Crítica Cinematográfica: ‘Aladdin’

Oláááá povo de Agrabah! A crítica de um dos filmes mais esperados do ano acabou de chegar no Além! A Walt Disney Studios vem fazendo remakes em live-action dos seus maiores sucessos e chegou a vez da história de Aladdin ser contada novamente de uma forma mágica e mais real que nunca. Eu corri assistir ao filme no cinema e olha, não me arrependi nem um pouco. O filme está incrível! Mas antes de qualquer coisa, vem cá conferir a sinopse e o trailer:

“Aladdin é um jovem ladrão que vive de pequenos roubos em Agrabah. Um dia, ele ajuda uma jovem a recuperar um valioso bracelete, sem saber que ela na verdade é a princesa Jasmine. Aladdin logo fica interessado nela, que diz ser a criada da princesa. Ao visitá-la em pleno palácio e descobrir sua identidade, ele é capturado por Jafar, o grão-vizir do sultanato, que deseja que ele recupere uma lâmpada mágica, onde habita um gênio capaz de conceder três desejos ao seu dono.”

Aladdin (Mena Massoud) é um jovem plebeu de Agrabah que não tem ninguém na vida além do seu fiel macaco, Abu. Essa dupla terrível faz um estrago na cidade com suas mãos leves e pés rápidos que roubam as coisas dos outros sem que percebam. Isso acaba vindo à calhar quando, num belo dia, Aladdin ajuda uma moça bonita a não perder sua pulseira para um comerciante que a viu dando pão da sua venda para uma criança.

Acontece que essa moça nada mais é que a princesa Jasmine (Naomi Scott), filha única do Sultão, que estava andando pela cidade disfarçada. Ao ver uma criança faminta olhando para os pães da venda, ela achou que não teria nada demais em pegar o pão e entregar à elas. Mas ela não tinha dinheiro com ela e o comerciante, sem saber que estava interagindo com a sua princesa, diz que ela precisa entregar sua pulseira cheia de pedras preciosas para pagar pelo pão que roubou.

Aladdin vê essa situação toda e a ajuda, entregando sua pulseira ao comerciante e logo, em seguida, com sua mão leve e a ajuda de Abu, pegando de volta sem que ele visse. Jasmine fica deslumbrada com a vida livre de Aladdin e, aproveitando que ele não a reconhece, usa do anonimato para conhecer mais da cidade, do seu povo e da vista fantástica da casa do seu novo amigo, que acredita que ela seja a criada da princesa. Ao término desse encontro, Aladdin fica com a pulseira de Jasmine e ele decide entrar escondido no castelo para entregar-lhe pessoalmente – e, claro, é uma ótima desculpa para vê-la novamente.

aladdin-capa-1140x630

Paralelo a todo esse desenrolar, conhecemos Jafar (Marwan Kenzari), o conselheiro do Sultão (Navid Negahban), e sua tentativa sem sucesso de conseguir pegar a lâmpada mágica que se encontra dentro da Caverna dos Tesouros. O grande problema desse lugar é que é realmente cheio dos maiores tesouros da Terra mas, além de tentador ao extremo, esse tesouro também é proibido… se a pessoa que entrar, tocar em qualquer uma das riquezas que lá existem, ela nunca mais será capaz de sair da caverna. Pra que ele quer essa lâmpada? Bem, diz a lenda que dentro dela reside um gênio capaz de conceder três desejos àquele que se diz seu amo. Com ela, Jafar pretende se tornar o Sultão de Agrabah e o ser mais poderoso do universo.

Assim, quando seu papagaio e companheiro/fofoqueiro pessoal Iago (Alan Tudyk), lhe conta que tem um ladrão que conseguiu passar pela segurança do castelo para encontrar com a princesa, Jafar vê aí mais uma chance de colocar as mãos na sua cobiçada lâmpada. Então, sob um disfarce, ele sequestra Aladdin, conta a ele que a mulher que ele encontrou na cidade é, na verdade, a princesa, e faz uma proposta: se ele conseguir entrar na caverna e trazer a lâmpada para ele, Aladdin será dono de uma grande riqueza que poderá, até mesmo, conquistar uma princesa.

Aladdin-capa

Sem enxergar a falsidade por trás das palavras de Jafar, Aladdin aceita o trato e entra na Caverna dos Tesouros. Logo, ele fica encantado com o tanto de ouro e peças preciosas que vê, mas segue firme em seu propósito de tocar apenas na lâmpada, conforme foi orientado por Jafar. Mas Abu, coitado, não consegue resistir a um imenso rubi e, logo que Aladdin pega a lâmpada, Abu pega o rubi e o caos se instala dentro da caverna. Mas com a ajuda do tapete mágico mais fofo do universo, eles conseguem chegar à entrada da caverna onde Jafar o espera.

Só que, claro, o maligno feiticeiro trai Aladdin logo que tem a lâmpada em sua posse, empurrando-o para dentro da caverna que logo se fecha com ele, Abu e o tapete mágico presos dentro dela. Mas o que Jafar não esperava é que Abu, esse macaquinho muito esperto e bem treinado, roubasse a lâmpada dele antes de cair na caverna novamente, sem que ele veja. Assim, lá estão eles presos na caverna, sem nenhuma chance de conseguir sair, com uma lâmpada que eles não fazem ideia do poder que tem. Curioso, Aladdin tenta entender o que é aquilo, acaba esfregando o objeto e de lá sai o Gênio (WIll Smith) que promete ser a solução de todos os seus problemas; não apenas porque vai ajudá-lo a sair daquela caverna, mas porque vai conseguir transformá-lo no príncipe capaz de conquistar a princesa Jasmine.

“Se você não tem nada, tem que fingir que é dono de tudo.”

Esse casal é um dos meus preferidos dos clássicos da Disney. Jasmine, uma princesa que não aceita se casar com qualquer um, apenas por política. Aladdin que leva uma vida à margem da sociedade, roubando comida para viver. Por mais incrível que pareça eles, que são de mundos completamente diferentes, são muito parecidos e sofrem com a falta de algo essencial para ter uma vida plena. Jasmine, sendo princesa, não tem o poder de ir e vir como bem queira e, por viver numa sociedade machista, não pode ser o que quer, nem falar o que bem entende. Seu sonho é ser sultã e poder governar o povo que ela tanto ama, mas por ser mulher, o esperado dela é se casar com um príncipe que nunca sequer viu e entregar a ele o controle do seu povo. Aladdin, por sua vez, tem toda a liberdade de ir e vir, mas falta os meios de sobrevivência. Seu sonho é ter dinheiro suficiente para ajudar todos que precisam e não precisar mais roubar para viver. Duas pessoas tão improváveis, com uma química tão incrível, que vivem em mundos tão diferentes, mas que, na verdade têm os mesmos sonhos, aquele do mundo ideal. Quem nunca sonhou com esse mundo, não é?

Por ser um remake em live-action do filme de animação de mesmo nome, lançado em 1992, essa história já é conhecida por todos. A mágica aqui é ver esse conto de fadas se tornando real, com atores e atrizes que dão vida ao que crescemos vendo apenas em desenho. A Walt Disney Pictures vem fazendo isso com todos os seus clássicos e vem sendo muito bem recebido pelos fãs de carteirinha. Com Aladdin a expectativa estava lá em cima e já adianto que o filme não decepciona. 

aladdin-e-gênio-will-smith

Assim como nos filmes anteriores, temos algumas pequenas diferenças na narrativa dos dois filmes. Com Aladdin, o que foi modificado, pra mim, só deixou a história melhor. O destaque, com certeza, vai para nossa Jasmine, uma princesa mais Girl Power do que já era na animação de 1992. Cheia de atitude, ela não se deixa calar pela lei antiquada de Agrabah. Uma das músicas mais tocantes e emocionantes do filme – que não tem na animação e que nem todos encararam bem, infelizmente – traz uma mensagem tão importante para o movimento de igualdade entre os gêneros que foi impossível não me arrepiar no cinema. A música se chama Ninguém me Cala (Speechless – em inglês) e Naomi, que já vinha fazendo uma atuação incrível durante o filme, ganha meu coração por completo ao cantar com uma grande emoção, dando vida e voz à uma princesa que é sempre orientada a ficar quieta.

“Eu quero mais! Eu consigo ajudar. Eu não posso ficar esperando um príncipe inútil aparecer.”

Outro grande destaque é a atuação do meu mozão Will Smith que dá vida ao nosso Gênio. Com muitas cenas cômicas, é impossível ficar entediada durante o filme. Para quem estava preocupado de ele não ser azul o tempo todo ou de ele não estar à altura do gênio original, Robin Williams, já digo que podem ficar tranquilos. Ele está incrível, impecável e faz jus ao legado de Williams. Eu sou suspeita a falar, porque sou fã de carteirinha do Will, mas pra mim ele foi além e se tornou o melhor Gênio da história rs.

Mena Massoud, por sua vez, nos trás um Aladdin fofo e impossível de não se apaixonar. Sua inocência e a vontade de ajudar a todos, seguida da sua cegueira pelo poder que o Gênio lhe dá e seu medo ao se ver preso às suas mentiras, toda a sua atuação não deixa a desejar nem um pouco ao Aladdin conhecido por todos. Não dá para olhar para Mena e não ver Aladdin. Isso é uma das maiores qualidades desse live-action

A fotografia do filme, nem preciso dizer que é esplêndida. A qualidade das produções da Walt Disney Studios não é segredo pra ninguém, eles realmente sabem como dar vida aos sonhos e trazer magia para as telinhas do mundo. As músicas, as danças, as cores, os figurinos, as atuações, os efeitos… tudo está perfeito e é impossível não se envolver pelo filme. SIM! Temos músicas!!! E, sinceramente, não entendo quem vai assistir a esses remakes sem esperar que as músicas estejam presentes lá. Os musicais fazem parte do mundo mágico da Disney, não poderia faltar! E porque sou muito legal, já vou deixar aqui o link da playlist do filme no Spotify. Seja em inglês ou em português, não tem como não sair cantando com eles do cinema.

1004780.jpg

Enfim, é com muita alegria que digo: ASSISTAM ALADDIN! Está incrível! Atendeu a todas as minhas expectativas e foi além. Escutem as músicas. Dancem e cantem com os personagens. Se divirtam com nosso Gênio, se apaixonem pelo nosso Aladdin e ouçam nossa princesa Jasmine. A experiência será incrível!!!!! E você? Já foi assistir a esse clássico? Me conta tudo aqui nos comentários! 

8 comentários em “Crítica Cinematográfica: ‘Aladdin’

  1. Eu adorei o filme. Will Smith está ótimo como o gênio, mas não achei que a dupla de atores teve uma grande química. E ainda prefiro a versão original da música.

    Curtir

  2. Oi,tudo bem ?
    Nossa muito bom achar sobre esse filme aqui, tive o prazer de assistir ele recentemente e amei. Me surpreendi com alguns ajustes na história e amei a atuação do will smith , assim como a do casal protagonista.

    Curtir

  3. Nunca li nem assisti nada sobre Aladdin, agora que notei depois que saiu essa adaptação. Esse filme deve estar perfeito pelas fotos que colocou e pelo que escreveu. Confesso que fiquei bem curioso agora e irei conferir.

    Curtir

  4. Ainda não fui assistir mas quando vi que era o Will Smith o gênio, já me alegrei pois qualquer filme fica cômico com ele!
    Não é exatamente meu estilo, mas gostei de ver o remake live-action!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s