreira rs.
    Amei mesmo a crítica. Beijos
    https://almde50tons.wordpress.com/

    Curtido por 1 pessoa

  6. Olá! Eu tô vendo tanta gente e tantas críticas positivas sobre seriado, e com toda certeza ele já está na lista. Não tive coragem de assistir ainda, e ler tua resenhar, me deixou com mais medo do que eu já tava kkkkkk
    Inclusive, parabéns por cada detalhezinho.
    Adorei!

    Beijinhos,
    http://www.utopiavk.blogspot.com

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