Resenha ‘Russo Reservado – Aline Sant’Ana’

Oi ooooi gente! Hoje chego com mais uma resenha curtinha, mas cheia de amor, já que vou falar de mais um conto da série Sem Fronteiras Para o Amor, da Aline Sant’Ana. O crush que vai roubar nosso coração, dessa vez, é um russo com uma pegada sexy e geek. Não tem emocional que lide bem com isso haha. Esse é o número sete da série e eu já to quase em dia com a publicação. Sem mais delongas, vamos a sinopse…

O sentimento que nos torna mais vulneráveis na vida é o amor. Ele é complexo, não vem com uma fórmula matemática, não há certeza do resultado. Depois de ver tudo o que minha mãe passou, decidi me manter afastado de relacionamentos, reservado e recolhido no meu próprio mundo… Era melhor assim.
Me vestia da forma mais despretensiosa possível. Um aviso de: não chegue perto, não sou nem um pouco atraente ou sociável.
No entanto, por mais camadas de roupas esquisitas que eu vestisse, por mais bagunçado que eu estivesse, havia um par de olhos que não me deixava passar despercebido: Alina Cibulkova.
Minha colega de trabalho, minha possível paixão platônica, a única mulher do mundo da qual eu não deveria me aproximar.
Mas a vida tem o prazer de nos tirar da zona de conforto. E agora eu teria que fazer um projeto com Alina…
Deus, como se ela não fosse a única capaz de arrancar cada uma das minhas reservas.

A trama começa com o nosso pequeno Yure Gontcharov em seu aniversário de 14 anos, enquanto admira a Menina dos Patins, por quem ele nutre uma paixão platônica há um ano. Sem coragem para puxar conversa, afinal, ele é um menino tímido, que não sabe socializar, enquanto ela é uma linda meninas que patina como anjo. Mas, para sua surpresa, ela enxerga o Menino Invisível e deseja que eles possam ser amigos. Só que, ao chegar em casa e ver seus pais se separando, ele decide que o amor não é para ele e acaba não indo ao encontro marcado.

Então, 20 anos se passam e encontramos Alina Cibulkova conversando com seu melhor amigo, Gregori, sobre a paixão que sente pelo Senhor Reservado, que trabalha na IDEI junto com eles. Mas, com seu jeito quieto e introspectivo, o dono de apelido não percebe as coisas ao seu redor e, isso incluí, não percebe o amor platônico que a moça sente. Esse homem é, ninguém menos que o nosso já conhecido Yure.

Para os problemas numéricos, havia fórmulas que nos faziam chegar ao denominador comum. Para o amor, não. A soma de todos os esforços sempre seria igual a zero. Para quê, então?

A questão é que Gregori não aguenta mais ver a amiga nutrindo essa paixão sem fazer nada e, depois de um plano e conversa com o chefe deles, acaba fazendo com que Alina e Yure trabalhem juntos em um projeto, fazendo com que os dois passem bastante tempo juntos e possam começar a conversar mais e, quem sabe, finalmente até possam se relacionar. Do lado de Yure, Dimitri, seu melhor amigo desde sempre, também espera pelo momento em que o rapaz assuma o que sente também.

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A verdade é que não passa pela cabeça do rapaz que uma mulher como Alina possa sentir atração ou algo mais por alguém como ele. Ele usa roupas largas demais, um óculos com bastante grau, cabelo desgrenhados e blusas com piadas de matemática. Mas, depois me muita insistência de seu amigo e um plano maluco, onde ele quer que ela ajude a conquistar uma mulher – que é a própria – os dois vão ficar mais próximos do que nunca.

– As melhores coisas são as que estão além da zona de conforto.

Entre uma senhora repaginada no visual do sexy geek – capaz de deixar todas as mulheres de boca aberta – e o trabalho que eles estão desenvolvendo, o casal vai passando cada vez mais tempo juntos, ainda que não a ponto de admitirem o que sentem um pelo outro. Então, dois melhores amigos vão decidir se meter nessa história e desatar o nó que os pombinhos não conseguem. Basta saber se isso vai ser o suficiente para que os dois consigam se acerta, além de confessarem seus já longínquos sentimentos. Mais longos do que ambos possam imaginar.

Sem mais falar da trama, vamos falar sobre os personagens que compõe essa trama. Começando com Yure. Um bom nerd já é cativante, imagina quando ele é hiper charmoso. A gente ficar quem nem Alina, hiper apaixonada. Ele tem seu jeito tímido, introspectivo, que piorou depois do divórcio dos pais. Mas, quando ele começa a ser abrir, não tem como não ser totalmente cativada pelo amor que existe dentro dele, ainda que muita insegurança venha junto. Não vou mentir, ainda imaginei ele como o próprio Danila Kozlovsky usando as blusas de Sheldon Cooper. Senhor, me socorre haha.

O amor não se mede, não se quantificae não se limita. Um quinto de segundo se estende há mais de vinte anos.

Já Alina é alguém que a gente simpatiza assim que aparece. Vamos combinar, quem de nós nunca teve uma paixão platônica, que pensamos totalmente impossível? Ela tem uma personalidade engraçada, principalmente se envolver uma doses de vodka. Adoro que, ainda que ela esteja insegura e com ciúmes, nada disso impede que ela fique perto do Yure e tente conquistá-lo de algum modo. Sem dúvidas é alguém que gostaria de ter como amiga. E, por falar em amizade, não posso deixar de falar que amei Gregori e Dimitri e suas interferências e ajudas para esses dois.

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Chegou a hora de ser repetitiva. Como sempre digo, se vocês acompanha o Além e se tem acompanhado as resenhas dessa série, sabem que eu só sei endeusar as histórias que a Aline consegue escrever. São contos tão gostosos, prontos para deixar nossos corações quentinhos de amor. Nessa trama, temos um clichê ao inverso, quando ela nos apresenta o mocinho como o geek e a mocinha como a bela que deseja conquistá-lo. E eu adoro essa inversão de papéis. Sua escrita ajuda muito, porque sempre vem de um jeito fluído, onde o amor é o carro chefe, mas temos doses de amizade, doses de risadas e um jeito leve e fluído, que torna a leitura propícia para qualquer momento. Principalmente entre um livro e outro ou até mesmo se estiver de ressaca. Os contos são, relativamente curtos e prontos para serem lidos numa piscada só.

 – As pessoas que possuem os corações mais bonitos são aqueles que se fecham para a possibilidade de amar. Porque sabem que, se entregarem a parte mais bela, se tornarão vulneráveis à magoa e à dor.

Para quem não conhece a série, vou contar que ela foi criada como um jeito super fofo e lindo que a Aline pensou para agradar suas leitoras. A série nasceu no grupo de leitores dela, onde 12 leitoras ~sortudas~ foram sorteadas e, com isso, puderam escolher o país para onde iríamos viajar, os atores que inspirariam os personagens, os nomes que eles teriam e uma música para isso. Não sei vocês, mas eu adoro essa ideia. Acredito que é o sonho de muitos leitores poder escolher elementos que sempre desejamos e eles serem moldados e escritos por uma escritora que amamos.

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Sobre a diagramação, eu adoro que a Editora Charme tem um cuidado e um carinho todo especial, mesmo sendo só um e-book! Com uma capa que ressalta o país onde se passa a trama e ainda valoriza o boy. Essa imagem também é usada para iniciar os capítulos, sinalizando quem está fazendo a narrativa.

Russo Reservado é mais um conto que confirma que Aline está disposta mesmo a fazer com que a gente se apaixone sem medida e por todo o globo terrestre. Entre mocinhos mais atirados e outros tímidos. Não tem como manter minhas cinco Angélicas a cada história, se a cada história eu amo mais que a outra. E, não me segurem, porque a próxima parada é Itália, terra dos meus ancestrais.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

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