Resenha: ‘A Garota do Penhasco – Lucinda Riley’

Olá pessoal! Aos poucos, estou voltando à ativa aqui no blog (eu ouvi um amém? rs). E um dos livros que conseguiu o feito de conseguir ir me tirando do buraco negro – também conhecido como bloqueio literário -, foi o novo lançamento da autora Lucinda Riley, o livro A Garota do Penhasco. Esse foi meu primeiro contato com a escrita da autora e já posso dizer que foi uma agradável experiência. Vem conferir tudo que eu achei sobre essa história:

“Tentando superar uma desilusão amorosa, Grania Ryan deixa Nova York e volta para a casa dos pais, na costa da Irlanda. Lá, na beira de um penhasco, em meio a uma tempestade, ela conhece Aurora Lisle, uma garotinha de 8 anos que mudará sua vida para sempre.
Apesar dos avisos da mãe para ter cuidado com os Lisles, Grania e Aurora ficam cada vez mais próximas, e ela passa a cuidar da menina sempre que Alexander, seu belo e misterioso pai, precisa viajar a trabalho. O que Grania ainda não sabe é que há mais de cem anos o destino das famílias Ryan e Lisle se entrelaça inexoravelmente, nunca com um final feliz.
Por meio de cartas antigas, Grania descobre a história de Mary, sua bisavó, e começa a perceber quão profundamente conectadas as duas famílias estão. Os horrores da guerra, a sina de uma criança, a atração irresistível pelo balé e amores trágicos vão deixando sua marca através das gerações. E agora Grania precisa escolher entre seguir em frente ou repetir o passado.
Alternando entre romance histórico e contemporâneo, A garota do penhasco é um livro sobre mulheres fortes, grandes sacrifícios e a capacidade do amor de triunfar sobre tudo.”

4

Grania Ryan está de volta à sua cidade natal, no interior da Irlanda, para tentar lidar com uma grande desilusão na sua vida pessoal. Há oito anos, ela tem um relacionamento com Matt Connelly, onde vivia a vida perfeita de quase casados na cidade de Nova York, mas então algo acontece que faz com que Grania decida fugir para a fazenda onde cresceu para poder lidar com todos os sentimentos e perdas que está sentindo.

Numa das suas caminhas pela trilha das encostas, ela vê uma menina na beira do penhasco. O cabelo vermelho lindo da menina é um grande contraste com a sua camisola branca e Grania não consegue desviar o olhar. A menina parece ter dez anos, no máximo, e parece impossível que ela consiga se manter naquele frio com apenas uma camisola infantil fina. Grania corre até ela para tentar ajudá-la. Parece que ela está em algum tipo de transe e prestes a pular do penhasco. Com medo de assustá-la e acabar causando uma grande tragédia, Grania se aproxima com cuidado para conversar. Mas a menina parece “despertar” e sai correndo quando percebe a presenta de Grania atrás dela.

Sem conseguir para de pensar na menina ruiva na beira do penhasco, Grania acaba comentando com a mãe sobre o que ela presenciou. Kathleen, logo avisa a filha que o melhor que ela pode fazer é manter distancia da família Lisle, a família aristocrática que vive na casa enorme que há no topo do penhasco. Aquela menina é Aurora Lisle, filha de Alexander e Lily Lisle. Lily se suicidou no penhasco onde Grania viu Aurora e, por algum motivo que Kathleen não quer compartilhar com a filha, a cidade inteira tem o pé atrás com essa família.

“E embora às vezes seja difícil entender “por quê”, é preciso confiar que Ele de fato tem. Que Ele conhece os motivos para tudo que acontece, e que vai proporcionar um “Final Feliz” a todos. Mesmo que seja apenas depois do véu translúcido que chamamos de morte, e portanto não o vejamos em vida.”

Mas, para desanimo de Kathleen, no dia seguinte Grania encontra com Aurora novamente. Dessa vez, a menina está completamente consciente e ambas conversam e dão início a uma linda amizade. Com o passar dos dias, Grania fica cada vez mais próxima de Aurora e acaba recebendo uma proposta inusitada, mas que ela não consegue recusar.

Alexander, o lindo pai de Aurora, precisa viajar a trabalho e não tem com quem deixar a filha enquanto está fora, mas também não pode levá-la com ele. Então, ele propõe a Grania que ela se mude para a Casa Dunworley para cuidar de Aurora enquanto ele está viajando. Claro, ele pagaria a ela muito bem para fazer esse trabalho com o acréscimo de uma encomenda especial. Grania é uma artista que faz esculturas em argila e Alexander pede para ela fazer um busto de Aurora enquanto estiver lá na casa cuidando da filha.

Apesar de estranhar a proposta, Grania não vê motivos para rejeitá-la. Afinal, ela ainda não conseguiu chegar a uma decisão quanto a voltar à Nova York e enfrentar Matt e a vida a dois deles. E a questão financeira também é muito atrativa, afinal, como artista, ela só recebe quando trabalha e desde que fugiu para a Irlanda, ela tem vivido com as suas economias.

“Já me perguntaram por que eu não pareço ter medo de nada. Pelo visto é isso que impede muita gente de fazer o que é preciso para ser feliz.”

Assim, Grania começa a passar os dias naquela casa enorme apenas na companhia de Aurora que se mostra cada vez mais encantadora. À noite, porém, uma coisa acaba tirando o sono de Grania: Aurora tem sonambulismo e vai para o quarto da mãe – que tem vista para o penhasco – dizendo que a mãe a está chamando e que ela precisa encontrá-la. Assustador, né? Mas Grania logo dá um jeitinho nisso. O que ela não esperava eram as cartas que Kathleen, sua mãe, entregaria para ela.

Cartas essas que mostrariam toda um passado interligado que a família de Grania e a família Lisle e que explicariam o motivo real para todo o desagrado de Kathleen com a proximidade de Grania com Alexander e Aurora. Através dessas cartas e da narradora mais que especial dessa história, viajamos no tempo para o ano de 1914 e conhecemos Mary, bisavó de Grania e a cada capítulo, vamos chegando cada vez mais perto da época atual e ficar a par dos segredos que a família Lisle tem.

d.jpg

Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Lucinda. Há uns meses atrás, fiquei louca para ler seu livro A Carta Secreta, comprei e até fiz uma brincadeira especial para sortear um exemplar dele na página do Além no Facebook, mas quando comecei a leitura entrei num bloqueio literário que me acompanhou por meses. Agora, aparentemente, estou voltando aos eixos e pretendo lê-lo e trazer a resenha dele para vocês em breve.

Eu gostei bastante da forma de contar a história que a Lucinda trouxe nesse livro. É bem diferente do que eu estou acostumada, o que pode ter sido o motivo de eu não ter amado esse livro com todas as forças. Mas eu mergulhei na história de tal modo que, mesmo não gostando completamente do que eu estava lendo, não conseguia para de ler e querer saber todas as revelações para os segredos que foram apresentados no decorrer do livro.

Por que eu não gostei completamente da história? Bem, o enredo tem uma pegada de novela, com diversos personagens e situações com uma dramatização intensa. Isso, sempre me incomodou um pouco, por isso não assisto novelas. Conforme ia lendo, passava pela minha cabeça que esse livro daria uma ótima novela das 18h ou das 21h rs.

Mas, claro, isso é questão de gosto pessoal. A história em si é incrível e muito bem trabalhada. O contexto histórico nos dá uma sensação nostálgica e as histórias que, aparentemente não têm nada a ver uma com a outra, vão se interligando de uma forma tão profunda e cheia de sentimentos, que fica difícil não sentir o coração apertando e as lágrimas rolando em vários momentos. Já fiquei completamente apaixonada pela escrita da autora justamente por me fazer me envolver com uma narrativa que eu não sou fã, mas que me fez viajar e mergulhar na história mesmo assim.

“Ultimamente venho pensando no conceito “tempo”. Mary e Jeremy tiveram um instante de imensa felicidade. E talvez esses instantes sejam o máximo que nós, humanos, podemos esperar. Como sempre acontece nos contos de fadas, tanto coisas ruins quanto coisas boas precisam acontecer. Nós sobrevivemos da esperança de que os bons momentos voltem. E depois que ela desaparece, (…), o que sobra?”

A narração é o ponto alto do livro pra mim. Em certos momentos temos Aurora, conversando conosco como se fossemos amigas, nos falando sobre a história que está sendo narrada. Ela conversa diretamente com o leitor e isso é algo que eu amo demais. É como se estivéssemos tomando um chá com uma velha amiga que está contando a história da sua vida para nós. Mas, quando Aurora não está conversando conosco, temos a narrativa em terceira pessoa, com o ponto de vista de praticamente todos os personagens. Eu fiquei preocupada da leitura acabar sendo confusa, mas isso não aconteceu. Em certo momento do livro, confesso que fiquei perdida com tanto nome e posições familiares das duas famílias, mas aí Aurora percebeu, e logo trouxe uma árvore genealógica para me situar na história. Fala se ela não é demais?

1

A edição do livro está incrível! A capa é maravilhosa!!! Quando recebi o livro de presente, fiquei horas alisando e apreciando essa beleza em forma de livro rs. A diagramação é ótima, com espaçamentos e fontes perfeitas para uma leitura confortável. Os capítulos estão bem sinalizados, assim como as partes em que Aurora aparece para bater um papo com a gente. Não tenho nem palavras suficientes para dizer o quanto eu amei essa edição. Arqueiro arrasou, como sempre!

“Estou começando a entender como a dor nos dá força e sabedoria – eu com certeza mudei – e é parte da vida tanto quanto a felicidade. Tudo tem seu equilíbrio natural, e como alguém entenderia a felicidade se não ficasse triste às vezes? Como entenderia a saúde se nunca tivesse adoecido?”

A Garota do Penhasco é uma história incrível sobre vida e morte. Sobre amor, em todas as suas formas, mas principalmente de pai/mãe e filho(a). Temos contato direto com a dor que é perder um pai e uma mãe, assim como a dor de perder um filho. O luto está presente aqui em vários momentos, desde a perda de um bebê pelo aborto espontâneo, até uma mãe que comete suicídio por motivos desconhecidos. Mas também temos a vida da forma mais bonita, através da maturidade de uma criança que tem a alma velha, que traz tantos aprendizados, tanto para os outros personagens da história, quanto para nós.

Grania nunca imaginaria que a garota do penhasco iria transformar a sua vida de forma tão incrível. Que a faria ver as coisas de forma diferente e aprender mais de si mesma e tudo que a barrava de ser feliz. É impossível terminar essa leitura sem se sentir tocada de alguma forma, são tantos aprendizados!!! É difícil não se apaixonar por essa história e é por isso que, mesmo com um enredo dramatizado que geralmente não me agrada, deixarei minhas 4 Angélicas para esse livro que arrancou choros, suspiros e necessidade de abraçar todas as pessoas que eu amo o quanto antes.

CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

8 comentários em “Resenha: ‘A Garota do Penhasco – Lucinda Riley’

  1. Ahh que lindo! Com certeza esse seria mesmo o livro para tirar qualquer um de uma ressaca literária!Menina, eu amo a escrita da Lucinda. O meu primeiro contato foi com A casa das Orquídeas, leia também!
    Essa capa da Arqueiro ficou lindaaa!
    Bjus,
    Monólogo de Julieta

    Curtir

  2. Olá!

    Uma pena você ter essa sensação de novela com esse livro.
    Conheço a narrativa da autora, todos os livros que eu li dela foram INCRÍVEIS e me emocionaram profundamente. Recomendo você realizar a leitura de A Casa das Orquídeas e A Luz Através da Janela, são livros incríveis!
    Realmente essa edição é maravilhosa, assim como de todos os outros livros da Lucinda.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s