Resenha ‘Deixe a Neve Cair – John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle’

Oi ooooi gente! Hoje minha resenha é sobre um livro com o maior clima natalino! Deixe a Neve Cair é um compacto de três contos, cada um escrito por um autor. Mas, isso vou falar mais lá pra frente. A publicação dele tem quase 6 anos, então, vocês devem estar se perguntando o porque de trazer ele, certo? Bom, é que se ainda não sabem, a adaptação saiu hoje na Netflix! Então, tinha que reler antes de poder me jogar no filme e, por quê não trazer para o Além, certo? Então, se liguem na sinopse…

Na noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio romântico, do tipo que se vê apenas em filmes. Bem, mais ou menos. Porque ficar presa à noite dentro de um trem retido pela nevasca no meio do nada, apostar corrida com os amigos no frio congelante até a lanchonete mais próxima ou lidar sozinha com a tristeza da perda do namorado ideal não seriam momentos considerados românticos para quem espera encontrar o verdadeiro amor. Mas os autores bestsellers John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle revelam a surpreendente magia do Natal nestes três hilários e encantadores contos de amor, interligados, com direito a romances, aventuras e beijos de tirar o fôlego.
Quando o trem que deveria levar Jubileu para a Flórida atola na neve, ela decide se aventurar do lado de fora. Por sorte, encontra uma lanchonete aberta: a Waffle House, onde conhece Stuart, um rapaz que ainda não se recuperou totalmente de um coração partido.
Enquanto isso, Tobin e seus amigos, JP e Duke, estão curtindo a véspera de Natal escondidos em casa, assistindo a uma maratona de James Bond. Mas, apesar da nevasca, os três decidem enfrentar a noite fria e seguem para a Waffle House da cidade – ou assim eles pensam…
Já a vida de Addie parece miserável desde o término do seu namoro. Agora, um dia depois do Natal, ela precisa provar que não é egoísta – e vai fazer de tudo para cumprir uma promessa, mesmo que isso signifique enfrentar o passado.
Os jovens desses contos têm mais em comum do que apenas a nevasca que isola a cidade. E como nada acontece do jeito que eles haviam planejado, resta a pergunta: será que a magia do Natal vai presenteá-los com o milagre que eles tanto desejam?

O livro, como já disse, é dividido em três contos e eu vou falar sobre cada um deles, por ordem.

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O livro começa com  ‘O Expresso Jubileu’, escrito por Maureen Johnson. Nele vamos conhecer Jubileu, ou melhor, Julie. Ela é filha de um casal que é apaixonado pela coleção Cidade do Papai Noel Flobie, daqueles que enfrentam filas e tudo mais. E, no meio de toda doideira deles, acabam envolvidos em uma confusão e vão presos. Com isso, ela vai ser enviada para a Flórida, ficar com seus avós. E, desse jeito, perder o Natal na casa de Noah, seu namorado, que seria tão especial, já que fariam um ano de namoro.

Mas, não tem jeito, Julie precisa entrar em um trem e ir ao encontro de sua família. Além de triste por não estar ao lado de seu amado, a menina ainda vai enfrentar uma geada e uma trem cheio de líderes de torcida. O problema é que o trem acaba atolado e os seus ocupantes precisam descer. Caminhando até uma lanchonete, Julie irá conhecer Stuart, um menino que ainda está triste por causa de um término.

É, deixe a neve cair. Deixe nevar e nevar e me enterre. Muito engraçado, Vida.

O encontro de Julie e Stuart será encantador. A família do menino resolver acolher, de coração aberto, a menina solitária no feriado. E o próprio irá mostrar algumas coisas a ela, que mudará o rumo de seu Natal, de seus pensamentos e uma boa mudança em sua vida. Ou melhor, na vida de ambos.

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O segundo conto é ‘O Milagre da Torcida de Natal’, do famoso John Green. Nele iremos conhecer três amigos: Tobin, JP e Duke. Eles estão fazendo uma maratona de filmes de 007, quando um amigo liga para dizer que um milagre aconteceu: várias líderes de torcida estão presas na Waffle House. E ele está convocando os três para irem até lá e levarem o jogo twister.

Enquanto Tobin e JP surtam com a possibilidade de ficarem com líderes de torcida, Duke – a menina do trio – não consegue entender o fascínio por esse estereótipo, mas decide que irá acompanhar os amigos nessa aventura, até porque, a lanchonete tem um de seus pratos preferidos.

– […] Deixe-me ser perfeitamente claro: houve um Milagre da Torcida de Natal na Waffle House. Estou olhando para essas garotas agora mesmo.

Os três vão passar por poucas e boas desde saírem de casa, enfrentarem a geada, valentões e até uma corrida final bem maluca, tudo para chegarem ao quentinho do local. Tudo isso, enquanto reforçam o poder da amizade, o fato de poder espantar o medo e se jogar nas coisas boas da vida e novos sentimentos que estavam ali o tempo todo, só não visíveis.

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O terceiro e último conto é ‘O Santo Padroeiro dos Porcos’, de Lauren Myracle. Aqui conhecemos Addie, uma menina que vem tentando lidar com o término de seu relacionamento com Jeb. Tudo deu errado quando ela, em mais uma briga por cobranças, ela acaba traindo o rapaz. A menina desejava que seu namorado agisse como ela esperava e queria, mas não levava em consideração como ele se sentia e acaba cometendo um erro terrível e não se acha mais digna de estar no relacionamento, mesmo que a outra parte esteja disposta a perdoar.

Tudo isso já aconteceu uns dias antes, mas ela decide mandar um e-mail e pedir uma nova chance para conversar. Só que Jeb não aparece, Addie fica ainda mais arrasada e acaba mudando até seu visual. Com isso, chama suas duas melhores amigas, Dorrie e Tegan. Tudo o que queria era apoio, mas acaba lidando também com críticas sobre como ela é um tanto egoísta e tudo gira em torno dela, de como ela esta se sentindo e de seus problemas.

– Adeline, você torna as coisas muito mais difíceis para si mesma do que precisa – falou ela. – Garota bobinha, não é o que o universo nos dá que importa. É o que nós damos ao universo.

Mas a jovem vai ganhar uma chance de provar que não é egocêntrica. Ela precisa pegar o porquinho que Tegan ganhou de presente e que espera muito ansiosa. Não podendo esquecer da hora, ela chega até anotar em um post-it. O problema é que o dia seguinte acaba sendo um total caos na sua vida e ela entra em desespero quando se dá conta que passou das 9h. Mas, estamos na época de Natal e anjos podem ser verdadeiros. E, com eles, Addie vai conseguir evoluir como pessoa e, talvez, seu maior desejo se realize.

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Olha, eu sou uma fã de contos. Aí junto isso com a temática de Natal, claro que eu já tava gritando: QUERO! Eu lembro que ganhei ele de presente da data e fiquei muito feliz. Quero falar um pouco do conjunto da obra em si. A primeira coisa que vou falar é que os contos vão se interligando. Entre personagens se repetindo, geada parando a cidade, líderes de torcida e recados que custam a chegar, a trama de todos os personagens tem um toque entre si, até culminar no encontro de todos. E isso é uma coisa que me ganhou muito. Além disso, temos tanta coisa reunida. É Natal, tem neve, tem muita dose de amizade, outra tanta de amor, muita aventura, risadas e até mesmo reflexões.

– Anjos, anjos – disse Dorrie. – Esqueça os anjos.
– Não, não se esqueça dos anjos – falou Tegan. Ela deu um peteleco em Dorrie. – Você finge ser tão Grinch, mas não fala sério.
– Não sou Grinch – disse Dorrie. – Sou realista.

Do trio de autores, eu só conhecia o John, que acaba sendo o maior atrativo. O conto dele é gostoso, diferente do que ele costuma apresentar ao seu público, no sentido da leveza, mas não foi o meu preferido. Eu acabo muito indecisa entre os da Maureen e da Lauren, porque eles são tão gostosos, além da curiosidade de que um fala sobre a descoberta de um novo amor  e outro fala sobre a luta pelo amor antigo. A leitura é rápida e fluída, até porque os contos são, relativamente, pequenos. E, mesmo com a interligação entre eles, é como se começássemos uma história. Ajuda também que todos os personagens são queridos e instigantes. Queremos descobrir os próximos passos que eles darão.

Quando a diagramação, sinto em dizer que as páginas são brancas. Não é uma coisa que me incomoda horrores, mas não me deixa feliz também. Me incomoda um pouco na hora de ler. Mas as letras e o espaçamento é bem confortável para a leitura. A capa é fofa e remete bem ao tema. Já por dentro, os contos são bem divididos e apresentados.

– Sei que deve ser uma experiência muito ruim para você – disse ela -, mas acredito em milagres. Sei que parece brega, mas acredito. E acho que sua vinda para cá foi um pequeno milagre para nós.

Deixe a Neve Cair não é aquele livro que é o melhor de todos, poderia até mesmo ter algumas páginas a mais em cada conto, mas cumpre o propósito de ser uma leitura leve e gostosa. Dou quatro Angélicas e já vou preparar pipoca, chocolate quente e agarrar meu cobertor para me jogar na adaptação. Até a crítica do filme!

CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

 

9 comentários em “Resenha ‘Deixe a Neve Cair – John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle’

  1. Olá Raissa,
    Eu já li o livro e faz uns dois anos. rsrs mas lembro bem da história, e quando soube da adaptação fui correndo assisti. Adorei seu post, resumiu bem os contos sem dar spolier, e confesso que o conto que mais gostei foi da Maureen, e do Green foi uma amostra boa de outro modo dele escrever.
    Bjs

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  2. Olá! Separei este livro para ler agora no final do ano, já que ele está fazendo vários aniversários na minha estante! rsrs Mas fiquei mais fascinada ainda com a novidade da Netflix. Me deixou mais empolgada para a leitura! Ler suas considerações sobre o conto foi muito importante! Me aproximou de novo do livro! *-*

    Um abraço!

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  3. Olá Raíssa,

    Ainda não li essa obra, mas quero ler a muito tempo, pois amo histórias com essa pegada de Natal. Contos normalmente nos deixam com aquela sensação de que queremos mais páginas, mas ainda bem que todos parecem ter sido muito bem escritos.
    Eu vi a adaptação da Netflix assim que lançou, mas pelo que contou dos contos e do que vi, as coisas foram bastante mudadas, mas cada um deve ter o seu encanto. Adorei seu post, arrasou!

    Beijos!

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