Maratona de Férias 2021: ‘Bridgerton – 1ª Temporada’

Oiii oi gente. Hoje retornamos com os trabalhos aqui no blog e dando início a nossa Maratona de Férias. E a primeira matéria, para começar bem o ano, não poderia ser outra a não ser Bridgerton. A série, uma incrível parceria da Netflix com Shondaland, é uma adaptação do primeiro livro, O Duque e Eu, da aclamada série Bridgertons da querida autora Julia Quinn. Pra quem só assistiu a série sem ter lido o livro pode ficar despreocupado que esse texto está isento de spoilers. Foi difícil pra mim não sair contando tudo, mas consegui. A primeira temporada estreou no dia de Natal e foi um presentão pra encerrar 2020. Pra quem quer saber mais sobre a série literária, tem resenha de todos os livros aqui no blog. Então chega de enrolação e vamos ao que interessa. Antes de saber tudo o que eu achei da série, confere a sinopse e o trailer…

Criada por Chris Van Dusen da produtora Shondaland, a série Bridgerton, inspirada nos livros de Julia Quinn, acompanha Daphne (Phoebe Dynevor), filha mais velha da poderosa família Bridgerton, que precisa conseguir um bom casamento, mas também espera encontrar o verdadeiro amor.

A série já começa nos dando um gostinho do que será Lady Winstledown no decorrer da trama e o peso que ela terá. Ela é uma persona misteriosa que se esconde atrás de seu pseudônimo para escrever em seu jornal tudo o que acontece na alta sociedade londrina. Essa fofoqueira de plantão vai narrar todos os acontecimentos (pela voz de Julie Andrews), principalmente os escândalos, e qualquer segredo que chegue aos seus ouvidos privilegiados.

Em seguida, somos apresentados a Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), primeira filha e a quarta no total de oito irmãos, prestes a debutar na sociedade londrina. Por fazer parte da família mais fértil e uma das mais respeitadas da alta sociedade, ela já chamaria a atenção por si só, mas seu debute perante a Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) é um sucesso e ela se torna a ‘joia rara’ da temporada. Com todos os olhos voltados para ela, a pressão de não cometer nenhum deslize é maior, mas Daff foi muito bem criada por sua mãe e sabe o que fazer para se sair bem e, com sorte, conseguir um casamento feliz como seus pais tiveram.

E ela até conseguiria ser bem sucedida, se não fosse por seu irmão mais velho, Anthony (Jonathan Bailey), que assumiu o título de visconde e chefe de família após a morte do pai. Ele faz da missão da irmã um verdadeiro desastre, e Daphne vê seu posto de favorita sendo passado para Marina Thompson (Ruby Barker), a prima do interior da família Featherington, que acabou de chegar na cidade e está encantando todos os cavalheiros, em especial um dos irmãos Bridgerton, Colin (Luke Newton).

Logo que Daff começa a ver sua reputação decaindo, só restando Nigel Berbrooke (Jamie Beamish) como pretendente – um homem asqueroso e insistente – ela vai trombar, literalmente, em Simon Basset (Regé-Jean Page), recém-nomeado Duque de Hastings, enquanto fugia das investidas de Berbrooke no baile de Lady Danbury (Adjoa Andoh). A anfitriã é o único motivo para Simon ter comparecido ao evento, já que não tem intenção nenhuma de assumir seu posto na sociedade e encontrar uma futura duquesa. Ele deixa bem claro sua intenção de nunca se casar e parece falar sério.

O encontro de Daff e Simon é regado de animosidade, com suas personalidades fortes se chocando logo de cara, mas há uma pitada de atração também. Mas se não fosse a determinação do Duque em permanecer sozinho, o fato de Daphne ser irmã de seu grande amigo, Anthony, já seria um bom motivo para ficar longe dela. Só que a proximidade dos dois trará uma amizade inusitada – para desgosto do Visconde – e com ela o início de um plano esperto que pode beneficiá-los. Esse esquema se resume em Simon fingir estar interessado em Daphne, para que ela possa atrair a atenção dos cavaleiros de volta para si, enquanto que Simon terá uma folga das mães casamenteiras que o consideram o melhor partido da temporada. Uma verdadeira receita para o desastre, mas também a chama que pode acender aquele pavio de atração entre os dois.

O plano dá tão certo que atrai a atenção de Lady Winstledown, nossa Gossip Girl do século XIX rs, que não deixa escapar um detalhe sequer para compartilhar com todos, fazendo com que o plano dessa dupla dê certo. E o que não vai faltar são histórias para preencher as páginas desse famoso jornal. E quem ficará obcecada em descobrir a identidade dessa escritora é Eloise Bridgerton (Claudia Jessie), a quinta irmã dessa grande família, e uma das pessoas mais incríveis da série. Eloise quer mais da vida do que arrumar um marido e não aceita ser limitada pela sociedade, e esse jeito a frente de seu tempo e sua língua afiada nos proporcionam momentos maravilhosos, com discursos tão presentes até os dias de hoje e uma força feminista tão importante e que já naquela época estava tomando sua forma. Além disso, ela e seu irmão mais velho, Benedict (Luke Thompson), que também deseja mais da vida do que é esperado por todos, abordam temas relevantes, formam uma dupla e tanto, e sua cumplicidade e parceria são uma das coisas que eu mais amei na série.

Quem também rouba a cena é Penelope Featherington (Nicola Coughlan), melhor amiga de Eloise, que também sofre com os padrões da sociedade, mas diferente da amiga, Pen não se encaixa no padrão de beleza, fora as roupas chamativas que a mãe a faz usar e sua paixonite por Colin Bridgerton, que só a vê como uma amiga da família. Minha vontade era de guardar Penelope em um potinho e a proteger de tudo. Ela e Eloise rendem cenas incríveis também, e Pen é uma personagem que me fez sofrer demais com seu arco na história.

E muito desse sofrimento tem a ver com Marina Thompson, a senhorita que se destaca com sua presença. Não posso comentar muito sobre essa personagem sem dar spoiler, mas preciso dizer que seu arco foi bem difícil de engolir, mas, ao mesmo tempo, muito importante para se discutir. Ela levantou questões que só afirmam como a mulher é cobrada e julgada apenas por ser mulher, reforçando esse paralelo entre passado e presente, que mesmo nós, mulheres, tendo superado tanto machismo, nossa jornada ainda está longe de estar completa. Essa trama também abre espaço para que a família Featherington tenha um desenvolvimento maior, além dos protagonistas, o que me agradou demais, apesar de só passar raiva com a Portia (Polly Walker), matriarca dessa família.

E eu retorno para o nosso casal principal, que mostrou uma química ardente e interações de arrancar suspiros. E o que eu mais fiz foi suspirar por esses dois. A relação de Daphne e Simon foi se desenvolvendo de uma forma tão bonita que não tinha como não se apaixonar ainda mais por eles. Só não posso deixar de citar que uma certa cena polêmica do livro, que precisa ser discutida e não passada pano, foi modificada na série, mesmo a essência ainda estando ali, e eu gostei de como abordaram esse momento, que no livro passou super batido, e mesmo que na série não tenha sido bem explorada, eu achei que passou um recado mais claro do erro cometido.

Eu, como uma fã apaixonada pela serie literária dos Bridgertons que sou, fui com mente e coração abertos para essa adaptação, de verdade. Eu entendo que a série é baseada em O Duque e Eu, então é natural haver mudanças e histórias novas acrescentadas a trama principal. Não vou mentir, eu senti falta de algumas cenas do livro que acredito que poderiam ter encaixado na série, por exemplo: um aprofundamento na proximidade de Colin e Daphne ou sobre o passado de Simon. Mas procurei entender o motivo da exclusão e, particularmente, eu amei demais tudo o que alteraram e/ou incluíram na história, destacando o arco de Anthony que, pra mim, foi muito bem explorado. Eu já o amava nos livros, mas esse visconde está querendo pegar o lugar de Colin no meu coração. Enfim, todas essas mudanças só enriqueceram a série, até porque só os acontecimentos do primeiro livro não bastaria para preencher os 8 episódios de 1hr cada.

E precisamos enaltecer esse trabalho maravilhoso que o Chris Van Dusen, da produtora da Shonda Rhimes (‘Grey’s Anatomy’, ‘How to Get Away with Murder’), realizou com essa adaptação. Reconhecemos muito do toque da Shonda, uma das maiores produtoras da atualidade, em cada detalhe da série, com vários temas importantes como machismo e homofobia sendo abordados de forma direta, acompanhados de uma representatividade gigantesca que deu o toque diferencial e maravilhoso para a obra. E tudo isso foi feito sem perder a essência da trama bem construída criada pela autora Julia Quinn, e sim melhorando o que já era ótimo. Essa parceria da Shondaland com a Netflix não poderia ser mais certeira.

Outra coisa que eu amei foi que não nos entregaram personagens já prontos, tirados do jeitinho que conhecemos dos livros. Não, eles foram sendo construídos aos poucos no decorrer dos episódios, bem diante dos nossos olhos, e de um jeito muito bem produzido e sensato, ainda mais se a intenção é fazer mais temporadas (Aliás, oremos para que aconteça). Além do fato de terem desdobrado a história de personagens que nem foram muito abordados no livro. A Rainha Charlotte é um exemplo nítido disso, e no fim, acaba nos mostrando que até a realeza tem seus defeitos e sua cruz para carregar. A carga emocional de toda a série é simplesmente excepcional.

A série Bridgerton veio para abrir um novo caminho para produções de época e o modo que esse gênero acaba sempre sendo reproduzido de uma forma engessada e antiquada, se prendendo muito a fatos históricos que, as vezes, não são nada realistas de fato. Podemos sim contar uma história de época, mas com toques de modernidade e mais vida real, com representatividade e fazendo esse link com o nosso presente, sem perder a elegância e sofisticação da regência. Eu espero que essa série seja um abre alas para novas adaptações desse gênero tão querido por muitos, e com histórias tão incríveis quanto, esperando para serem contadas na telinha.

Pra finalizar, preciso destacar o quanto essa produção ficou espetacular visualmente, com todos os figurinos impecáveis, cenários deslumbrantes e uma fotografia linda de morrer. A trilha sonora também não fica atrás, com várias músicas atuais – como Girls Like You, do Maroon 5 e Thank U, Next, da Ariana Grande – adaptadas para uma versão clássica que foram a cereja do bolo nessa produção.

No mais, eu fico por aqui, na torcida para que a segunda temporada seja logo confirmada oficialmente e sigo panfletando essa obra prima, para que Bridgerton continue liderando o Top 10 do streaming como está no momento que escrevo este texto. Já não vejo a hora de ver meu Anthony contar a sua história agora. Ah, preciso alertar que a série é beem mais sensual do que eu esperava, então tomem cuidado rs. Se joguem nessa produção porque vale a pena cada segundo. Até a próxima!

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