Resenha ‘Japonês Prometido – Aline Sant’Ana’

Oi ooooi gente! Hoje eu vim trazer uma resenha bem rapidinha para vocês. Se trata do terceiro conto da série Sem Fronteiras para o Amor, da Aline Sant’Ana. Socorro, que eu to hiper atrasada nela, mas sem problemas rs. A série funciona da seguinte maneira, a cada dois meses, a autora e a editora lançam um conto, que se passa em algum país. Dessa vez, nós carimbamos o passaporte direto para o Japão. Então, vem conhecer mais dessa história.

Eu prometi que não entraria em um relacionamento. Eu não poderia. Me apaixonar parecia errado em meio a tantos problemas que já estava enfrentando. E, mesmo que fosse muito novo para ser tão amargo, estava satisfeito com a escolha que fiz. Fugia dos meus pais e do autoritarismo, quase não saía, evitava ter amigos e fazia o que me dava verdadeiro prazer: ensinava aikido, junto com meu sensei.
Essa era o meu mundo.
Até Sakura decidir entrar nele.
Fui designado para dar aulas particulares para ela. Dia após dia, eu absorvi a sua beleza, a timidez, o sorriso, a força do seu caráter e o brilho daqueles olhos; eles me prendiam cada vez que tínhamos coragem de nos encarar.
Todas as técnicas das artes marciais que tanto ensinei, autodefesa e autoconhecimento não puderam me defender daquela mulher.
Eu só precisava me preparar para lutar contra a minha própria consciência, contra mim mesmo e contra o meu mundo, já que tinha a absoluta certeza de que, para um homem como eu, não havia espaço para amar alguém como ela.

Nossa doce protagonista é Sakura. Ela tem seus sonhos, como a faculdade e aprender aikido, o que não está nesse meio é acabar casamento por meio de um arranjo, mas tudo está se encaminhando para isso. Seu pai quer que ela se encontre com o herdeiro das Indústrias Murakami e ela não quer seguir esse destino. Ela tem um prazo para ter o primeiro encontro com o rapaz e vai começar a planejar como se livrar dessa situação.

Takeshi treina akido há algum tempo, mas não o suficiente para ser considerado um sensei, já que é só um aluno em desenvolvimento. Mas, com a chegada de Sakura, o seu mestre pediu que ele a treinasse pessoalmente e de modo particular, já que foi por algo requerido pelo pai da menina.

Sakura. A flor de cerejeira, a beleza feminina, o amor, a felicidade, a renovação e a esperança.

Mas, acordo é acordo e Sakura sabe que, em troca das aulas que tanto queria, ela precisava falar com o seu prometido e não vai conseguir fugir disso. Só que, assim que a conversa começar, nossa mocinha vai perceber que não será tão ruim como parece, já que Murakami também não está intusiasmado com todo esse arranjo.

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Sendo assim, eles começam a conversar por mensagem e se tornam amigos, já pensando nos meses que eles tem pela frente, para conversar apenas por mensagem e vão descobrindo os gostos de cada um, como o fato dela gostar da karaokê e dos dois serem rebeldes. Mas, isso não vai ser o suficiente para que ela se apaixone.

– Acredito que a rebeldia te trouxe a um caminho de aprendizado e sabedoria. Vai encontrar no aikido mais sobre si mesma do que jamais aprenderia no decorrer de uma vida. E um caminho de paz interna e amor. É a estrada certa, Sakura.

A verdade é que Sakura já está sendo conquistada por Takeshi, seu sério professor de aikido, que não parece tão cativado por ela assim. Ou será que tudo não passa de um muro construído para que ele possa se proteger? Só que, mesmo que muros caiam, ainda existem outras coisas que Sakura e Takeshi precisam lidar, para que exista a chance deles ficarem juntos.

Já chega de falar da trama, afinal, o conto é beem curtinho e não quero correr o risco de estragar nada sobre ele. Então, vamos falar sobre nossos protagonistas. Como falei no início dessa resenha, Sakura é um doce de menina. Com seus sonhos, vontades e decisões. Ainda que respeite os pais, a arte macial que ela deseja praticar, não vai abaixar a cabeça para a ideia de um casamento arranjado, mesmo sabendo o quanto isso pode magoar seu pai.

– Acredite no destino e em como as coisas se conectam quando é o momento certo de acontecer. Nada é por acaso, Sakura. O amor então, especialmente, nunca é.

Takeshi é um primor de mocinho. Pratica artes marciais, é super respeitoso, tem uma casca de antipático, mas é tão diferente disso. Tem problemas com os pais e acaba por escolher passar mais tempo no dojô, lugar sacrado onde eles treinam, porque é onde se sente mais como ele mesmo. Assim como com Sakura, é inegável que nosso lindo protagonista não nos conquiste no momento que aparece.

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Eu não me canso de dizer o quanto tenho um grande amor pela escrita da Aline. Ainda não peguei uma coisa que não me conquiste completamente, que não nos envolva e nos cative desde as primeiras linhas, nos conquistandos e fazendo com que a gente se apaixone pelos personagens, pela trama… por tudo! E, mesmo sendo um conto, ela nos deixa encantados e querendo até um pouco mais. Inegável a delicadeza que ela tem em pesquisar sobre o país, sobre as expressões e sobre como funciona até o relacionamento. Aline no deu um pouquinho da cultura do Japão, de forma leve e querida. Como já disse, o conto é bem curtinho, uma leitura de uma hora. Mas que é pra fazer o nosso coração aquecer, para nos tirar daquela ressaca literária ou para nos fazer colocar mais um crush na nossa lista.

O amor não tem forma, não tem lugar, não tem hora. O único destino dele é o coração de outro alguém, daquele alguém, que te faz compreender toda a parte colorida da vida, as flores, o ar e a sua consciência.

Para quem não conhece a série, vou contar que ela foi criada como um jeito super fofo e lindo de Aline pensou para agradar suas leitoras. A série nasceu no grupo de leitores dela, onde 12 leitoras ~sortudas~ foram sorteadas e, com isso, puderam escolher o país para onde iríamos viajar, os atores que inspirariam os personagens, os nomes que eles teriam e uma música para isso. Não sei vocês, mas eu adoro essa ideia. Acredito que é o sonho de muitos leitores podem escolher elementos que sempre desejamos e eles serem moldados e escritos por uma escritora que amamos.

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Sobre a diagramação, eu adoro que a Editora Charme tem um cuidado e um carinho todo especial, mesmo sendo só um e-book! Com uma capa que ressalta o país onde se passa a trama e ainda valoriza o boy. Essa imagem também é usada para iniciar os capítulos, sinalizando quem está fazendo a narrativa. Também teve um glossário, com as expressões japoneses utilizadas.

Japonês Prometido ganhou meu coração e ganhou as cinco Angélicas. Fui conquistada por esse pequeno conto, esse amor doce e esses protagonistas queridos. E já que, ao menos dos livros a gente segue viajando, vou pegar meu passaporte e sair do Japão, rumo ao nosso Brasil.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

 

 

 

 

 

 

 

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