Maratona de Férias 2020 ‘The Crown – 3ª Temporada’

Oi ooooi gente! O ritmo por aqui está frenético, então ta chegando mais uma crítica na nossa Maratona de Férias. Podem falar, ta bem bacana esse monte de indicação, todo dia, né?! Dessa vez, venho trazer a realeza britânica até vocês. Ou seja, vamos falar sobre a terceira temporada de The Crown, que estreou em novembro de 2019. E com uma mudança drástica, já que todo o elenco foi substituído. Mas, não pensem que deixou a desejar, porque é bem ao contrário. Prova disso é o Globo de Ouro que Olivia Colman já ganhou em 2020.

Algumas décadas depois, agora a rainha Elizabeth (Olivia Colman) enfrenta as consequências do pós-guerra e se preocupa quando Harold Wilson se torna o primeiro ministro durante um período de eclosão de movimentos anti monarquistas.

Nova temporada, novas caras. É assim que nos deparamos com a terceira temporada de The Crown, que vem narrando sobre o reinado da Rainha Elizabeth. Os dois primeiros anos foram encabeçados por Clarie Foy, Matt Smith e Vanessa Kirby, que foram substituídos em alto nível por Olivia Colman, Tobias Menzies e Helena Bonham-Carter. Só não esperem que isso seja pontuado na série, além do momento inicial. A passagem de tempo é retratada com a naturalidade entre os personagens, muito mais do que como é encarada pelo público.

Para mostrar os anos que se passaram desde que assumiu o trono e que culminará no aniversário de 25 anos do reinado, a série vai passar por acontecimentos grandiosos e bem marcantes, que vão desde a tragédia de Aberfan, no terceiro episódio até Charles (Josh O’Connor) assumindo o posto de Príncipe de Gales, no sexto episódio. Ao mesmo tempo em que vamos acompanhando como é o íntimo da família mais conhecida no mundo.

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Vamos ver mais sobre a polida governante que controla tanto suas emoções, lidando com a chegada de Harold Wilson, líder da oposição, representando o Partido Trabalhista. E ele ainda entra no jogo com enquanto existe uma aura de fantasma de comunismo e até mesmo um espião russo infiltrado perto da Família Real. Tudo isso, enquanto mostra o relacionamento, de começo difícil, entre a Rainha e o Primeiro Ministro, enquanto o Rei Unido enfrenta uma grande crise econômica, mexendo com a imagem da Monarquia, o que acaba gerando a ideia de um documentário por dentro dos muros do Palácio de Buckingham.

Como já citei, iremos ver bastante sobre o desastre de Aberfan, que tem semelhança com a Tragédia de Brumadinhos. Onde mais de 100 crianças foram mortas, além de adultos. E como a Rainha lidou com tudo isso. Vale falar que esse episódio gerou controvérsias, no modo de retratar os sentimentos de Lilibeth. Também temos a emocionante volta da mãe do Príncipe Phillip, a Princesa Alice (Jane Lapotaire), que é retratada com uma linda doçura. Vamos ver também como o marido da Rainha e toda a família acompanhando até mesmo a ida do homem à lua.

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Além de termos o Príncipe Charles ganhando destaque total. O doce menino tímido, que precisa fazer tudo o que a realeza quer, que se encanta pelo País de Gales quando precisa ir para lá e aprender o idioma, enquanto começa seu relacionamento com Camilla Shand (Emerald Fennell). Relacionamento esse que será boicotado. E, mesmo sabendo que tudo o que aconteceu durante esses anos, que gerou a separação do casal, a entrada de Lady Di na vida de Charles e todo o futuro… acaba se tornando impossível não ter o mínimo de empatia pelo jovem apaixonado, que tem seu relacionamento boicotado. Não tanto e só pela família, como ele tanto acredita, mas muito mais pelos confusos sentimentos entre Camila e Andrew Parker Bowles (Andrew Buchan).

Quem merece ser citada como destaque é a Princesa Anne (Erin Doherty), com suas grande personalidade, sua força e sua atitude impositiva, mas que quer o bem de quem está por perto. Vale atenção para as cenas com a avó paterna e com o irmão.

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Mas, será Margaret que rouba a cena no quesito “irmã”. Como sempre, é bem notório a diferença entre as irmãs. Enquanto a mais velha é mais introspectiva, não queria o poder, que daria tudo para poder cuidar de seus cavalos e sabe que não pode deixar suas emoções tomarem conta, a mais nova se recente do seu papel secundário. Margaret sempre esteve disposta a assumir um cargo de poder, mas nunca pode. Por isso, acaba não ligando de ser o centro das atenções com suas bebedeiras, suas cantorias e seus embates com seu marido, Lord Snowdon (Ben Daniels). E, mais do que isso, sua tristeza com o rumo que seu casamento está tomando e ela sem poder fazer muita coisa sem o apoio de sua família. Existe uma senhora cena entre as irmãs, onde vemos que, apesar das diferenças, o amor é gigantesco.

O terceiro ano da série encontra o seu final com o Jubileu da Rainha. Com muitos altos e baixos, de novo, vamos ver a importância da Coroa, até mesmo para a relação política entre o Reino Unido e os Estados Unidos, por exemplo. Ou até mesmo com o País de Gales e suas pontuações. É inegável ver que o crescimento a cada ano prova porque essa é uma série tão falada e premiada. Afinal, sua temporada não tem nem dois meses e já foi consagrada.

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The Crown nos encanta com o passado, nos faz querer entender o futuro. Tudo isso enquanto lidamos com nossos sentimentos em relação a todos os membros da Família. Inclusive sobre aqueles que a gente jurava conhecer, entender e já julgar. Afinal, como não ter rancor de Elizabeth em alguns momentos, se compadecer de Margaret e sentir pena do tímido Charles.

Por enquanto, nos resta aguardar o próximo ano e a grande chegada de Lady Diana Spencer. A quarta temporada já está sendo gravada e, rumores apontam, que a estreia é ainda em 2020.

 

 

 

 

6 comentários em “Maratona de Férias 2020 ‘The Crown – 3ª Temporada’

  1. Ainda não terminei a última temporada, mas gostei dos novos atores que entraram nessa nova fase. Inclusive estou curiosa para ver a história da Lady Di na temporada ainda a ser lançada.

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  2. Nossa que sensacional! Não conhecia a série, deve ser um misto de nostalgia com comparações do presente. Vou anotar…estou com um caderninho de séries para assistir.
    Bjus,
    Paloma Viricio

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