Resenha ‘Livre – E L James’

Oi ooooi gente! Hoje eu vim trazer a resenha de um livro muitíssimo esperado, Livre. São mais de dois anos e meio desde que E L James publicou Mais Escuro, e seis, desde que Grey foi lançado. Muitos fãs já não acreditavam que ela terminaria a trilogia pelos olhos de Christian, até o dia em que ela anunciou em suas redes sociais que estava voltando a escrever Freed. Finamente chegou o momento de encerrar o universo Cinquenta Tons. Mas, antes de entregar mais alguma coisa, leiam a sinopse primeiro…

Você foi convidado para o casamento da década: Christian Grey e Anastasia Steele estão prestes a dizer “sim” e começar uma nova fase de suas vidas. Mas será que ele realmente deve se casar? O pai tem dúvidas, o irmão quer organizar uma baita despedida de solteiro e a noiva não pretende obedecer…
Além disso, o casamento tem suas dificuldades. Embora a paixão do casal esteja mais quente e mais intensa do que nunca, o espírito desafiador de Ana continua a despertar os medos mais sombrios de Christian, colocando à prova sua necessidade de controle. Enquanto antigas rivalidades e ressentimentos colocam os dois em perigo, um desvio inesperado no percurso ameaça separá-los.
Christian conseguirá superar a infância traumática e a juventude turbulenta e se salvar? E, uma vez que ele descobrir suas origens, será possível encontrar perdão e aceitar o amor incondicional de Ana?
Christian poderá enfim ser livre?

Assim como aconteceu com Mais Escuro, Livre começa exatamente onde o anterior parou. Ou seja, não vamos reencontrar o casal em lua de mel, mas sim logo após Christian fazer o pedido de casamento à Anastasia, dessa vez com flores, corações e um lindíssimo anel. Eles vão ter acabado de fazer amor e já vão começar a decidir algumas coisas para a celebração, afinal, Grey não está disposto a esperar muito para poder chamar Ana de sua, agora oficialmente. Só que o momento vai ser interrompido, afinal, se o CEO já passou pela dura conversa com a sua mãe sobre o seu relacionamento com Elena, ele ainda precisa encarar o seu pai de frente e Carrick não será nada calmo sobre isso.

Ele terá que passar por isso, assim como logo verá que a imprensa já sabe sobre o noivado e está em busca de fotos suas e Ana. Além disso, precisa lidar com as investigações sobre a sabotagem em seu helicóptero e tudo isso mexe muito com sua cabeça, por causa da preocupação que algo atinja a mulher que ama, mesmo que seja para se vingar dele. No lado do casamento, Ana vem preparando todos os detalhes para a cerimônia e ele participa das decisões. Mas, seu jeito cabeça dura e a necessidade que sente por algumas coisas, pode colocar tudo em risco, quando ele quiser que Anastasia prometa, durante os votos, obedecer. O que Ana não está disposta a aceitar. E, como todo casamento, Christian também precisa passar pela despedida de solteiro que seu irmão faz questão de preparar para ele.

– […] A vida nem sempre vai seguir da sua maneira. A chave é reconhecer esses momentos. Às vezes, é melhor entregar a batalha para ganhar a guerra. Comunicação e compromisso: é disso que se trata um casamento.

Depois de todo preparativo para as bodas e passar por elas, a lua de mel chega e eles passam a viver vários momentos encantadores juntos, mas também outros controles. E, logo Christian, não só se vê cercado dos sentimentos conflitivos que sente quando ele e Ana se envolvem em brincadeiras que resultam em marcas, como precisa entender quais os limites que ela impõe. Também irá se deparar com novas ameaças a sua segurança e a de sua esposa, que vão mexendo cada vez mais com seus nervos. Eles precisam voltar, recomeçar suas rotinas e Grey quer pegar a pessoa que está por trás de tudo.

Conforme os dias vão passando, eles entram em uma deliciosa rotina de recém casados, mas a vida com um cara maníaco por controle não é sempre muito fácil e Christian também pode se irritar quando Anastasia não faz o que ele pede. Só que vai aprender, de maneira um pouco traumática, que nem sempre tudo vai ser como quer e ele que lide com isso. E, muitas vezes o que sai do seu controle, são coisas que deixam Anastasia triste, como um acidente que seu pai sofre. Por mais que ele possa proporcionar bons hospitais e bom tratamento, também precisa torcer para que tudo se ajuste.

Quando pensar que, finalmente, os dois recém casados vão ter um pouco de paz, uma nova bomba vem para sacudir o mundo deles, com o anúncio da gravidez. Christian não está pronto para ser pai e não vai ter a melhor das reações a notícia. E vai acabar criando novos atritos entre os dois, especialmente porque ele acaba envolvendo um fantasma de seu passado e Ana não vai aceitar isso numa boa. Só que, Jack Hyde também está a espreita da família Grey e vai colocar a vida de mais de um membro em risco. E tudo isso vai colocar as coisas mais ainda em perspectiva para Christian.

A mulher que é o amor da minha vida está sentada ao meu lado, feliz e livre acima da terra. E, pela primeira vez em algum tempo, uma sensação de paz me invade. Estamos juntos, aninhados no céu, e meu coração está preenchido, transbordando. 

Bom, a trama de Livre não é bem uma novidade. Fiz até mesmo um resumo, muito mais do que resenha, dos acontecimentos, porque nós já conhecemos eles. Sabemos o caminho que Christian e Ana vão precisar percorrer. A novidade é que será ele a contar os fatos. E, com isso, vamos ter muita coisa adicionada e muitas respostas dadas. E, para mim, é onde os livros narrados pelo Grey, ganham. Começando com o período pré- casamento. São muitos momentos a mais, quase 200 páginas de conteúdo totalmente inédito. Os momentos em que Elliot arrasta Christian para a despedida de solteiro foram uma sacada sensacional da autora. Eu sempre senti falta de contato dos protagonista com os secundários, sejam família ou amigos, e ela supre isso aqui. Você se diverte com a ideia do irmão mais velho para o mais novo, a implicância entre eles. Mais para frente, mais momentos irão aparecer, seja com Mia, com Grace ou Carrick, até mesmo com os funcionários.

Eu sou uma entusiasta de livros narrados pelos homens. Eu amo demaaaais, mesmo quando eles só servem para recontar uma história conhecida. Sempre acho que acrescenta muita coisa. E, não só isso, acho que é uma forma de conhecermos os ditos mocinhos, de uma forma menos fantasiosa. Os defeitos deles estão mais visíveis, sem o prisma enfeitado que costumam ter, quando narrados pelas mulheres. E é assim que enxergo Christian. Já disse nas resenhas dos volumes anteriores, que esse é o livro em que ele mais me irrita e tem atitudes que eu não gosto. E, ainda que não justifique de forma alguma o que ele faz, também é interessante ver as situações estando na sua pele. Ver o momento dos chupões ou das marcas de algema, como ele se sentiu quando soube de Jack invadindo o apartamento, com a palavra de segurança sendo usada, ou com a visita da Leila. O momento em que ele descobre a gravidez, a conversa com Elena ou a ligação do banco… tudo isso é muito bom ver pelos seus olhos. Christian é inseguro, por incrível que pareça. Ana trouxe um lado que antes não era acessado por ele e isso deixa ele em um pé diferente do que o CEO dono de seu próprio universo. E digo isso não só em relação a ela, mas aos seus pais também.

Ficamos sentados ali, em um silêncio confortável e afetuoso. Há três meses, nunca teria me imaginado capaz de fazer isso. Não. Há dois meses. Eu mudei em um grau que mal me reconheço. O vestígio de duvida e apreensão que senti mais cedo se dissolve. Ana está segura, nos meus braços. E eu estou seguro… com ela.

Christian se surpreende a cada vez que entende o quanto os seus pais lhe amam, o quanto eles estarão ali por ele, o quanto ele precisar. E isso mostra o quanto o homem é frágil. O quanto ainda tem muito daquele menino de quatro anos, que passou por coisas horríveis. E, os momentos no hospital, em que ele não só conversa com a mãe, mas em que eles finalmente se abraçam, em Christian desaba, mexeram muito comigo. Depois, quando descobre a ligação que tinha com Hyde, precisando que Carrick e Grace preencham lacunas para ele e vem mais uma gama de informações, são muito lindas e emocionantes. Como já disse, amo como nos livros em que ele narra, podemos ver sua relação com os irmãos, principalmente Elliot. A interação entre eles é super divertida, assim como os momentos mais sentimentais são fofos. Por sinal, também é super engraçado o incomodo que Christian segue sentindo por Kate e como ele fica “sério mesmo, irmão?” com algumas escolhas do mais velho. Temos um pequeno momento entre ele e sua irmãzinha, Mia, apenas um almoço, mas algo que faltava nas versões de Ana. Por sinal, ele cercando Ethan para saber suas intenções também é um show à parte.

Conhecer Ana pela visão do Christian, é tão idealizada, quanto quando é ela que está contando a história. Mas, também gosto como podemos enxergar como ela é uma mulher incrível. Pela narrativa dela, temos a visão de uma pessoa mais bobinha, sem atitude, mas Grey nos mostra que ela tem sim seus momentos intempestivos e decididos, que sabe colocá-lo no lugar. Inclusive, é pelo modo como ela age e por coisas que ela fala, que o Christian acaba achando que ela pode ir embora. Porque ele sabe que errou, ele sabe que ela falou muitas verdade e não sabe como consertar. Eu enxergo a Ana tão mais grandiosa, mais poderosa, quando vista pelos olhos do Christian. Acho que é porque a tal deusa interior mais atrapalha do que ajuda haha.

Não tenho defesas contra ela. Eu a amo. Antes de Ana, eu não sentia nada. E agora, sinto tudo. Cada emoção é muito intensa. É difícil de processar. Difícil de compreender.

Falando sobre a Erika, eu gosto muito da escrita dela, ao menos em Cinquenta Tons. Podem ter mil críticas a fazer, seja para a história ou até mesmo para ela, mas estou aqui com meus paninhos prontos para serem usados. Acho que ela trouxe uma nova era pra literatura, afinal, é inegável o boom que seus livros tiveram, afinal, quantas pessoas não voltaram ou passaram a ler depois que Christian Grey apareceu em suas vidas?! Acho sim que ela ainda precisa se provar além desse universo, porque Mister não me convenceu. Mas não posso negar que eu amei esse livro e o desenvolvimento que ela deu a ele. Trouxe muita coisa nova, não tornou maçante as que a gente já conhecia e me fez terminar com o coração apertadinho de saudade. Voltei tantos anos no tempo, para quando finalizei Cinquenta Tons de Liberdade, pela primeira vez. Os capítulos são divididos pelos dias que transcorrem, mas não achei eles tão grandes quanto nos livros anteriores. Ou talvez eu tenha me jogado tanto na leitura, que eu não senti as mais de 700 páginas que tem. O que prova que a sua escrita vem ainda mais fluída, evolvente e sensual. No final, valeu bastante a espera pelo final feliz de Christian e Ana, agora contado pelo ponto de vista dele. Você entregou tudo, Erika, você sabe que entregou.

Falando sobre diagramação, como a Intrínseca vem fazendo desde Cinquenta Tons de Cinza, eles mantiveram a capa original. Para a minha tristeza, nesse caso, porque eu não consigo gostar dessa capa. Acho feia demais, o ponto de cor no corações, parece filtro de Instagram, os dedos muito focados. Já comentei que acho que ela ficaria mais bonita se os dedos não tivesse me zoom e o ponto colorido fosse a própria aliança. Enfim… Por dentro, os capítulos são sinalizados pelos dias, temos aquela arrumação já conhecida dos e-mails entre os dois. Temos espaçamento e letras confortáveis para a leitura, mas a gramatura das páginas vem fina, como em Sol da Meia Noite, o que faz com que sejam levemente transparentes. Não incomoda a leitura, mas é diferente dos livros anteriores.

Essa mulher me desarmou a cada passo. Ela quebrou todas as minhas barreiras, abriu-me completamente e me iluminou por dentro. Ela não aceita nenhuma das minhas merdas. Expulsa a minha escuridão como a guerreira que é, e me deu esperança porque me ama. Eu sei disso.

Livre vem fechar, de vez, o mundo de Cinquenta Tons. Quem diria que uma fanfic de Crepúsculo, se tornaria tão gigante como é agora. Para o Além, ainda tem um toque especial porque, querendo ou não, deu base para que a gente nascesse. Me sentindo muito sentimental, tendo amado sim e muito o livro e querendo colocá-lo em um potinho gostoso de lembranças, deixo minhas cinco Angélicas.

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