Resenha ‘Simplesmente Nova York – Sarah Morgan’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a resenha de um chick lit super gostosinho. Se trata de Simplesmente Nova York, quarto livro da série Para Nova York, com Amor, da Sarah Morgan. Até então, as protagonistas dos livros anteriores eram amigas de infância, que criaram a Gênio Urbano. Agora, elas vão totalmente para segundo plano, para um no trio assumir. Claro que elas ainda são citadas, assim como a empresa e a Eva até participa ativamente da trama. Mas, antes de falar mais alguma coisa, vamos a sinopse…

Às vezes, a melhor maneira de encontrar o amor é parando de procurá-lo. Molly (ou Aggie, nas redes sociais) é a colunista de relacionamentos mais famosa de Nova York, e seu livro sobre como encontrar a pessoa certa vendeu milhões de exemplares. Pena que ela não consegue seguir os próprios ensinamentos. Depois de um término traumático que a levou de Londres para Nova York, Molly decide que relacionamentos não são para ela, e que o único amor de sua vida vai ser seu dálmata, Valentine. Daniel (ou Rottweiler, para os inimigos) é o advogado especialista em divórcios mais famoso de Nova York, e sabe que sentimentos são a pior coisa que alguém pode trazer para um relacionamento. Um pouco de diversão, porém, não machuca ninguém, e é por isso que ele não vê nada de mais em pegar um cachorro emprestado para conhecer a linda mulher que cruza seu caminho toda manhã no Central Park. Molly e Daniel acham que sabem tudo sobre relacionamentos. No entanto, à medida que a química poderosa entre eles os aproxima, começam a descobrir que ainda há muito o que aprender sobre o amor…Após Amor em Manhattan, Pôr do sol no Central Park e Milagre na 5ª Avenida, Sarah Morgan está de volta com mais um romance para renovar sua fé no amor.

Molly se mudou de Londres para Nova York há três anos, com a intenção de reconstruir a sua vida e sua reputação, depois que de um término traumático, acompanhado de uma bomba. Assim que chegou, ela encontrou um lindo filhote de dálmata, que acabou se tornando seu melhor amigo e grande amor, chamado Valentine. Ele é sua companhia enquanto ela trabalha como Aggie, uma conselheira amorosa. Porque, apesar de não ser muito boa em relacionamentos, é psicóloga. Para passear com seu cachorro, Molly corre pelo Central Park.

E, será por causa dessas corridas que Daniel irá conhecê-la. Ele vê aquela mulher linda, que possuí até um rabo de cavalo encantador, correndo com seu cachorro, sem ligar para o mundo ao redor. Então, ele sabe que não será fácil chamar sua atenção. Seu plano então, é pedir ajuda para suas irmãs gêmeas, que tem uma empresa que cuida de animais. Sua ideia é pegar um cão emprestado e usar isso como um modo de criar um diálogo com a mulher que ele observa todos os dias.

Certamente não existe saudação mais animadora do que um rabinho balançando. Expressa tantas coisas. Amor, carinho e reconhecimento incondicional. 

Então, Daniel pegará Brutus, para poder se aproximar de Molly e Valentine. Não que tudo ocorrerá muito bem, começando pelo fato do real nome do cachorro ser Xarope e ele não ser nem um pouco obediente, ainda que crie logo uma amizade com o outro animal de estimação. O propósito é cumprido e ele consegue puxar assunto com a dona. Mas, ela não vai deixar o caminho muito fácil para uma possível conquista e será um longo caminho até que laços comecem a nascer entre os dois. Principalmente, porque Molly, muito mais que Daniel, não quer nenhum tipo de relacionamento.

E, enquanto Daniel segue na luta para tentar levar a mulher para, ao menos, um encontro, ele vai lidando com seus casos de divórcio, mas com um detalhe que vem lhe chamando cada dia mais atenção e o irritando: uma conselheira amorosa. Uma de suas maiores clientes tem prestado atenção no que Aggie está dizendo e ele não gosta da intromissão daquela que ele julga uma charlatã. Só não imagina o quão perto está de dela e o quão errado está sobre como ela é.

Mas, enquanto o lado profissional vai para um lado, o lado pessoal vai para outro. Ele e Molly estão cada dia mais próximos, ainda que pequenos segredos pairem entre os dois. Principalmente o porque ela não quer um relacionamento e acredita estar amaldiçoada para o amor, além do porque de se esconder atrás de um pseudônimo. Mas, as coisas não ficam escondidas por tanto tempo e, quanto tudo explodir, ela vai descobrir que tem as melhores pessoas a seu lado e que eles não vão lhe virar as costas. Basta saber se a própria Molly vai virar as costas para o amor, quando ele surgir na sua frente, ou se vai encarar as coisas e se dar uma chance de ser feliz.

Muito tempo atrás, Molly havia concluído que existem dois tipos de pessoa na vida. O tipo que via um obstáculo e desistia, e o tipo como o dele… Pessoas que ignoravam os obstáculos e simplesmente encontravam uma maneira diferente de atingir seus objetivos. 

Bom, como toda boa comédia romântica, essa está carregada daqueles toques clichês que tanto amamos e com um bônus de doguinhos muito fofos! Eu não aguentava de vontade de explodir de amor com eles e seus donos haha. Esse livro, é como se iniciasse uma nova trilogia dentro da série. Os três primeiros livros foram das amigas que fundaram a Gênio Urbano. Agora, temos outras três amigas. Mas, para aquecer nossos corações, as outras meninas são citadas, mas Eva ainda faz uma super participação, junto com seu amorzão, Lucas.

Nossa nova protagonista é Molly. Ela é uma pessoa um pouco mais endurecida e fechada, porque sofreu um grande baque no passado e isso reflete muito ainda na pessoa que ela é. Ainda que seja forte por vários lado, é insegura em achar que qualquer coisa que volte à tona sobre a sua pessoa, fará com que todos que ela criou laços ali em Nova York, a deixarão. E acompanhar ela aprendendo que não é bem assim, é uma das melhores coisas do livro. É como se ela precisasse mesmo de uma base firme, para ir perdendo o falta de confiança nas pessoas. Sem dúvidas, o que ela passou foi muito ruim, só que ela precisa deixar o passado para trás e confiar nos amigos e em sentimentos ainda maiores.

Querida Aggie, por que as mulheres dizem que “está tudo bem” quando obviamente não está? O que “está tudo bem” quer dizer? Suspeito que seja algum tipo de código que preciso decifrar. Atenciosamente, O Confuso.

O lugar do protagonista homem é ocupado por Daniel. Ele é um excelente advogado de separação e foi inspirado pelo terrível relacionamento que os pais tinham e como isso refletiu nele e em suas irmãs. Principalmente pelo motivo ao qual a mãe ficou ligada ao marido, como forma de proteger as crianças. Isso não fez dele um babaca, mesmo ele não querendo relacionamentos, o faz de modo honesto. Só vê sua vida mudar quando vai se ligando mais àquela mulher do parque. E, assim como é bom ver Molly aprendendo sobre verdadeiros laços, é muito bom ver que ele está disposto a mostrar isso pra ela e encarar o que for. Inclusive o tempo que ela precisa para entender os pontos.

Além do relacionamento dos dois, não tem como não amar os doguinhos, que brilham nesse livro! Tanto Valentine, quanto Brutus – ok, concordo com Daniel que o bichinho não merece o nome Xarope haha -, são super fofos, tanto com a amizade entre eles, quanto com seus humanos. Principalmente entre os dois machos. Eu me diverti demais com nosso mocinho tentando domar seu cachorro emprestado e começando a desenvolver absoluto carinho por ele.

Parecia que Molly estava se deliciando, e Daniel decidiu jogar o jogo dela. Às vezes, quando você cai em uma correnteza brava, o melhor é parar de nadar contra. 

Mas, não só de cães, vivem os secundários. As irmãs de Daniel, Fliss e Harriet são bem participativas na trama, principalmente gerando ganchos para os próximos livros, que serão seus. Eu estou super empolgada pelo próximo, que terá Fliss como protagonista, e com uma história que super promete. Enquanto ela tem uma pegada mais mau humorada e dura, sua gêmea Harriet parece a doçura em pessoa. Além de Gabe e Mark, os vizinhos de Molly, que estão com ela desde o início do livro, a apoiando em todos os momentos, mesmo quando ela diz que eles podem ir.

Desde o primeiro livro que li dessa série, eu me apaixonei completamente pela escrita de Sarah Morgan. Sempre que eles entram em pré venda, minha expectativa já vai para as alturas e elas são devidamente cumpridas. Fiquei com medo de que que pudesse dar uma quebrada de ritmo, porque seriam personagens totalmente novos, mas isso está longe de ser verdade. O ritmo delicioso ainda está ali, o seu jeito de fazer uma história deliciosa, leve e que nos envolve em cada página. Temos uma nova dose de amor e amizade, que preenche os nossos corações, principalmente porque a Molly precisa disso. Sarah segue nos presenteando com personagens tão reais e emocionantes, com suas evoluções, descobertas e suas lutas. Sua narrativa é em terceira pessoa, o que torna tudo ainda melhor. Não posso deixar de dizer que torço para que a Harlequin traga ainda mais histórias dela, não somente o resto da série, mas como outros livros. Se não for pedir muito, principalmente os de Natal haha.

– Pra me ajudar? Por quê?
– Porque é isso o que amigos fazem quando a vida do outro desmorona. Não que eu saiba muito do seu passado, mas me parece que sua vida está desmoronando. 

A diagramação dessa série é uma graça a parte. Seguindo o padrão da série, temos uma ilustração do casal em uma parte de Nova York, os doguinhos estão presentes e a nova cor é um tom de rosa lindo. E, quando reunidos, os quatro livros ficam uma beleza na estante. Os capítulos são numerados, alguns deles começando com frases para Aggie. As folhas são amareladas, com espaçamento e letras confortáveis para a leitura.

Inegável que Sarah Morgan me tem presa em suas palavras e seus livros. E Simplesmente Nova York é mais uma prova que isso é verdade. Novamente, me vejo apaixonada com um chick lit delicioso, que recomendo para qualquer fã de romances leve, deliciosos e prontos para aquecer o coração. Deixo minhas cinco Angélicas e minha expectativa para o próximo livro da série.

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