Resenha: ‘Imperfeitos – Lauren Layne’

Oiiii oi gente. Voltei com mais uma resenha pra vocês e hoje vim falar um pouquinho de um livro que recebemos de cortesia do Grupo Companhia das Letras, ano passado. Imperfeitos, da autora Lauren Layne, é o segundo volume da série Recomeços e o que eu mais amei até agora. Tem resenha no blog dos livros anteriores: Em Pedaços e Como Num Filme (um Prequel do primeiro livro). Então confere a sinopse antes de saber tudo o que achei dessa história.

“Quantas vezes um mesmo coração aguenta ser despedaçado? Essa é a pergunta que atormenta Michael St. Claire, o ex-bon vivant que, após ser rejeitado por Olivia e abandonado pelo melhor amigo, deixa o glamour nova-iorquino para trás e vai trabalhar num clube de tênis numa cidadezinha no Texas. Há um motivo secreto por trás dessa escolha geográfica: é lá que se encontram seu pai biológico e seu meio-irmão, Devon, que não fazem ideia de sua existência.
O que o plano de Michael não previa era conhecer Chloe, a garota mais inteligente, sarcástica e original que ele já vira. Em pouco tempo, eles se tornam grandes amigos, e quando Michael descobre que Chloe é apaixonada por Devon ele resolve que irá ajudá-la. Mas será que dois corações rejeitados conseguem, juntos, construir um recomeço? Ou irão apenas se machucar, perdidos na eterna busca por aceitação e pertencimento?”

Por muitos anos, Michael St. Claire sofreu por um amor não correspondido, somado a culpa de estar apaixonado, justamente, pela namorada de seu melhor amigo. Feria seu coração todas as vezes que via Ethan e Olivia juntos, mas ele os amava e nunca tinha se metido entre eles. Até que um ato de desespero fez tudo ir por água abaixo, e o afastou das duas pessoas mais importantes de sua vida. Pra piorar tudo, depois de um ano turbulento, descobre que o homem que o criou não é seu pai verdadeiro, mas que o nobre empresário só lhe deu seu sobrenome para evitar ter sua reputação manchada após a traição de sua mãe. Isso se torna a gota d’água para Michael, que decide largar toda a vida de privilégios em Manhattan e se mudar para o Texas, a fim de encontrar Tim Patterson, seu pai biológico.

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É na pacata Cedar Grove que Michael se encontra, seis meses depois, trabalhando como personal trainer e professor de tênis no clube que a família Patterson frequenta. Seu plano é se aproximar das pessoas certas, para saber mais sobre essa família e poder observar como eles são antes de se revelar. E não demora a colocar seu plano em prática, visto que já começa a dar aulas de tênis para Kristin Bellamy, namorada de Devon Patterson, seu meio-irmão. Michael se sente atraído por Kristin, a típica garota linda e popular da pequena cidade, e a cada semana se diverte flertando, não só com ela, mas também com a maioria das donas de casa entediadas do clube.

Mas os planos de Michael podem tomar um outro rumo quando Chloe Bellamy, irmã de Kristin, surge em uma de suas aulas, totalmente desencanada e língua solta, com tiradas espertinhas e personalidade espirituosa. Chloe é diferente de todas as jovens daquele lugar, a começar por seu cabelo todo rebelde cheio de cachos, até seu palavreado nada contido. Michael, automaticamente, se torna O Gostosão para ela, e daí surgirá uma dinâmica pra lá de inusitada entre os dois. Isso porque nosso mocinho logo reconhece em Chloe um olhar que viu, durante muitos anos, nos seus próprios olhos: a dor de amar quem não te ama.

“Essa garota é… nem sei se consigo pensar em uma palavra para alguém tão diferente. Chloe Bellamy é diferente. E com isso quero dizer que poderia estrangulá-la, e não que estou intrigado.”

Chloe sempre foi apaixonada por Devon, muito antes dele se tornar popular e começar a namorar sua irmã. Ela sempre tinha sido sua companheira de nerdices, até que ele se afastou. Os dois continuaram amigos, com Devon contando tudo para ela, mas nada comparado ao que era antes. Quando Michael, o cara meio rabugento, mas extremamente lindo que ela acabou de conhecer, a acusa de não estar no controle de sua vida e descontar suas frustrações na comida – devido as porcarias que ela não para de comer – e lhe oferece ajuda como personal trainer, ela é inteligente o suficiente para sacar que ele não está fazendo isso só por ser um cara legal, e que tem algum motivo pessoal por trás, mas acaba deixando isso de lado e aceita a ajuda.

E quanto mais esses dois passam um tempo juntos, vai crescendo uma amizade fácil, porém inesperada entre eles. Michael tinha pensado que seria mais fácil usar Chloe para chegar aos Patterson, mas se vê cada dia mais envolvido por essa garota sincera, verdadeira e mega autêntica, até um ponto em que deseja sua companhia irritante a cada momento. E Chloe não fica atrás, logo percebendo que seu Gostosão mexe com ela como só Devon tinha mexido. E até mais. Acontece que toda a insegurança e baixa estima que Chloe tenta esconder com sua personalidade, e a teimosia e sofrimento de Michael vão moldar e muito as escolhas desses dois.

“Quero uma história para contar, Michael. Quero ter feito pelo menos uma loucura com vinte anos, em meio aos diplomas sem graça e à obsessão por Harry Potter. Quero me perder em alguém.”

Vou encerrar o meu falatório sobre a trama agora, se não acabo contando tudo pra vocês, e já partir para o que eu achei dessa história e seus personagens. Começando por Chloe, que é aquela mocinha mega divertida, que consegue arrancar altas risadas com seus comentários sarcásticos e inteligentes. O que proporcionou um equilíbrio perfeito, já que Michael é o mal humorado sexy rs. Ela tem uma personalidade contagiante, mas fica claro que usa muito a ferramenta de se autocriticar para evitar ser criticada pelos outros. É insegura com seu corpo e se sente a sombra de sua irmã perfeita, que de perfeita não tem nada, pois não passa de uma pessoa fútil e mesquinha, que só pensa em si e em deixar a irmã pra baixo. Mas o que eu mais amei em Chloe foi sua autenticidade e essência, que não mudam, mesmo quando seu tempo dedicado a exercícios começam a surtir efeito.

Já Michael é um cara que está amargurado com a vida, por toda a maré de azar que o arrastou até ali. Confesso que em alguns momentos quis gritar com ele para parar com todo o chororô, mas também consigo entender seu lado e como tudo afetou seu psicológico. Mesmo fazendo coisas não muito sábias, as vezes, consegui sentir que ele é um cara extremamente bacana e que tem um lado divertido, assim como Chloe, e merece um recomeço. Então, por mais que todo o seu drama seja trabalhado ao longo da história, o clima do livro é bem leve e gostoso de ler.

E esses dois formam o melhor casal da série, até agora, e eu me diverti horrooores com eles. Além de amar ver como a amizade foi passando para algo mais, bem maior do que esperavam e como fica óbvio o quanto são perfeitos um para o outro. Não tem como não torcer para deixarem as besteiras de lado e se enxergarem com todas as suas imperfeições.

“Droga, fico até tentado a me confessar para ela. De alguma forma, suspeito que ela também entende como é se sentir só na multidão”.

Alguns personagens secundários tiveram seus momentos de brilhar, mas nem todos foram agradáveis. É o caso de Kristin. Acho que pelo pouco que já disse dela, podem perceber que eu não gostei nem um pouco, né? Uma pessoa totalmente artificial, e por não ter conteúdo nenhum, tem a necessidade de se manter no centro das atenções, usando seus “atributos”. Da pena, na verdade. Já Devon, senti falta de um pouco mais de desenvolvimento dele, devido a importância que lhe é atribuída, mas nada que seja um grande problema. Agora, alguns personagens dos livros anteriores vão dar o ar da graça neste aqui, e, meus queridos, eu surtei nessa cena e não foi pouco. A forma que a autora inseriu esse arco foi muito maravilhoso e o único defeito é que foi bem rápido.

A diagramação segue o padrão da série, com folhas amareladas e fonte com um tamanho bem confortável para leitura. A Editora Paralela seguiu com o ótimo trabalho com as capas e essa é tão linda quanto as anteriores. A narrativa é em primeira pessoa com o ponto de vista dos protagonistas, o que só faz com que a história seja melhor ainda. Como eu disse lá em cima, cada volume da série Recomeços é de um casal, mas mesmo cada um tendo seu começo, meio e fim bem certinho, eu super aconselho ler na ordem de lançamento, pra ficar por dentro de todos os detalhes, e compreender melhor toda a história.

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Só sei dizer que amei demais esse livro. É o meu favorito da série, sem dúvida alguma. E olha que isso é algo considerável, já que eu gostei bastante dos anteriores. Que leitura mais gostosa e envolvente. Não consegui largar até terminar e quando acabou, me arrependi por ter lido tão rápido. Conforme fui devorando as páginas, ia temendo estar chegando ao fim e já querendo mais antes mesmo de acabar.

Imperfeitos só fez com que eu me apaixonasse ainda mais pela escrita da Lauren Layne, que é muito leve, fluida e divertida, mesmo que tenha toda uma carga dramática. É aquele livro que você lê em uma sentada só e termina a leitura bem satisfeito e com o coração aquecido. A química desse casal é incrível e eu amei acompanhar como eles se encaixam. E, claro, queria fazer parte de uma certa turma de amigos também. No mais, deixo minhas 5 Angélicas merecidas e nos vemos em breve.

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