Maratona de Férias 2020 ‘Mindhunter – 2ª Temporada’

Oi ooooi gente! Mais um dia de janeiro, mais um dia de Maratona de Férias. Dessa vez, venho falar sobre a segunda temporada de Mindhunter. Temporada essa que foi extremamente aguardada pela minha pessoa. Ela estreou no dia 16 de agosto e segue dando continuação ao estudo de psicopatas pelo FBI. Dessa vez, temos casos ainda mais famosos do que antes.

Os agentes do FBI Holden Ford (Jonathan Groff) e Bill Tench (Holt McCallany) se aprofundam mais nas psiques de pessoas que fizeram o impensável. Com a ajuda da psicóloga Wendy Carr (Anna Torv), eles aplicam sua inovadora análise comportamental para caçar notórios serial killers.

Depois de quase dois anos de espera, a segunda temporada de Mindhunter chegou. E chegou sendo ainda melhor do que sua estreia no serviço de streaming. Por sinal, como já vimos, a série lida muito mais com o lado comportamental dos casos, do que com os assassinatos propriamente ditos.

A segunda temporada começa como uma sequência do final da anterior. Vamos ver Holden (Jonathan Groff) acordando no hospital, depois da crise de ansiedade que ele teve e o agente Tench (Holt McCallany) indo buscá-lo. Enquanto isso, na sede do FBI, vemos a Dra. Carr (Anna Torv) selecionando os próximos assassinos que serão entrevistados e terão seus crimes analisados pelos agentes, para poderem entender como os serial killers funcionam. Além disso, eles vão ganhar uma grande ajuda, com a chegada de Ted Gunn (Michael Cerveris) para assumir a direção do bureau, já que ele acredita bastante no trabalho que eles desenvolvem. Para isso, ele consegue até que seus pupilos consigam conversam com Charles Mason e usa esse encontro e a lábia de Tech para angariar mais recursos para o departamento.

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Assim como antes, vamos acompanhar a equipe entrevistando vários responsáveis por crimes famosos como o já dito Mason, além de Tex Watson, que fazia parte da Família Mason e esteve envolvido do crime Tate-LaBianca. Aqui, já aproveito para imprimir a minha opinião de que o papo com com o Tex valeu muito mais a pena do que com o seu antigo líder. Outros nomes como Elmer Wayner Henley, David Berkowitz – O filho de Sam -, Paul Bateson, William Joseph Pierce Jr, William Henry Hance e, o já conhecido, Edmund Kemper. Junto disso, temos a oficialização da participação do famoso Dennis Rader, o BTK.

Isso é um conjunto de coisas, que vai servir de pano de fundo para o caso principal da temporada: o assassinato de mais de 20 crianças negras em Atlanta. Essa história vai parar nas mãos de Holden através de Tanya (Sierra Aylina McClain), recepcionista do hotel em que o agente vai se hospedar. Ela apresenta várias reportagens com crianças desaparecidas e que a polícia nunca consegue dar um jeito. Depois de estudar e falar sobre isso, o FBI consegue assumir o caso e a ideia do diretor Gunn é que seja aplicado tudo o que eles tem estudado no departamento.

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Só que, os EUA ainda lidavam com o fim da segregação racial, a Ku Klux Klan super ativa e como suspeitos das mães das criança. Mas Holden já tinha montado um perfil do suspeito: um homem jovem e negro. Coisa que não foi, nem um pouco, bem aceito. E ainda piorava, com seu jeito de falar e suas atitudes. É o verdadeiro tenta ajudar, mas atrapalha. Só que, depois dar tanta coisa errada, eles chegam até Wayne B. Williams (Christopher Livingston). Vale dizer que o psicopata está preso até hoje, mas por outros crimes. Já que não conseguiram ligar ele as crianças até hoje e ainda é um caso muito polêmico.

Tudo isso vai acontecendo enquanto as três estrelas do time tem seus problemas pessoais para lidar. E se, na primeira temporada tivemos Holden em destaque, agora é o Bill que vai roubar a cena, com os seus problemas familiares, principalmente em relação a situação de seu filho. Enquanto vemos um paralelo dele lidando com famosos assassinos e fazendo com que eles falem, ao mesmo tempo em que não consegue fazer uma criança falar. E como tudo vai afetando seu casamento também.

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Já Wendy Carr ainda lida com o fato de ser a única mulher na equipe e ainda não é levada tão a sério quanto os outros. Fora que ela ainda tem um perfil mais frio e distante, não gostando de deixar trabalho e vida pessoal se misturarem. Mas, ela mantém esse perfil no seu íntimo também, ainda mais com o lado da seu sexualidade, que era um grande tabu na época. E nem mesmo o relacionamento que ela terá, será o suficiente para ela confiar totalmente.

Com muita tristeza, acabei deixando a segunda temporada de Mindhunter de fora dos meus escolhidos para Melhores Séries de TV de 2019. Infelizmente, um TOP 10, para três pessoas, acaba existindo sacrifícios e esse foi o meu. É inegável que a série foi criada para ser primorosa e isso se confirma na segunda temporada. Já disse algumas vezes, mas ela tem seu ritmo próprio, seu jeito de envolver o telespectador. Claro que, com o fato de lidar muito mais com a parte mais teórica dos crimes, pode não agradar a todos. Mas, como uma boa amante de suspense e de serial killers, entender a mente deles é o que me faz classificar a série como uma das melhores e uma das minhas preferidas.

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Não só pela sua trama, mas as atuações incríveis, a fotografia, ambientação… E, claro, a direção de David Fincher, sempre impecável! O final, deixou um gosto amargo e melancólico. Além de muita vontade de saber o que vem a seguir, seja para cada um dos agentes, seja para saber quais próximos casos serão apresentados – afinal, serial killer é algo que não falta nos EUA -, e, principalmente, se e quando a série será renovada. Afinal, repito, um gancho foi deixado e trama não falta. Espero, ansiosa, por ver Holden Ford, Bill Tench e Wendy Carr, mais uma vez.

 

7 comentários em “Maratona de Férias 2020 ‘Mindhunter – 2ª Temporada’

  1. ola tudo bem???
    hoje estive observando a sua resenha sobre a serie Mindhunter como o próprio nome já e convidativo..
    Quando posso eu gosto muito das serie do tipo policial e investigativa e instiga a nossa mente a pensar.Vou conferir as duas temporadas pois penso que tenha alguma correlação.

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  2. Olá Raissa, tudo bem?
    Eu não assisti a série e nem li o livro também, estava num período que estava cansada de ler e ver sobre o tema. MAs pelo seu post parece ser ótima a série, achei interessante falar sobre o final da segregação racial na série, porque essa transição foi bem complicada.
    Abraços

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