Resenha ‘The Risk – Elle Kennedy’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a minha primeira resenha desse 2020. Precisa ser um começo com pé direito, certo? Para isso, eu escolhi trazer o livro The Risk: O Dilema de Brenna e Jake. Esse é o segundo livro de Briar U, que começou com The Chase. Vale lembrar que essa série é um spin off de Amores Improváveis. Apesar de super recomendar a original, porque os livros são fantásticos, vocês podem ler esses, sem problemas. Então, vamos a como foi minha experiência com essa leitura.

Todo mundo diz que eu sou uma garota má. Deve ser porque faço o que bem entendo e não estou nem aí para o que os outros pensam de mim. Apesar disso, dormir com o inimigo não faz meu tipo. Como filha do técnico de hóquei da Briar, minha vida estaria arruinada se eu me relacionasse com um jogador de um time rival.
E essa é a definição de Jake Connelly. Estrela e capitão do time de Harvard, ele é arrogante, irritante e atraente demais pra ser verdade. E o pior é que eu preciso que ele tope fingir ser meu namorado para que eu consiga meu tão sonhado estágio na HockeyNet. Mas é claro que aquele gostoso idiota não vai facilitar: para cada encontro falso… ele quer um pra valer.
O que significa que estou em apuros. Isso de ficar saindo às escondidas com Jake Connelly não tem como dar certo. Embora esteja cada vez mais difícil resistir ao desejo e ao sorriso de Jake, me recuso a me apaixonar por ele.
Esse é o único risco que eu não vou correr.

Breena é a amiga de Summer e é hora dela começar sua própria história. Ela é uma mulher que sabe muito bem o que quer. Seja na sua vida profissional, seja na pessoal. Ela quer, ela vai atrás. Ela ama hóquei demais e torce como louca pelo time da sua faculdade que, por sinal, também é onde seu pai trabalha. Mas, ela acaba conhecendo carinhas de Harvard e começa a ter mais contato com eles, mesmo que se sinta traindo os meninos de Briar.

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Um dos caras que ela conhece é Jake. Ele é, nada mais, do que o capitão do time e que tem um jeito meio fechado, além de certa implicância com Brenna, principalmente, pela rivalidade entre os times e que, ambos, fazem questão de sempre usar para se alfinetarem. Inclusive, a vontade dele é que seu companheiro de time pare de sair com a menina, para poder focar na batalha que os dois times irão passar.

Puxo o zíper da jaqueta, então me inclino e falo em seu ouvido. “Ah, e Jake?”. Acho que posso ouvir sua respiração falhar. “Vou guardar para você um lugar atrás do banco de reservas da Briar na final.”

Mas, o destino sempre prega uma peça, não é mesmo? Quando Brenna é chamada para uma entrevista e se depara com um futuro chefe super machista e percebe seu sonho escapando, existe algo que pode ser o bote de salvação e isso é o nome de Jake, por quem o editor tem profunda adoração. Sendo assim, a menina não pensa duas vezes e conta uma pequena mentira amorosa, para não ser carta fora do ‘trabalho’. Agora, ela só precisa contar ao jogador e torcer para que ele entre nessa com ele.

Então, uma relação vai começar entre eles. O início pode ser um troca de favores, mas muros vão ser derrubados, confianças construídas, segredos sendo escondidos e outros compartilhados. Eles vão aprender um sobre o outro, vão ver sentimentos nascerem, dúvidas rondarem suas cabeças e toda uma pressão, pelo fato de que deveriam ser ‘rivais’. Vamos acompanhar e nos apaixonar por toda a trajetória que esses dois precisam passar. Mas, chega de falar da história.

“Você é homem. Homens são burros.” Brenna levanta os olhos para mim, e, porra, é a mulher mais bonita que eu já vi. É ousada e feroz, características que combinadas com sua beleza tornam difícil lutar conta ela.

Então, vamos falar sobre os personagens. Diferente de Summer, que já conhecíamos de Amores Improváveis, por ela ser irmã do Dean, Brenna nos foi apresentada no livro da amiga. Mas, com muita ligação com os meninos, já que ela é filha do técnico deles. A menina sempre amou o mundo do hóquei e tem muita vontade de ser jornalista esportiva, mesmo com todo o machismo da área e ela busca isso com muito esforço. Eu adorei essa faceta da Brenna, porque eu me identifiquei um pouco com essa busca pela profissão de comunicadora. E, infelizmente, ela também vai sentir que nunca é o suficiente. Além desse seu lado, temos uma mulher em formação, que passou por coisas horríveis na adolescência, e que tem se tornado uma grande mulher. E que vai se render aquele que dizia ser “o inimigo” e mudar muitos conceitos que ela mesmo tinha. E conquistar a medalha de Mocinha da P*rra.

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E nós também temos um Mocinho da P*rra. Depois da minha decepção com Fitz, no livro anterior, estava com muito medo do que o Jake iria propor. Mas, fui arrebatada por esse Capitão de Hóquei. O rapaz tem muito foco, muito amor pelo esporte que pratica e muita expectativa disso, afinal, já passou pela seleção de um grande time para depois da faculdade. Mas, não só isso. Eu gosto do jeito que ele trata Brenna, como vai quebrando os muros, tentando entender os problemas, os medos, os anseios. E, mesmo com a pegada “eu te odeio, mas eu te amo”, a sedução deles é envolvente. Só ficava cada vez mais na torcida para ambos se renderem e estarem juntos. O resumo é que eles funcionam demaaaais como casal. Daqueles que você tem prazer de ler e acompanhar, porque, apesar dos erros que podem cometer, não são eles que moldam e chamam a atenção do leitor.

Eu me forço a parar de rir. É difícil. “Tá, então você disse que a gente namora.” Cara, estou adorando. De verdade. Posso imaginar a expressão no rosto dela quando disse isso.

Sobre os personagens secundários, tem muita gente legal. Temos o técnico Jensen. A relação deles não é fácil, até mesmo pela falta de diálogo. Mas, quando eles se propõem a conversar, vamos amar a dinâmica de pai e filha, além de achar fofo. Fitz e Summer aparecem pouco, mas o suficiente para dar aquela aquecida no coração. Hollis também brilha nesse livro, com um romance bem louco na sua vida. Se preparem mesmo para rir. Dessa vez, temos apenas meras citações aos antigos meninos.

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Como já falei, eu sou apaixonada pela Elle Kennedy e suas histórias. Amores Improváveis me arrebatou e se tornou uma das minhas séries favoritas. Então, The Chase chegou e eu gostei, mas ainda ficou aquele gostinho de quero mais, afinal, sabia que ela tinha um nível acima. E, com The Risk, me senti de volta láaaaa para O Acordo. Não porque as histórias se parecem, porque não é o caso. No caso, é pelo sentimento mesmo.

Esse tipo de cara é o motivo pelo qual as mulheres ainda enfrentam inúmeros obstáculos para trabalhar com jornalismo esportivo. É um mercado machista, e ainda não há muitas mulheres estabelecidas nele. E não é por falta de talento – é por causa de homens assim, que acham que não pertencemos ao mundo do esporte.

Elle escreve histórias que são para se apaixonar. Até hoje, nunca encontrei ninguém que não gostasse de seus livros. E é porque ela é um combo poderosos. Escrita gostosa, fluída, com suas tiradas super engraçadas e seu quase ‘drama free’. Ela constrói personagens com facetas tão reais, que poderiam ser os nossos amigos de faculdade – ou intercâmbio haha. Difícil, durante toda a leitura, é não ir se apaixonando por cada secundário e desejando seus próprios livros.

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Quanto a diagramação, eu gostei da capa. Muita gente critica a escolha da editora referente a capa, mas eu gosto demais. Na lombada, segue o padrão de The Chase, só que na cor vermelha. Por dentro, é bem simples: folhas amareladas, letras e espaçamento confortáveis para a leitura. No começo de cada capítulo, como se fosse um subtítulo, temos o nome de quem irá fazer a narrativa.

“Está falando sério? Vai me obrigar a bancar o Romeo? Não posso entrar por trás?” Ele ri. “Hmmm!”
“Seu nível de maturidade me impressiona. E, não, você não pode entrar pela porta dos fundos. Dá de cara para a sala. Meu pai vai te ver.”

The Risk veio para me arrebatar de amor e me relembrar o quanto eu amo toda essa turma do hóquei. Não tem como não dar cinco Angélicas para a história que vem competir pelo primeiro lugar, em todo esse universo da autora.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

6 comentários em “Resenha ‘The Risk – Elle Kennedy’

  1. Olá!
    Incrível como esse gênero tem crescido no mundo literário… Particularmente não sou muito afeita, mas para os que gostam, esse livro me pareceu uma ótima pedida mesmo.
    Boa dica para podermos indicar também!
    Abraços!

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  2. Oioi

    Eu simplesmente AMO um bom romance, esse parece ser maravilhoso, confesso que ainda não conhecia a história, mas já me prendeu pela sua resenha, queroooo

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  3. Olá Raissa,
    Acredita que ainda não li esses spin off da Elle, eu simplesmente amo a série amores improváveis. Vou correr para ler os dois, amei sua resenha, você expõe bem como é a escrita da autora, e como ela apresenta os personagens, mostrando os defeitos e qualidades.
    Abraços

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  4. Que coisa boa essa resenha! Não conhecia o trabalho da autora, mas curti bastante a proposta! Ah…eu amo personagens tão reais que poderiam ser nossas amigas! Fiquei feliz que o mocinho seja daqueles que é de Valor!
    Vem conferir a nova postagem que fiz com livros grátis para baixar.
    Bjus!!

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