Crítica da Série: ‘The Sinner – 1ª Temporada’

Olá pessoal!!! Feriadão tá aí e nada como uma boa dica de série pra passar o dia maratonando, né non? Então, segura aqui uma dica graaaande. Hoje, eu trouxe pra vocês a crítica da 1ª temporada da série The Sinner que estreou ano passado na Netflix. A 2ª temporada vai estrear agora, dia 09 de novembro, e eu já estou super ansiosa pra ter mais dessa série que mexe tanto com todo mundo que a assiste. A temporada é curtinha, então dá tempo de maratonar antes de estrear a segunda temporada. Antes de qualquer coisa, confere a sinopse e o trailer:

“A investigação acerca de um crime precisa acabar quando se sabe qual foi o crime e quem foi o criminoso? Quando uma jovem mãe de família comete um crime nefasto em público e se vê incapaz de explicar o motivo que a levou àquele estado de fúria súbito, um investigador se torna cada vez mais obcecado em entender as profundezas da psique da mulher, desenterrando os momentos de violência que ela tenta manter no passado, longe dos olhos do mundo.”

Cora Tannetti (Jessica Biel) é uma pessoa normal. Ela é casada com Mason Tannetti (Christopher Abbott), tem um filho pequeno, faz trabalho voluntário, tem um emprego estável. Aparentemente, tudo sobre ela é normal… até que não é. Nada do que ela faz, chama atenção… até que chama. E mesmo quando tudo nela parece absolutamente monótono e cotidiano, podemos ver que tem algo de muito errado acontecendo dentro da cabeça dela.

Num dia, quando ela está com o marido e o filho na praia, ela avista um grupo de pessoas um pouco a frente dela. Nesse grupo, temos dois casais que estão bem animadinhos, ouvindo música, brincando e dando uns amassos. Cora fica olhando fixamente pra eles até que, do nada, ela levanta e vai até um dos rapazes e o esfaqueia com a faca que ela estava usando pra cortar a pera pro seu filho comer.

O rapaz que ela mata se chama Frankie Belmont (Eric Todd), ele tem 29 anos e é médico num hospital da cidade. Quando interrogada, Cora diz não conhecer Frankie e que ela não faz a mínima ideia de por que ela o atacou. E, mesmo sem saber o por que desse surto, ela não quer um advogado e se declara culpada pelo que fez.

O detetive Harry Ambrose (Bill Pullman), fica intrigado com tudo que aconteceu porque eles têm praticamente tudo para encerrar aquele caso: confissão e testemunhas, mas falta o principal: o motivo. Cora não tem histórico de doença mental, o teste de drogas deu negativo e ela não se encaixa no perfil de assassina já que, geralmente, mulheres matam quem elas têm alguma ligação. Além disso, a disposição das facadas e a fúria com que ela atacou Frankie, mostra que não foi nada premeditado e sim movido pela emoção.

Por isso, Ambrose conversa com a juíza Baird (Gretchen Koerner), que julgará o caso de Cora, porque ele não consegue aceitar o fato de uma jovem mãe de família matar alguém que ela não conhece, sem motivo algum. Após uma audiência, considerando as circunstâncias do crime e o comportamento incomum da ré, a juíza Baird pede que façam um exame para avaliar se a Cora tem capacidade de ser julgada. Com isso, Ambrose ganha tempo pra se aprofundar e tentar entender a mente de Cora e o que a levou a cometer aquele crime. Aos poucos, às vezes usando até de hipnose, vamos entrando na psique de Cora e desvendando os segredos que a mente dela tanto tenta esconder.

“O fato é que as pessoas têm segredos. Até as pessoas mais improváveis.”

Em paralelo com tudo que está acontecendo no presente, temos flashes do passado de Cora, da sua infância, adolescência e juventude. Na época, ela morava com seus pais e sua irmã, Phoebe (Criança: Rileigh McDonald|Adulta: Nadia Alexander). Os pais de Cora eram pessoas muito religiosas e a sua irmã muito doente. A mãe dela dizia que a Cora roubou todas as forças dela quando ela estava grávida dela e, por isso, não sobrou força para a filha caçula que nasce doente. E ela acreditava que Deus ia manter Phoebe viva se a Cora fizesse tudo que Ele quisesse e fosse uma boa menina. Assim, podemos ver aos poucos o crescimento de Cora e toda essa culpa que era infringida a ela desde menina. Esses flashes nos darão muitas respostas sobre a pessoa que Cora se tornou e, no final, tudo se encaixa de uma forma tão surpreendente quanto triste.

Temos também alguns vislumbres da vida pessoal do Detetive Ambrose e seus fetiches sexuais, seus problemas com a esposa e a tentativa de fazer com que o casamento volte a dar certo. Ele tem seus próprios demônios para lidar e, apesar de não fazermos ideia do que seja, podemos ver o quanto ele ainda sofre com tudo que um dia, ele passou. E que tudo isso, o faz ver em Cora um pouco de si, uma semelhança, e é por isso que ele não consegue simplesmente deixar esse assunto de lado.

“O que importa é, o que alguém fez com a gente quando éramos crianças, é saber que a culpa não é nossa. Eu sei que não fizemos nada de errado, mas de alguma forma, eu não sei o que fazer com isso.”

Têm duas coisas que eu gostaria de destacar aqui, que a série me trouxe como reflexão. A primeira é a questão da culpa que é falada em vários momentos, como ela acaba consumindo quem a sente e, muitas vezes, levando essa pessoa a fazer coisas para compensar e nem sempre dando certo. Essa culpa trazida na série, vem de todos os “pecados” cometidos por seus personagens e isso nos leva ao título dela, The Sinner que significa A Pecadora/O Pecador em português. Achei incrível a forma como esse pecado é trazido, tanto no sentido religioso – pela mãe de Cora – quanto em todos os outros, quando vemos alguns personagens traindo, matando e fazendo coisas horríveis com o intuito de proteger quem se ama.

A segunda coisa é uma pergunta que surgiu pra mim em vários momentos durante a série: “Até onde você iria para proteger seu filho?”. Iria até o fim do mundo? Mataria? Torturaria? Traumatizaria alguém, psicologicamente falando? Parece absurdo, né? Mas ao assistir a série podemos ver que nem sempre esse absurdo se faz claro. É lindo e, ao mesmo tempo tremendamente assustador, ver que muitas vezes esse “onde” não tem limite e que não precisaria de muito pra cruzar essa linha tênue entre o certo e o errado.

Essa série que é do gênero policial, drama e suspense, é um dos sucessos dos Originais Netflix e leva o mesmo nome do livro no qual foi inspirada, The Sinner (A Pecadora) da autora alemã Petra Hammesfahr. Ela é feita de 8 episódios que têm em torno de 40 minutos cada. A princípio, The Sinner foi vendida como minissérie, mas devido ao seu sucesso logo foi pensado em transformá-la em série e, em Março/2018, foi anunciada a sua segunda temporada.

No USA Network, a segunda temporada foi ao ar em 01 de Agosto, também com 8 episódios e uma das novidades que eu adorei é que a Jéssica Biel, que interpretou a Cora nessa primeira temporada, está como Produtora Executiva agora. Pelo que mostra no trailer, teremos um novo crime para o Detetive Ambrose resolver e, euzinha aqui, já estou super ansiosa para o lançamento dessa nova temporada aqui no Brasil rs. Tá afim de ficar ansiosx comigo? Então dá uma conferida nesse trailer:

The Sinner me prendeu do começo ao fim, tanto pela sua narrativa, quanto pela sua profundidade de sentimentos e reflexões sobre a atitude e mente humana. Quando vemos e entendemos o trauma psicológico e toda sua profundidade na mente e no coração de alguém retratados assim, como nessa série, nos faz refletir sobre o quanto a nossa saúde mental é importante. E o quanto nós somos responsáveis pela saúde mental do próximo. Nossas atitudes podem acabar com a vida de alguém – literal e metaforicamente falando -, mesmo que essas atitudes tenham um “bom” motivo para você. Os fins não justificam os meios e é preciso ter muito cuidado ao tratarmos uns aos outros. Claro que, na série, toda essa reflexão é levada ao extremo do limite rs, mas é bom pensarmos e nos atentarmos às pequenas coisas também.

“A culpa é uma coisa brutal, ela consome as pessoas. Vejo isso o tempo todo e estou vendo em você.”

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Enfim, eu indico essa série pra você que ama um bom suspense e drama policial, que adora ficar fazendo suposições sobre tudo o que aconteceu só pra ter sua mente bugada quando finalmente tudo é revelado, te fazendo perceber que você sabe de nada, inocente rs. E aí, já assistiu à primeira temporada de The Sinner? Ansiosos para a segunda temporada? Me conta tudo aqui nos comentários e uma ótima maratona pra vocês!

 

 

17 comentários em “Crítica da Série: ‘The Sinner – 1ª Temporada’

  1. Já assisti sim a primeira temporada e adorei! Série instigante com um final surpreendente, gera muitas reflexões e nos prende em frente à tela. Não sabia que foi produzida a segunda temporada, quando chegar no Brasil com certeza vou assistir!

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  2. É incrível o quanto pensei que essa série era besta, mas esse final de semana vou da-lo uma oportunidade, gosto de séries que leve o telespectador a pensar, acho que independente de conteúdo por mais que o objetivo seja entreter precisa ensinar algo.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Olá
    Já assisti a primeira e achei muito boa, me deixou o tempo todo com aquela vontade imensa de saber o que estava acontecendo com aquelas pessoas, série boa é assim te prende até o final

    Curtido por 1 pessoa

  4. Oi Lê!
    Eu vi essa série no início do ano e fiquei impactada quando acontece a primeira cena da Cora. Eu já fiquei criando várias possibilidades para o porque dela ter feito aquilo. Nada me preparou para o desenrolar da série. Sabe quem eu criei um ranço? O marido da Cora. Que cara babaca. Não deu o apoio que ela precisava. Ficou se escondendo igual um menininho assustado.
    Ótima crítica e hoje já ficarei apostos para maratonar a 2ª temporada.
    Bjs
    https://almde50tons.wordpress.com/

    Curtido por 1 pessoa

    1. Dri, sabe que eu também tive um ranço dele? Ele mais atrapalhou que ajudou a Cora.
      Mas depois, mais pro final da série, o ranço amenizou. Por isso nem coloquei na resenha. Mas no começo, afffffff que cara chato!

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  5. Tá aí uma indicação que com certeza vou levar em conta e assisti o quanto antes! Adoro enredos psicológicos que trazem um misto de suspense e drama.
    Valeu muito a dica! Obrigada!

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  6. Nunca tinha ouvido falar da serie, infelizmente não tenho mais Netflix e não irá dar para eu assistir ela. Mas eu gostei do enredo dela. Eu amo um suspense, drama e etc. Me senti bastante curiosa com como a história vai se desenrolar, e porque Cora estava daquele jeito antes de matar um dos rapazes. Sinistro. Amei a resenha

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  7. Olá!
    não tinha conhecimento sobre essa série, mas achei a premissa ótima pois faz muito meu estilo, adoro essas tramas psicológicas com suspenses. Dica anotada!

    beijos!

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