Resenha: Mack Daddy – Penelope Ward

Oiiii oi gente. Estou de volta e hoje trazendo pra vocês esse livro da querida autora Penelope Ward, que recebemos em parceria com a Editora Charme. Antes de saber mais sobre Mack Daddy, confere a sinopse:

Um romance sobre um pai solteiro e segundas chances.
Elas o chamavam de papai Mack. Não, sério, o nome dele era Mack, diminutivo de Mackenzie. O homem de todas as mulheres. Esse apelido era perfeito, não?
Na escola particular em que eu ensinava, Mack Morrison era exatamente isso: o único homem em um mar de mulheres.
Todo mundo queria aquele gostoso e solteiro pai de um lindo garotinho.
Eu me tornei uma pessoa que não reconhecia, ciumenta, porque elas não sabiam que, para mim, ele era muito mais do que isso.
Elas não sabiam sobre o passado.
Ele escolheu minha escola por causa do filho, já que tínhamos assuntos mal resolvidos.
Ainda estava muito atraída por ele. Tentei resistir, arriscando um relacionamento com outra pessoa, para proteger meu coração.
Sem contar que era contra as regras da escola se envolver com um pai de aluno. Mas ver Mack todos os dias estava me matando.
E talvez, em breve, eu quisesse quebrar todas essas regras.

Francesca é professora do primeiro ano na St. Matthews, uma escola católica particular situada nos arredores de Boston. Ela agora está feliz com sua vida estabilizada e seu noivo atencioso e a amoroso, apesar de uma desilusão sofrida no passado. Diferente de suas colegas de trabalho, ela ama o primeiro dia das aulas, com o outono, o cheiro de roupas novas e a volta de sua rotina. Só que este ano ela está um pouco ansiosa, pois faltou a reunião de apresentação dos pais e alunos e não tem ideia do que esperar. O que Francesca nem sonhava era dar de cara com Mackenzie, alguém do seu passado que ela nunca pensou que veria novamente.

Mack passou os últimos 8 anos, o tempo que ele ficou sem ver Francesca desde que a conheceu na faculdade, em uma bolha de saudade e arrependimento, tentando sufocar seus sentimentos por ela, para fazer o que sabia que precisava fazer: ficar em D.C., ao lado de seu filho, Jonah, e consequentemente ao lado de Torrie, mãe de Jonah. Apesar de não ter conseguido levar a relação com Torrie adiante, pois não a amava, ele quer o melhor para Jonah sempre, e quando Torrie se muda para Boston a trabalho, ele não pensa duas vezes em ir junto, pois acredita que tudo pode finalmente entrar no eixos: ele estará perto do filho e terá a chance de conquistar Francesca novamente.

“Eu perdi todos esses anos, só para terminar no mesmo lugar, querendo você e desejando nunca ter deixado você”

Mack e Francesca – ou Frankie, como ele, exclusivamente, a chama – se conheceram na faculdade, quando ela se mudou para o apartamento que ele dividia com um colega, Moses. Foi um encontro pra lá de estranho e bem constrangedor, ainda mais para a menina – que sofre de uma intensa ansiedade social -, mas que marcou o início de uma profunda amizade entre eles. Depois daquele dia, os dois não se desgrudaram mais, a amizade crescendo a cada dia.

Mas não pensem que foi amor a primeira vista e que eles se envolveram por conta de uma atração sexual enlouquecida, porque não foi bem assim. A relação dos dois foi de uma amizade real, a princípio, começando com um trato entre eles: Mack controlaria o nervosismo e esquisitice de Frankie ao redor das pessoas e Frankie iria cuidar para que Mack não fosse um babaca. Além do mais, Mack tinha uma namorada em D.C. e, por mais que fosse um relacionamento que mais agradava o pai do que qualquer coisa, ele não seria tão babaca assim, a ponto de ser um traidor.

Mas nem seu bom caráter foi capaz de impedir que seu coração se envolvesse mais do que deveria. Mack se assusta ao perceber que está construindo sentimentos românticos por sua, agora, melhor amiga Frankie. Ele se pega pensando nela, querendo voltar de suas visitas a D.C. o mais rápido possível para passar um tempo com ela, até que, enfim, ele começa a perceber que está terrivelmente atraído fisicamente por ela. Já Frankie se encontra da mesma forma, e assim como Mack, começa a tentar esconder esses sentimentos cada vez mais difíceis de serem ignorados.

Mas como vocês já perceberam, essa relação não teve a chance de se tornar um romance, pois 8 anos se passaram com eles afastados, e agora lá está Mack, em frente a Frankie, quando ela fez de tudo para seguir em frente depois que ele partiu. Mack viu uma oportunidade de se aproximar de Frankie e agarrou com todas as forças. Agora solteiro, ele vai fazer de tudo para recuperar a mulher que ele aprendeu a amar e acredita ser a única para ele. Acontece que o destino é conhecido por pregar peças, e o jogo virou para esses dois agora, pois quem está comprometida é Frankie, e além de tudo, ela não pode se envolver com um pai de aluno.

Será que esse amor dos dois não está realmente escrito nas estrelas ? Ou é só o time deles que é péssimo ? Eu só posso dizer que eu torci demais para que eles sincronizassem seus relógios e pudessem finalmente serem felizes, como eles merecem.

“Todos nós temos essa única pessoa. Não é necessariamente alguém com quem acabamos. Mas é essa pessoa que, por qualquer razão, entra sob sua pele e fica lá. Você pode seguir em frente, mas partes dele estão sempre com você. Às vezes, se as coisas nunca tiveram a chance de se desenvolver, se os sentimentos ainda não estão resolvidos, essa pessoa se torna uma força ainda mais poderosa em sua vida, mesmo na ausência.”

Eu vou parar de falar da história por aqui, pois como temos passado e presente sendo explorados neste livro, o receio de acabar contando todos os detalhes é grande. Então vou comentar sobre os personagens e o que senti com a leitura.

Esse livro apresenta um amor que, seu primeiro estopim não foi o sexo, a atração física, mas sim a companhia da outra pessoa, suas afinidades, sua inteligência, caráter e personalidade. O sexo veio muuito depois, e foi um momento bonito, onde o amor já estava ali, vivo, e eles sabiam que essa conexão física seria incrível. Apesar de os dois estarem comprometidos em diferentes momentos de suas vidas e seus encontros, eles sempre respeitaram seus parceiros, demonstrando como são maravilhosos. Existe um leve triângulo amoroso, mas nada do que estamos acostumados, confiem em mim.

Um personagem importante neste livro é Jonah, filho de Mack. Ele é um menino tímido, que aparentemente tem os mesmos problemas que Frankie, como a ansiedade social, e a separação de Mack e Torrie, só fez com que isso piorasse. Mack escolhe a escola de Frankie para seu filho estudar, justamente por saber que não teria pessoa melhor para entender Jonah. Apesar de nunca ter amado Torrie, Mack sempre se esforçou para dar um lar bom para Jonah, e ser um bom pai. As cenas entre pai e filho aquecia meu coração, principalmente por serem breves, um ponto que me incomodou, apesar de esse não ser o foco do livro.

Outros personagens se destacam, mas não positivamente. É o caso de Torrie e o pai de Mack, Michael Morrison. Torrie é a típica personagem esnobe e que não se importa com ninguém. Ao longo da leitura você vai entendendo alguns pontos que podem ter influenciado suas ações futuras, mas não o suficiente para fazer eu gostar dela, muito pelo contrário. Mack respeitou sua relação com ela muito mais do que Torrie merecia.

Já o pai de Mack, é sempre citado como uma pessoa ruim, ambiciosa e que só pensa em sua reputação profissional, e isso fica claro quando ele finalmente se torna mais presente na trama, não só através dos pensamentos de Mack. E que ser mais embuste ele é! Mack infelizmente tinha razão em não querer que o pai soubesse de Frankie, anos atrás. Michael será responsável pela reviravolta que tem quase no fim da história, e é revoltante o quão egoísta ele é. Ele foi capaz de fazer algo que me deixou enojada e me questionando, como um ser humano consegue ser tão escroto. Só queria que Mack se libertasse logo de todo o mal que o pai causou.

Também teremos a presença de uma senhorinha de 80 anos pra lá de engraçada e desbocada rs. Mack se torna vizinho da Sra. Migillicutty, em Boston, e as cenas com ela sempre são divertidas. Além disso, é ela quem vai sempre dizer umas verdades aos nossos protagonistas. Outras duas personagens que aparecem brevemente mas que são importantes na história, são a mãe e irmã de Mack, que darão muito apoio a ele.

“Tenho tempo, Mack. Parece que tenho algo melhor para fazer? Sou muito mais barata que um psiquiatra. Eu não tenho ninguém para quem contar seus segredos. Tire proveito de mim. Deus sabe, se eu fosse mais jovem, essas palavras poderiam ter significado outra coisa.”

Mack Daddy foi uma surpresa agradável pra mim. Eu já conhecia a autora, e esse livro foi um pouco diferente do que estou acostumada, mas não menos agradável. A história toma um rumo totalmente inesperado no final, e que me deixou doida para descobrir como eles resolveriam mais aquele problema. Pra ser honesta, desde o princípio essa trama não deixou de me surpreender. O amor contado neste livro, seja o fraternal ou o romântico, é puro e bonito, e isso me conquistou.

Não tenho o que reclamar da diagramação deste livro, pois a Charme sempre capricha demais. Os capítulos estão bem divididos e sinalizados, com fonte e espaçamentos de um ótimo tamanho, nos proporcionando uma leitura confortável. O livro é contado em primeira pessoa, com o ponto de vista de Mack e Frankie, tanto no passado, quanto no presente, que vão sendo contados alternadamente ao longo da história. Geralmente eu não gosto muito dessa narrativa passado/presente, mas neste caso é algo tão fluido e gostoso de ler, que não me incomodou nenhum pouco, e as partes do passado era algo que eu esperava ansiosa.

Se você procura uma história engraçada, com um clichê bem escrito, altas doses de fofura, um romance apaixonante e um leitura leve e fluída, Mack Daddy é uma pedida certeira, acredite! Atenção: contém sim, cenas picantes, e pra quem já é fã da Penelope, sabe que são muito bem escritas, e apesar de calientes rs, não são o apelo central do livro – o que me agradou bastante, pois não ficou nada gratuito. Resumindo: leiam! Eu vou ficando por aqui, já deixando 5 Angélicas para essa história. Até mais !

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