Resenha ‘Em Casa para o Natal – Cally Taylor’

Oi ooooi gente! Como já falamos várias vezes por aqui, somos as loucas pela temática natalina. Não tem como negar mais esse fato. Então, quando na quinta caixa do Clube de Romance da Carina veio um livro que trazia Natal no título, sabia que tinha que ler e trazer a resenha para vocês, ainda mais nesses poucos dias antes da data! Então, me joguei no Em Casa para o Natal, da Cally Taylor. Mas, antes de falar algo, vamos a sinopse…

Ela tem a vida quase perfeita. Seu único desgosto é nunca ter ouvido as três palavras mágicas: eu amo você Assim como em seu primeiro livro, O céu vai ter que esperar!, Cally Taylor, no divertido Em casa para o Natal, une com maestria romance e comédia, mas, desta vez, com uma diferença: na época mais especial do ano, o Natal. Quando lançado na Grã-Bretanha, fez enorme sucesso, figurando nas principais listas de mais vendidos. Beth Prince sempre adorou contos de fadas e acredita que está prestes a viver um final feliz: tem o emprego dos sonhos em um charmoso cinema independente e um namorado maravilhoso chamado Aiden. Ela faz parte de um grupo privilegiado de pessoas que trabalha com o que ama, e o entusiasmo pelos filmes intensifica a busca por seu próprio “felizes para sempre”. Só há um problema: nenhum homem jamais declarou seu amor por ela. E, apesar de acreditar que Aiden é o príncipe encantado, a protagonista desconfia de que ele tem medo de dizer “eu amo você”. Desesperada para escutar essas palavras mágicas pela primeira vez, ela resolve assumir as rédeas do destino ― e acaba se arrependendo. Com Em casa para o Natal, Cally Taylor brinda o leitor com uma deliciosa comédia romântica que tem como pano de fundo o espetacular universo do cinema e os tempos festivos do Natal.

Beth Prince é uma pessoa feliz. Ela tem o trabalho que ama, em um cinema independente e acolhedor, mora com sua melhor amiga e tem um namorado incrível. O único problema que carrega é o fato de nunca ter escutado a frase ‘eu te amo’ e alguns relacionamentos fracassados. Mas, agora que namora com Aiden, ela sente que o momento chegou, que deve dizer as três palavras, para que possa ouvir de volta. Chega até a ensaiar isso com um George Clooney de papelão. E, será assim que seu caminho de cruzará com o de Matt Jones.

Matt chega ao cinema em um momento constrangedor para Beth, mas também passando por um. Afinal, ele vem sendo seguido por sua ex namorada psicótica, Alice, que não o deixa em paz e faz com que ele saia correndo do Picturebox. Ele faz parte da Apollo, empresa que deseja comprar o pequeno espaço independente e transformá-lo em mais uma unidade de seu grande conglomerado. E ele precisa convencer a senhorinha que é dona dele o mais rápido possível, afinal, sua chefe tem pressionado cada vez mais e ele precisa do bônus para que possa sustentar a si e ao seu avô.

No entanto, nenhum deles jamais se apaixonou por mim. Nem unzinho só. E não tenho a mínima ideia do motivo. Não sou uma psicopata. Não sou difícil de agradar. Não sou burra nem cruel nem egoísta. Sou apenas eu, Beth Prince, a garota adorável, doce e engraçada, mas que ainda assim leva um pé na bunda.

Beth logo vai descobrir que a intenção do homem que conheceu é a de comprar o cinema que ela tanto ama e transformá-lo numa empresa sem alma e isso a deixa muito triste, pensando que poderia ficar sem trabalho. Mas Matt conta que os funcionários terão a chance de concorrer a gerente do futuro novo local e ela sabe que tem uma chance grande, devido suas ideias. Então, pede ajuda a sua mãe para criar um plano de negócios. E, enquanto isso, também recebe ajuda de sua melhor amiga, para repaginar seu visual, já que sua super ideia de fazer com que seu namorado se declarasse não deu nada certo. Pelo contrário, ele terminou com ela.

Já Matt, além de lidar com as frequentes maluquices de Alice em sua vida, precisa lidar com a pressão da chefe e com o seu avô lhe dando conselhos sobre a vida e também caindo doente. Quando chegar o final de semana em que precisa entrevistar os candidatos ao cargo de gerente, ele vai passar a enxergar Beth com outros olhos e eles vão se aproximar bastante, mesmo em meio a acontecimentos engraçados e até mesmo dramáticos.

Nenhum homem decide que vai se tornar um babaca. Honestamente. Acreditem em mim quando digo isso.

Só que nem tudo será tranquilo. Mal entendidos vão acontecer e uma relação que podia começar a nascer, não se desenvolve. Beth, tirando a parte de seu trabalho dos sonhos, pode receber algo que sempre quis. Mas será que é a hora certa? Ou será que é realmente o que ela quer? Já Matt terá que lidar com novos tropeços no seu caminho e provações que vão destroçar seu coração. Resta saber o quanto elas o farão enxergar outros pontos de sua vida.

Bom, eu tentei dar um apanhado bem geral da história, mas tive dificuldades. Costumo dizer que é difícil falar de um livro que gostamos, mas é ainda mais difícil falar de um que ficou muito abaixo das nossas expectativas. Antes de contar o porquê, vou falar um pouco dos personagens.

Beth é uma menina que gosta do que faz. Ela realmente ama trabalhar naquele pequeno cinema, entende muito sobre filmes e está bem mesmo com isso. Está ali há 6 anos e não planejava sair, mesmo com sua mãe querendo que ela fosse para a Austrália e começasse uma nova etapa em sua vida. Inclusive, existe uns embates dela com a mãe, justamente porque a progenitora gostaria que a filha almejasse mais. Um emprego melhor, uma melhor condição de vida, objetivos maiores. Mas a pequena Prince quer seguir trabalhando com o que ama, mesmo sendo para uma empresa gigantesca e que só visa lucro. Sua parte amorosa é a que mais dá trabalho. Primeiro, podemos ver o quanto ela está envolvida com Aiden, até ela ser surpreendida com um término. Então, de uma forma muito torta, isso ajuda que ela procure mudar seu modo de se vestir e se comportar. Mas também vai render várias vergonhas. Beth vai ganhar um pouco de confiança por um lado, mas por outro, com coisas que acontecem, ainda se indaga porque não é digna de ouvir uma declaração de amor.

– Beth! – O tom sério da minha mãe desfez o meu sonho como um maçarico derretendo um sorvete. – Quanto mais cedo você perceber que a vida não é uma comédia romântica, melhor.

Já Matt tem outros problemas. Ele vem de uma família em que a mãe o abandonou, o pai casou de novo e ele acabou tento maiores laços com o avô. Ele vem trabalhando para a Apollo e sabe que precisa conseguir comprar o Picturebox para agradar sua terrível chefe. Mas, mesmo depois de ter o contrato assinado, algo o impede de entregá-lo. Enquanto isso, sua vida amorosa também vai rolando ladeira abaixo, com sua ex namorada o perseguindo e a suspeita de que ele possa ser como a mãe, sempre rondando seus pensamentos. E, quando ele tem a prova que não é bem assim, pode acabar piorando ainda mais as coisas.

Temos alguns secundários marcantes como Lizzie, a melhor amiga maluquinha da Beth, que se mete em várias confusões e recorre a outra para salvá-la. Edwina é a mãe da protagonista, uma mulher que conseguiu se tornar uma pessoa de sucesso e quer que a filha siga seus passos, mesmo sem se importar tanto com o que ela quer ou seus sentimentos. Ainda na vida de Beth, preciso dizer que ela tem um carrasco, Carl, desde os tempos da escola, que até hoje faz a sua vida um inferno e, por sinal, é uma das piores – se não A pior – coisa do livro. Já Matt tem seu avô, Jack, para dar conselhos e é uma relação muito linda. E a sua ex namorada, Alice, que é um verdadeiro tormento.

– […] O que todas elas têm em comum é o fato de que nada muda até que um príncipe… um homem… aparece e as salva. Depois disso temos o “felizes para sempre”.
– Ao inferno com isso! Salve a si mesma.

Vamos ao que não funcionou para mim. O casal não tem liga, não tem química… nada. Na verdade, nem tem muita construção. Eles simplesmente ficam juntos em um momento e já estão apaixonados. A narrativa tinha tudo para ajudar a construir um bom caminho para eles, com capítulos alternados entre os dois, mas nada. Os dois não ficam tanto tempo juntos, não tem tantos diálogos. Eu poderia tentar relevar, se houvesse alguma magia do Natal, mas não tem. Esqueça a imagem de capa, porque ela não tem NENHUMA relação com a trama. Aí entra o problema que citei uma resenha recente: a sinopse vende uma coisa, mas o livro é outra. Ainda que, metaforicamente o título se explique, o evento natalino só acontece no último capítulo, sem alguma referência a capa. Só sabemos do feriado, porque há uma troca de presentes e porque Beth tinha uma passagem para o dia 24 de dezembro.

Sobre a escrita da Cally Taylor, foi meu primeiro contado. E, apesar de não ter gostado de alguns pontos desse livro e ter achado a leitura arrastada em partes, sigo querendo ler outro livro dela. A premissa aqui é interessante, mas acho foi “vendida” errado. Acredito que a capa, sinopse e até mesmo os comentários da contra capa, acabam gerando expectativas que não condizem e afetam a leitura. A trama tem uma pegada dramédia romântica, em que torcemos para que a mocinha consiga tudo aquilo que deseja, porque ela merece. Mas enquanto esse momento não chega, vamos acompanhando suas aventuras que misturam momentos hilários, com aqueles em que gostaríamos de dar todo apoio.

Em primeiro lugar, o amor não se trata de alguém lhe dizer as três palavrinhas mágicas, mas significa ser amado por quem você é, por quem você realmente é, e não quem você acha que a outra pessoa gostaria que fosse.

Quanto a diagramação da Bertrand, por dentro, as folhas são amareladas, com espaçamento e letras confortáveis para a leitura. A capa é uma graça, me apaixonei totalmente. Mas, sendo repetitiva, não acho que condiz com a trama em si. A minha edição veio no Clube de Romance da Carina, mas é a mesma que se encontra à venda. Acho que apenas o marcador com a logo do Clube que se destaca.

Em Casa para o Natal é uma trama que poderia me ganhar muito… em outras circunstâncias. Como apaixonada pela temática natalina, eu esperava uma comédia romântica clichê da época e isso está longe de acontecer por aqui. Devido a isso e alguns fatos que deixaram o livro arrastado, deixo apenas três Angélicas.

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