A Hora do Chá: ‘Amor nas Highlands – Suzanne Enoch’

Oi gente!! Lá no início da nossa coluna A Hora do Chá, eu resenhei Herói nas Highlands, primeiro livro da série Highlands, da autora Suzanne Enoch e hoje eu vim falar da sequência, Amor nas Highlands, que foi publicada no final do ano passado. A protagonista dessa história é a irmã de Gabriel, que pouco foi falada no livro anterior, e um escocês bruto das Highlands. Antes de falar mais dessa história, confiram a sinopse…

“Graeme, Visconde de Maxton e líder de um clã nas Highlands, possui mais inimigos do que amigos, incluindo seu vizinho, o temido Duque de Lattimer. Apesar disso, Graeme só pensa no bem-estar de seu povo e não procura confusão com os outros clãs. Mas quando seus estúpidos irmãos mais jovens sequestram Lady Marjorie, a irmã do duque, todos os planos de Graeme vão por água abaixo… Marjorie Forrester é, por consequência, uma inimiga de seu clã, e capturá-la deixa Graeme no meio de um impasse: se entregá-la ao chefe do clã Maxwell, a jovem pode ser morta; se a deixar ir embora, seus irmãos poderão ser condenados. E se entregá-la ao Duque de Lattimer, Graeme é quem acabará morto. O que o highlander deve fazer, além de manter a garota por perto até pensar no próximo passo? E como conter a atração inesperada que está surgindo entre eles? Em Amor nas Highlands, da autora best-seller do The New York Times Suzanne Enoch, você descobrirá o que o amor e a guerra têm em comum, e como a paixão pode surgir das formas mais improváveis.”

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Lady Marjorie Forrester era dama de companhia até pouco tempo, mas assim que seu irmão, Gabriel Forrester, herdou o ducado de Lattimer, ela passou a ser uma lady com uma linda casa em Mayfair e mais dinheiro do que poderia gastar. Gabriel partiu para sua residência na Escócia e deixou Marjorie vivendo em Londres. Ela agora faz parte da alta sociedade londrina, mas nenhum de seus vizinhos fala com ela ou a convida para bailes. Assim, ela está mais sozinha do que nunca.

Ela foi educada para ser uma lady, mas nunca teve dinheiro para frequentar a sociedade. Agora, ela é mais rica do que muitos nobres, mas isso não comprou a aceitação deles. Quando Marj recebe uma carta do irmão avisando sobre seu casamento, ela não pensa duas vezes e parte com sua dama de companhia para as Highlands. Gabriel é a única pessoa que ela tem no mundo, então ela decide que não quer e nem pode perder o casamento dele. Marj não contava que Gabriel estivesse metido numa briga entre clãs e que sobraria até mesmo para ela.

“Ela cresceu tendo como família apenas o irmão ausente, um irmão que fez o possível para ela frequentar as melhores escolas internas que ele podia pagar. Assim, nunca sentiu que tivesse do que reclamar.”

Enquanto estavam paradas não muito longe das terras do duque, Marj é sequestrada e levada para as terras dos Maxtons. O líder local, Graeme Maxton, não acredita na loucura que seus irmãos mais novos foram capazes de cometer. Há tempos que eles estão envolvidos em brigas entre clãs e dentro do seu próprio clã, mas desde que Gabriel, Duque de Lattimer, assumiu uma das maiores regiões do antigo clã Maxwell, a briga se tornou maior. Ele é o inimigo número um dos Maxwell e agora Graeme tem algo que o duque vai querer de volta.

Graeme não sabe o que fazer com Marj, mas ele entende que seus irmãos e ele estão em perigo se essa inglesa conseguir fugir. Sabendo que ela é uma nobre, Graeme decide se casar com ela e assim resolver todos os problemas. Seus irmãos estariam a salvo e a reputação de Marj estaria intacta. O problema é que ela não aceita esse casamento e mesmo não querendo prejudicar os irmãos de Graeme, ela sabe que precisa sair dali o mais rápido possível.

Agora, Graeme precisa decidir se entrega Marj para o líder de seu clã ou para o inimigo número um dele. Mas como fazer isso sem comprar brigar com qualquer um dos lados? Como entregar Marj, se ele não consegue parar de se sentir atraído por ela? Ele nem gosta de ingleses, então porque não consegue libertá-la e deixá-la ir? Teremos uma guerra, mas nada que os highlanders não estejam acostumados.

“Nada que envolva você é simples, Sassenach. Mas não espere que eu me renda aos seus olhos de filhotinho e a esses cílios longos quando vidas estão em jogo.”

Quando soube da publicação do segundo livro da série, eu fiquei muito feliz, principalmente que teríamos o personagem masculino sendo aquele escocês típico dos livros que falam das Terras Altas, até aí ótimo porque Graeme é tudo isso. Acredito que o maior problema para mim foi aceitar o sequestro de Marjorie. Ok, não foi Graeme quem sequestrou, mas ele tinha o poder de libertá-la. Muitas coisas estavam envolvidas, então ele resolve que manteria Marjorie ali, mesmo ela prometendo não causar confusão. A minha cabeça de século XXI não lidou muito bem com isso. Eu tive que ir aceitando esse cenário aos poucos.

Marjorie a principio parece mesmo uma lady mimada. Eu também estaria um pouco histérica se tivesse sido sequestrada, mas tentar rugir só piorava sua situação. Quando ela entendeu que estaria em maior perigo fora daquele castelo, as coisas melhoraram pra ela. Graeme explicou como Gabriel se meteu numa grande briga entre clãs e que nesse momento muitos homens aceitariam dinheiro para matá-lo ou nesse caso matar sua irmã. Marj decide ajudar Graeme a sair dessa confusão causada pelos irmãos dele e assim poder chegar em segurança ao Castelo Lattimer.

Aos poucos os dois vão se tornando cada vez mais próximos e a atração que estava ali desde o princípio vai se tornando maior e mais irresistível. Marjorie começa a compreender os motivos de Graeme não ter deixado ela ir logo que soube do sequestro e vai conhecendo o homem que teve que assumir, cedo demais, muitas responsabilidades. Graeme não é apenas o líder local do clã, ele também teve que assumir a criação de 3 irmãos mais novos, sendo que um deles tinha apenas dois dias de vida.

E falando dos irmãos de Graeme, não tem como não falar do pequeno Connell. Ele atualmente tem 8 anos, mas sempre teve o irmão Graeme como seu pai já que foi ele quem o criou. Ele é um menino muito doce, inteligente e adota qualquer animal órfão que puder, mesmo com Graeme dizendo que já tem bicho demais. Ele se culpa por ter aceitado ir com os outros irmãos sequestrar Marjorie. Ele conquista Marjorie a cada nova conversa, então é impossível para ela não pensar que fugindo dali, ela estaria colocando todos em perigo.

“Isso também a fez pensar de novo nos beijos dele. E fez com que refletisse se continuava sendo uma prisioneira ou, se em algum momento da última hora, tinha se tornado uma colaboradora voluntária, maluca.”

Amor nas Highlands não causou o mesmo impacto do primeiro livro. Achei a leitura em alguns momentos cansativas e o final foi bastante corrido. Mesmo com um início problemático desse casal, eu ainda torci por eles, pois Graeme apesar de bruto é um homem que lutava pelo bem estar de sua família. Ele não soube lidar muito bem com o problema que os irmãos jogaram no colo dele, mas foi Marjorie quem o fez perceber que poderiam ser aliados e juntos saírem dessa confusão.

Apesar desse livro trazer novos protagonistas é impossível não pegar spoilers do livro anterior até porque Marjorie só está nessa confusão por causa do irmão. Fora que vários personagens que foram destaquem em Herói nas Highlands aparecem novamente ou são citados. Falando sobre isso, eu senti muita falta dos personagens do primeiro livro e senti uma frustração muito grande quando percebi que a maior parte da história se passaria ali no castelo de Graeme. Eu queria Gabriel e Fiona e, infelizmente, a autora nos deu quase nada deles.

Amor nas Highlands, é o segundo livro da série que vem sendo publicado pela Editora Gutenberg. Falando do trabalho da editora, eu sempre acho fantástico como eles tentam colocar capas que tenham significado para história. Nesse caso, nós temos Marjorie usando um vestido rosa semelhante ao da capa. A diagramação seguiu a padronização do livro anterior e eu não encontrei nenhum erro. A narrativa é toda feita em terceira pessoa, mas percebemos os pontos de vistas de ambos os personagens principais.

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Amor nas Highlands é um romance divertido e muito fácil de ler, apesar de não ter me conquistado plenamente ainda é uma boa indicação para nossa coluna. Amei voltar aos cenários encantadores da Escócia, mas acredito que Suzanne não foi feliz na escrita desse livro. Apesar de saber que era costume da época, as mulheres se casarem para não terem suas honras manchadas, eu ainda acho que a autora não soube fazer a crítica de maneira correta.

Por mais que Graeme tenha mostrado ser uma pessoa boa ainda ficou aquela primeira impressão de um homem que casaria com Marjorie mesmo que ela disse não. Eu sei que depois ela se aliou a ele e que eles realmente se apaixonaram, mas fica sempre aquela pergunta se isso aconteceria se ela não tivesse sido forçada a viver no castelo. Enfim, Amor nas Highlands leva minhas 3 Angélicas e fico aguardando pelo próximo livro.

CLASSIFICAÇÃO 3ANGÉLICAS

9 comentários em “A Hora do Chá: ‘Amor nas Highlands – Suzanne Enoch’

  1. Olá Adriana,

    Uma pena que este volume não conseguiu te conquistar como o primeiro. Alguns séries realmente possuem essas decaídas, mas é algo que sempre acaba nos decepcionando. Achei uma pena que autora não soube fazer a crítica em relação aos casamentos da forma correta, mas mesmo com esses pontos que você citou que te incomodaram, creio que seria uma leitura que eu iria gostar de fazer, no geral. A série está na minha lista de desejados e em breve vou ler o primeiro. Adorei conhecer sua opinião sincera!

    Beijos!

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  2. Oi Dri! É um saco quando as continuações não chegam perto do livro anterior. Não sei você, mas me sinto traída haha
    Eu sou doida pra conhecer a escrita da Suzanne, por sua causa. E, ainda que o livro não tenha te agradado, fiquei muito curiosa para entender melhor sobre essa guerra de clã. Acredito que isso do sequestro e a paixão que deve acontecer depois, também me incomodaria, porque temos a cabeça muito atual. Sempre tento racionalizar o período da trama, mas é tenso. Amei a resenha e as fotos! Beijos ❤

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