Crítica da Série: ‘La Casa de Papel – 3ª Temporada’

Oi gente! A Parte 4 do fenômeno mundial, La Casa de Papel, chegou na Netflix no dia 03 de abril e, quando fui maratonar, me dei conta que não tinha trazido a crítica da temporada anterior, então bora lá corrigir esse erro. Com isso, teremos uma sequência de matérias sobre a série já que, junto com a nova temporada, os fãs também ganharam um documentário sobre a série. Mas antes de falar de tudo isso, confiram a sinopse e trailer…

“Após conseguirem roubar mais de 1 bilhão de euros, os envolvidos no assalto passam a ser procurados pelo país. Enquanto isso, o Professor está escondido em Palawan, nas Filipinas, onde vive recluso e despreocupado, como se nada tivesse acontecido.”

A Parte 3 de La Casa de Papel estreou mundialmente no dia 19 de julho de 2019 e veio para concretizar o sucesso da série. As temporadas anteriores tiveram 10 e 9 episódios, mas a partir dessa temporada, a Netflix encaixou a série no padrão do serviço de streaming, ou seja, uma temporada de 8 episódios de cerca de 45 min. É claro que isso não diminuiu a qualidade da série, mas o telespectador sofre por ter menos episódios. Sem falar que, aparentemente, ela fez exatamente o que tinha feito quando recebeu a temporada feita pelo canal espanhol. Desmembrou e exibiu em duas partes e agora a formula foi repetida. Enfim, bora lá saber o que aconteceu após eles conseguirem fugir da Casa da Moeda.

Após o assalto milionário na Casa da Moeda da Espanha, todos conseguem fugir em segurança e sem deixar rastros. O Professor (Álvaro Morte) separa a equipe em pares ou em casais, já que Rio (Miguel Herrán) e Tóquio (Úrsula Corderó) estão juntos assim como Denver (Jaime Lorente) e Mônica (Esther Acebo). Helsinque (Darko Peric) e Nairóbi (Alba Flores) não são um casal, mas viajam juntos. E a inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño) vai ao encontro do Professor na Tailândia. Quase 2 anos após a fuga, todos continuam foragidos e vivendo com tranquilidade as suas vidas, mas Tóquio está inquieta. Ela e o Rio viviam numa ilha no Panamá, regados à muita festa e romance, mas ela quer e precisa de mais.

Tóquio se aventura fora da ilha e deixa Rio arrasado, mas antes dela partir, ele entrega um telefone por satélite para que os dois possam se comunicar. Só que a polícia espanhola estava rastreando todos eles e assim que os dois usam o telefone, Rio é preso na ilha e Tóquio escapa por muito pouco. Nenhum deles poderia ter o contato e nem saber onde os outros estavam. Apenas o Professor sabia o paradeiro de cada um deles, então assim que consegue ficar em segurança, Tóquio liga pra ele e pede ajuda. Com isso toda a equipe está de volta e agora o plano é muito maior, mas também muito mais perigoso.

Pra recuperar Rio, o Professor vai colocar o plano de seu irmão, Berlin (Pedro Alonso), em ação. Muito antes do assalto na Casa da Moeda, Berlin e seu amigo Palermo (Rodrigo de La Serna) sonhavam em entrar no Banco da Espanha e roubar o ouro, mas era um plano muito arriscado e na época ainda não estava totalmente consolidado e, por isso, os dois chamaram o Professor. Mas, eles não contavam que até mesmo o Professor pudesse dizer o quanto aquele plano precisava ser consolidado. O plano de assaltar o Banco da Espanha foi abandonado, eles roubaram a Casa da Moeda, Berlin morreu durante a execução e agora o Professor quer tirar esse plano do papel e para isso chama Palermo de volta e mais outros integrantes.

Com a equipe reformulada, o plano começa a entrar em ação. E, digamos apenas, que tivemos uma temporada bastante movimentada, já que eles precisariam voltar à Espanha e como entrariam se são procurado em cada canto do país? É claro que isso não seria difícil para o Professor e, sem que ninguém esperasse, entra um dirigível em Madri e começa a jogar dinheiro para a população. O golpe final para virar o povo a favor deles foi mostrar um vídeo nos telões da cidade, onde o Professor falava de como a polícia prendeu Rio e vem mantendo ele escondido há quase dois meses. Enquanto a atenção de todos está voltado para esta mensagem, parte da equipe coloca o plano de entrar no Banco da Espanha sem serem notados em ação.

A partir daí, tudo vira spoilers importantíssimos para resolução da trama, então é melhor que vocês assistam. A série voltou com uma trama muito mais movimentada e fica muito claro que, após a Netflix assumir a direção, o orçamento aumentou bastante. Mas a gente se pega fazendo comparações entre as temporadas, já que o cerco policial também está todo montado para pegar a equipe do Professor, e isso fica claro com a contratação de Alicia (Najwa Nimri). Ela é uma negociadora muito mais rigorosa do que Raquel foi. Ela não tem medo de que a vejam como vilã e choca bastante o público porque ela está super grávida e muito caricata.

Nós vemos que a estratégia do Professor de mostrar o quanto a polícia poderia agir fora da lei só ajudou a população a ver a máscara de Dali como uma espécie de símbolo de resistência e a maioria deles se coloca ao lado do Professor e os demais assaltantes. Na vida real isso seria um grande absurdo porque estaríamos enaltecendo o errado e isso é um mérito absoluto das mentes que criaram La Casa de Papel, já que desenvolvemos empatia pelos criminosos e nos colocando contra a polícia. Alex Pina é sensacional e depois das primeiras temporadas, eu esperava que tivéssemos uma sequência tão boa quanto sua criação inicial.

Essa temporada veio para confirmar de quais personagens mais gostamos e quais não gostamos tanto assim, além disso, tivemos uma season finale de partir o coração e de começar a criar todas as teorias para a parte 4. Como ela já está no ar, eu já pude confirmar algumas das minhas teorias e também sofrer com as escolhas que foram feitas. Nossos amados assaltantes querem sair do banco com todo o ouro, mas algumas falhas no plano vão fazer com que eles tenham que tomar decisões inesperadas. O Professor sempre mostrou que teria um plano B para o caso do A não dar certo, mas ele realmente é pego de surpresa com algumas coisas e que nos levar a acreditar em vários finais super tristes para a próxima temporada.

Enfim, La Casa de Papel voltou com um orçamento extremamente maior e mostrou que com mais dinheiro, a série consolidou sua posição de fenômeno mundial. A temporada terminou deixando vários finais em aberto e com isso muitos ganchos para serem resolvidos na nova temporada. Coisa que até agora eu não sei se foi uma boa opção, pois tenho medo que a série vá perdendo qualidade e comece a desapontar os fãs. A cena final fica muito claro que aquilo deixou de ser apenas uma estratégia de resgate de Rio. Agora estamos falando de uma luta contra o sistema.

Se as temporadas anteriores já tinham trabalhado a importância da resistência, os minutos finais da Parte 3 deixou claro que teremos uma guerra na Parte 4, e eu volto em breve pra falar dela. Eu fico por aqui e deixo apenas a mensagem: maratonem La Casa Papel e deem uma chance para uma série que sai do previsível.

 

2 comentários em “Crítica da Série: ‘La Casa de Papel – 3ª Temporada’

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