Resenha ‘Em Outra Vida, Talvez? – Taylor Jenkins Reid’

Oi ooooi gente! Hoje estou aqui para panfletar sobre mais um livro de Taylor Jenkins Reid, que se tornou uma das minhas autoras preferidas. Em Outra Vida, Talvez?, apesar de ser o terceiro livro dela que falo aqui Além, foi o primeiro da autora a ser publicado no Brasil e eu nem sabia de sua existência, até ele vir em uma das caixas do Clube da Carina em 2020. Então, vou falar sobre esse livro que tem o melhor dos dois mundos. Ou melhor, das duas opções. E, antes de entender o que quero dizer, vamos a sinopse…

Hannah Martin está perdida. Aos 29 anos, já morou em várias cidades e trabalhou em incontáveis lugares – mas nada disso a ajudou a decidir que rumo dar à vida. Depois de sofrer uma decepção amorosa, ela resolve voltar para Los Angeles, sua cidade natal, pois acha que, com o apoio de Gabby, sua melhor amiga, finalmente, vai conseguir colocar a vida nos trilhos.
Para comemorar a mudança, nada melhor do que reunir velhos amigos num bar. E é lá que Hannah reencontra Ethan, seu ex-namorado da adolescência. No fim da noite, tanto ele quanto Gabby lhe oferecem carona.
Que dúvida!
Será que é melhor ir embora com a amiga?
Ou ficar até mais tarde com Ethan e aproveitar o restante da noite?
Em realidades alternativas, acompanhamos os dois cenários, com desdobramentos bem diferentes na vida de Hannah e de todos que fazem parte dela.
Será que tudo o que vivenciamos está predestinado a acontecer? O quanto disso é apenas sorte? E, o mais importante: será que almas gêmeas realmente existem? Hannah acredita que sim. E, nos dois mundos, ela acha que encontrou a sua.

O livro começa nos mostrando Hannah Martin decidindo voltar para casa. Não necessariamente o espaço físico, mas para o seu estado de origem. Isso acontece depois de descobrir que seu, agora ex, namorado é casado. Sendo assim, ela vai reencontrar sua melhor amiga, Gabby. As duas estão juntas desde a adolescência, principalmente desde que os pais e a irmã foram morar em Londres e ela passou a morar com a família da amiga. Agora que estão adultas, com Hannah mais perdida do que nunca, Gabby vai recebê-la em sua casa, junto com seu marido. Então, ela terá a chance de recomeçar. Mas antes de começar a sua nova guinada, Hannah terá sua festinha de boas vindas, com direito a rever outros amigos. E entre eles estará Ethan, seu ex namorado da adolescência, que tanto amou e marcou sua vida.

Os amigos vão ficar no bar por um tempo, se divertindo e relembrando coisas que viveram, até o momento em que Hannah precisa tomar uma decisão depois que Ethan lhe faz uma proposta. Ou ela fica com ele, curte mais a noite e o que mais pode ressurgir entre os dois, ou ela vai embora com a Gabby, para casa, e deixa o tempo dizer se ela e o ex tem chance. E é aí que começa a grande sacada desse livro. Que é o primeiro desse tipo que EU li. Porque nós temos duas linhas do tempo e nós vamos ver as consequências e os desenvolvimentos das duas opções. E eu vou falar um pouco sobre o rumo delas.

A vida é longa e repleta de um número infinito de decisões. Preciso acreditar que as pequenas escolhas não importam, que vou acabar onde tenho que acabar independentemente do que fizer. Meu destino irá me encontrar…

Ao escolher ir para casa com Gabby e seu marido, os três acabam parando em um ponto turístico. Entre risadas e fotos, infelizmente, nossa protagonista acaba sendo atropelada e ficando gravemente ferida. Ela sofre diversos ferimentos, fica desacordada por alguns dias, passa por uma cirurgia, vai precisar reaprender a andar e, o pior, ela acabou perdendo um bebê que nem sabia que estava esperando. Definitivamente, seu momento não é bom, porque tudo é um grande baque. A única coisa que podemos chamar de boa, é o fato de seus pais e irmã voltarem de Londres para vê-la. Mas tudo se torna uma adaptação, ela precisa lidar com a dor, com a emoção e muito mais. No meio de seu período no hospital, Hannah conhecerá Henry, um enfermeiro que fica responsável por um do turnos dela e uma amizade nascerá entre os dois. Mas, até mais do que isso. Um novo amor por estar no caminho de Hannah, no momento em que ela escolheu ir para casa naquela noite.

Só que o livro também nos mostra o que aconteceria se ela tivesse ficado com Ethan. Eles passa a noite toda conversado, comem o famoso “podrão” e, então, acabam dormindo juntos. O clima entre eles fica cada vez maior e melhor, até mesmo um cachorrinho aparece no caminho deles. E um bebê também. Se, na outra linha do tempo, ela acabou perdendo o bebê, dessa vez, ele ta bem ali com ela e, apesar do impacto da notícia, ela fica feliz. Mas, Ethan fica um pouco perturbado com tudo e se afasta. Hannah precisa, mais do que nunca, de um emprego e estabilidade. E, depois de um almoço com os pais de Gabby, que a acolheram antes, agora ela ganha uma nova chance, quando pai da amiga oferece um emprego na clínica em que trabalha. Então, resta saber se o seu caminho e o de Ethan voltará a se cruzar nessa escolha.

Isso significa que estou aqui hoje, viva, porque fiz as escolhas certas, por mais breves e insignificantes que possam ter parecido à época. Eu fiz as escolhas certas.

Algumas coisas, acontecem em ambas as linhas temporais, como o bebê que ela espera, ainda que o destino reserve um desenrolar diferente. Acontece algo também com Gabby, referente a seu casamento. Alguns indícios, nos fazem ficar com um olhar suspeito para o casal e vamos ter respostas, mas, ainda que o resultado final seja o mesmo nesse caso, o caminho até ele que vai mudar. O final, além dos pontos óbvios que vão mudar, também tem um pedaço igual, como a exaltação da teoria dos universos e o quanto a nossa vida não pode estar acontecendo de uma outra forma, mesmo que a gente cruze com as mesmas pessoas, tudo isso em outro universo. *Oi, Flash, cuidado com o que você brinca!*

Eu escolhi não falar muito sobre a trama em si, só passar muito por cima sobre o que está no caminho das escolhas que a Hannah tomará, porque é muito legal poder acompanhar as coisas que vão acontecendo e que a gente tem a possibilidade de comparar. Então, vamos falar sobre os personagens, começando com Hannah Martin. Ela é uma mulher com quase 30 anos, que está perdida. Acho que não tem melhor definição do que essa. Ela não sabe onde é seu lugar no mundo, mesmo depois de passar por vários estados, acaba de sair de mais uma relação horrível, que piora ainda mais quando ficamos sabendo que o cara era casado. Ela não tem casa, não tem emprego, sequer tem objetivos. Então, ela decide voltar para Los Angeles e encontra uma base de ajuda, nos braços da sua melhor amiga. Independente da linha do tempo em que seguimos, é notório o quanto Hannah vai crescendo no decorrer do livro, ganhando confiança, se entendo com a família, revendo e criando objetivos e vendo o que vai ser o melhor para ela. E é lindo poder ver tudo isso.

Fazemos escolhas, grandes e pequenas, todos os dias das nossas vidas, e essas escolhas têm consequências. Temos que lidar com essas consequências de frente, para o bom ou para o mal. Não podemos apagá-las simplesmente dizendo que essa não foi nossa intenção. Destino ou não, nossas vidas continuam sendo o resultado das nossas escolhas. Estou começando a achar que, se não nos apropriamos delas, não somos nossos próprios donos.

Outra parte tão importante nesse livro é Gabby. Ela é a melhor amiga que todos nós gostaríamos de ter. Ela está ali, chama atenção, mas dá todo o apoio. Se preocupa, torce junto, vibra com os momentos bons e segura a peteca quando o momento é difícil. Ela também irá passar por sua provação, ao sofrer um baque, mas é interessante como ela vai lidar com isso, porque são reações distintas, mas super humanas. O que fica claro é que ela é o porto seguro da Hannah, assim como Han é o dela. A gente torce demais por essas amigas maravilhosas e só quer a felicidade delas.

Não posso deixar de falar sobre Henry e Ethan. Acho engraçado que sempre sofremos com triângulos amorosos e com a grande dúvida que é a “com que ela vai ficar”. E é por isso que disse que TJR nos deu o melhor dos dois mundos e das duas opções, ao nos apresentar o caminho que leva até os dois. Ok, vou admitir que tenho um preferido entre os dois, mas foi incrível por ter a visão de ambos os mocinhos assumindo o lugar de dono do coração. Eles tem personalidades diferentes, agem de formas diferentes, mas nos conquistam a seu modo. Henry é um enfermeiro, que tem um lindo motivo para estar naquela profissão. Ele conhece Hannah em seu momento de maior sofrimento e consegue arrumar modos de aquecer o seu coração e lhe oferecer um pouco de felicidade. Já Ethan é o primeiro grande amor. Um cara também legal que, se assustou com a chegada de um bebê, mas quando consegue ordenar seu pensamento, vai colocar a mulher que sempre amou, em primeiro lugar.

– […] É uma interpretação legítima da mecânica quântica. É perfeitamente possível que a cada vez que tomamos uma decisão, haja uma versão de nós mesmos em algum lugar que escolheu seguir por outro caminho. Um número infinito de versões de nós está vivendo as consequências de cada possibilidade das nossas vidas.

Sobre a escrita da Taylor, como disse lá em na introdução, ela se tornou uma das minhas autoras preferidas e estou aqui para enaltecer tudo o que ela escreve. Simplesmente, porque ela merece. Obviamente, depois de ler seus outros dois livros, pegar esse, dá para enxergar uma diferença. Principalmente na estrutura do texto. Mas não no fato dela ser maravilhosa. E, principalmente, na habilidade que ela tem de nos envolver na sua trama. E ela ganha pontos absurdos, com o fato dela nos dá dois lindos caminhos para acompanhar, alternados pelos capítulos. Sua escrita continua super leve, gostosa, fluída e com risadas garantidas, assim como um toque mais dramático. Impossível não ficar apaixonados pelos caminhos que Hannh Martin trilha em sua vida.

Quanto a diagramação, a Record trouxe uma capa diferente da original, já que a nossa segue o caminho de ilustração super fofinha. Eu adoro ela, ainda que seja um contraste gigante entre as outras publicações da autora, mas se explica, já que são editoras diferentes. Por dentro, as páginas são amareladas, com espaçamento e letras confortáveis para a leitura. Como disse antes, os capítulos alternam as realidades que Hannah está vivendo, mas isso não é sinalizado.

Talvez eu esteja vivendo outras vidas em outros lugares, mas não consigo me imaginar sendo tão feliz em nenhuma delas como estou nesse momento, hoje,

Em Outra Vida, Talvez?, fi uma gigantesca surpresa, literalmente falando, já que veio em uma caixa de Clube de Leitura, mas que me trouxe um quentinho pro coração e vários sorrisos. Eu amei demais a história e super recomendo para quem está atrás de uma história leve e gostosa. O único motivo pelo qual darei “apenas” quatro Angélicas, é o fato de ter lido outros da autora antes e achar eles ainda melhores. Então, é uma forma de não ser injusta na avaliação.

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