Resenha ‘Depois do Sim – Taylor Jenkins Reid’

Oi ooooi gente! Hoje eu vim falar de mais um livro de Taylor Jenkins Reid, Depois do Sim. E, vou logo adiantando, eu estou aqui para enaltecer e propagar toda e qualquer coisa que essa mulher escreva. Não nego mais que ela se tornou uma das minhas autoras preferidas e sempre me surpreende em seus livros. Nessa história, TJR vem falar sobre a vida depois do esperado “sim”, da vida no período que seria o “felizes para sempre”. Só que, talvez, não seja bem assim. Mas, antes de entregar mais sobre a trama, fiquem com a sinopse…

Depois do sim é uma leitura leve, divertida e ao mesmo tempo tocante e profunda sobre a complexidade dos relacionamentos que dão sentido às nossas vidas.
Após onze anos de casamento, Lauren e Ryan chegam à triste conclusão de que não estão felizes juntos.
Esse poderia ser o fim, mas para os dois é só o começo. Eles vão passar por um ano diferente de tudo aquilo que já viveram, no qual aprenderão muito mais sobre si mesmos do que seriam capazes de imaginar.
Depois do sim é uma história sobre o que acontece quando a paixão parece não estar mais lá. Sobre as várias facetas do amor. Sobre aprender a mantê-lo, perdê-lo, redescobri-lo e aceitá-lo como ele é. Acima de tudo, é a história de um casal preso nas armadilhas de seus hábitos e manias, mas disposto a buscar um novo e inusitado caminho para fazer dar certo.

Lauren e Ryan se conheceram na faculdade. De um jeito fofo e tímido, depois de se notarem por algumas vezes, os dois acabaram se aproximando e logo engataram um romance, com o amor crescendo cada dia mais. Quando ele vai conhecer a família da amada, logo a mãe e os irmãos se encantam com ele e vão estreitando laços. O tempo passa, eles se formam, começam a morar juntos, faltando só oficializar tudo. E, de uma forma que acaba sendo tão eles, o pedido rola, o sim é dito e começam a vida a dois, de forma oficial.

A vida de casados começa com o que, poderíamos chamar de “mal presságio”, quando um problema acontece logo no início da lua de mel, mas isso não abala os dois. Eles superam e seguem em frente, porque a felicidade é maior que tudo. Os anos vão passando e eles vão conquistando suas coisas, Lauren vai para um emprego melhor e o que mais quer é mudar de casa e Ryan, com seu jeito especial e pronto para agradar a amada, consegue que eles aluguem o local que ela se encanta. Tão felizes, eles decidem adotar um cachorro, que se torna um filho para eles. Tudo isso, é o lado feliz do casamento. Até o dia que brigas, discussões, incômodos e outros detalhes, começam a minar o relacionamento. Eles estão juntos há 11 anos, sendo seis de casados, e Lauren começa a se perguntar se eles ainda se amam.

Estávamos apaixonados e encantados com a novidade do casamento. As palavras marido e esposa pareciam ter um brilho todo particular. Eram simplesmente mais divertidas de falar do que qualquer outra que conhecíamos. 

Mas, o que vai ser o maior despertar do que está acontecendo é quando eles voltam de um jogo. Um jogo na qual Lauren não queria ir, Ryan não sabia onde estacionou o carro e tudo isso gera uma briga entre os dois, que só piora quando chegam em casa e não conseguem mais segurar coisas que pensam. Então, ela vai ter a coragem de dizer o que ambos sabem: eles não se amam mais. E isso, combinado com várias outras coisas, está deixando os dois infelizes e estragando todo o amor que sentiram por anos. Mas, ao mesmo tempo, também não querem desistir de vez do relacionamento. Então, começam a anotar o que poderiam fazer para tentar mudar a situação e recuperar o afeto, o respeito e o casamento. E chegam na ideia de passar um ano separados. Sem se ver, sem se falar, até mesmo por mensagens. Lauren fica com a casa e o cachorro e, no fim desse tempo, vão decidir se querem voltar.

Não querendo ver o seu marido ir embora, Lauren decide ir para casa de Rachel, sua irmã, e contar tudo o que está acontecendo. Ela também sabe que precisa contar para a mãe e o irmão sobre sua separação – ainda que não definitiva – de Ryan, mas lhe falta coragem. Mas, as chances dessa conversa surgir vão acontecer em momentos improváveis e a mulher vai ver que ela pode contar com todo o apoio, força e amor da sua família. Eles que vão mostrar o quanto ela é corajosa por, mesmo da sua maneira diferente, lutar pelo seu casamento. Sua avó tem um pensamento mais conservador, mas vai respeitar a decisão da neta. Só que não será fácil. Lauren sofrerá de saudades, questionará o quão acertada é essa decisão, terá ciúmes da possibilidade de Ryan estar com outra pessoa… até começar a pensar em viver. Aproveitar esse momento em que pode se redescobrir.

“Nesse caso não existe fracasso nem vitória nem derrota”, ela garante. “É a vida, Lauren. É um amor, um casamento. Se você ficar casada por um determinado de número de anos felizes e depois decidir que não quer continuar assim e decide ser feliz com outra pessoa, ou fazendo outra coisa, não é um fracasso. É a vida, só isso. O amor é assim mesmo. Por que isso seria um fracasso?”

Não vai ser fácil. Aprender que pode viver sozinha, que pode descobrir novas atividades e, até mesmo, um novo caso. Não digo amor, porque nem ela mesmo estava pronta para esse sentimento, mas para se relacionar, de forma leve, sem cobranças, pela curtição do momento. Enquanto ela vive esse momento, também vê sua mãe com um namorado mais sério, a irmã batalhando pela seu sonho de ter a própria confeitaria e o irmão mais novo começar sua própria família, com esposa e filho. É um mix entre ficar feliz por todos e sentir que falta uma pessoa para dividir tudo aquilo, a falta que Ryan deixa. Ao mesmo tempo que também descobre que pode passar por tudo isso sem ele. Resta saber como ele se sente também e se esse ano separados vai servir para deixar os dois ainda mais fortes e entendendo o quanto se amam e desejam ficar juntos. Ou se servirá para que entendam que a relação chegou ao fim e precisam ir cada um para o seu lado.

Parece que falei bastante coisa, mas acreditem, não citei metade do livro. Só que é hora de falar sobre os personagens. Lauren é uma mulher forte. Não consigo defini-la em outra palavra, pela coragem que ela tem de falar a verdade sobre o relacionamento. Ele está fracassando e não adianta mais empurrarem com a barriga. Não é fácil entender que o amor que sentiu pelo mesmo homem, há 11 anos, não é mais o mesmo. E, ela banca essa decisão. É verdade que ela se questiona várias vezes, que ela deseja voltar a estar com ele. Mas também entende que precisa passar por aquilo, para tentar recuperar as coisas. Eu admiro essa força. Não quer dizer que não doa, porque doí. Mas ela tenta e consegue. Começa com coisas pequenas, como comprar uma colcha florida, mas acho que o importante é realmente descobrir que ela mesmo se basta. Que se ela decidir ficar com Ryan é porque quer e o ama, não porque precisa dele.

“Não só é importante como eu diria que é impossível.”
“Ser feliz?”
“Ser feliz o tempo todo.”

É difícil falar tanto de Ryan, afinal, ele acaba não aparecendo tanto. O livro é narrado em primeira pessoa, pela Lauren, e eles levam a sério o tempo que se determinaram para ficar sem se falar. Mas, dá para perceber que ele foi um adolescente apaixonante e se tornou um bom homem. O tempo deteriorou o relacionamento, ele mesmo se calou em vários momentos, seja para evitar brigas ou por achar que não valia a pena. Mas, ainda ama a esposa. Temos isso em pequenos detalhes. Na forma como eles se despedem, em e-mails que são salvos como rascunhos, pela forma como vai estar lá, quando Lauren precisar. Ele comete erros, mas também quer poder superá-los. Tanto Ryan, quanto a mulher, cometem seus erros e agora precisam refletir e ver se vale a tentativa do recomeço.

A família de Lauren é um show à parte, entre os personagens principais. Rachel, sua irmã e confidente; Charlie, o irmão mais novo e que vivia afastado; Leslie, a mãe preocupada e Louis, a avó querida. Esses quatro também vão ter acontecimentos e que vão gerar muito carinho. Leslie está tendo seu primeiro namorado sério e isso causa estranheza nos filhos, mas também nela mesma. Rachel é quem mais escuta Lauren e troca confidências. Ainda que existam fatos em que discordem ou pensamentos diferentes, elas estão prontas para se dar todo o apoio. Já Charlie, sempre foi mais afastado das irmãs, o único menino e com uma diferença maior de idade. Aumentou quando ele foi morar em outro estado, mas agora vai voltar para casa. Está pronto para começar sua própria família e vai contar com a ajuda das mulheres da sua vida, ainda que sinta muita falta de seu cunhado e amigo. Vó Louis é uma graça a parte, não tem papas na língua, acha que tudo deve ser do modo como era em sua juventude, mas tem os melhores conselhos. Lauren ainda tem Mila, sua amiga do trabalho, para quem conta as coisas que estão acontecendo e quem oferece suporte nesse momento. Ou seja, se preparem para amar todo mundo, porque super dá!

Minha avó sacode a cabeça de leve. “Só porque dá para levar a vida sem uma pessoa não significa que a gente queira isso”, ela rebate. 

Como disse lá no início, eu estou aqui para enaltecer e propagar as palavras de Taylor Jenkins Reid. Meu Deus do Céu, quando termino seus livros, só me pergunto “ela tem algum que seja mais ou menos?”. Ela cria personagens maravilhosos, que nem de longe são perfeitos e tem muitos pontos que podem parecer com a gente ou com pessoas que conhecemos. Para reforçar meu olhar sobre ela, mais uma vez temos uma protagonista forte, mesmo com seus medos, suas dúvidas e seus sofrimentos. Muitas coisas que aconteceram no livro, mesmo que não tenham acontecido na minha vida, ainda sim me levaram a refletir atitudes. É isso que eu gosto quando uma autora trás uma trama do pós casamento. Não aquela fase em que o amor está no auge e a felicidade dos recém casados é contagiante. Existe a rotina, os desentendimentos e, ver isso retratado em livros, em que podemos olhar a situação de fora e pensar “hm, eu faria diferente”, realmente nos leva a ver como conduzimos as coisas na nossa vida real. Acabei usando mais uma leva de post-its, mas que valeram a pena. A Taylor vem nos mostrando que muitas vezes não precisamos redescobrir o amor pelo nosso parceiro, mas por nós mesmos. Entender que bastamos, que podemos nos fazer felizes. Que precisamos disso, para poder fazer outra pessoa feliz também. A sua escrita continua muito cativante e envolvente, desde o primeiro momento. Ela nos atiça o tempo todo e isso me deixa louca para devorar as páginas, daí depois vem o sofrimento por terminar rápido. TJR também nos faz chorar e sorrir, em um curto espaço de tempo, mostrando o quanto pode tornar tudo tão emocionante. O livro é narrado em primeira pessoa, sendo apenas pela Lauren.

Falando sobre a diagramação, mais uma vez a Paralela trouxe uma capa bem diferente da original. Lá fora, eles fazem uma brincadeira com uma torrada queimada, aqui a editora trouxe um carro com as tradicionais latinhas presas no carro, para o pós cerimônia. Por dentro, é o padrão dos livros da TJR, páginas amareladas, com espaçamentos e letras confortáveis para a leitura. A história é dividida em cinco partes, que tem um “tema”, mas os capítulos não são numerados.

Aprendi que o amor e romance não são necessariamente a mesma coisa. Aprendi que nem todo mundo quer uma coisa ou a outra. Aprendi que o que precisamos e o que queremos têm muita importância no amor.

Depois do Sim é mais um livro maravilhoso que Taylor Jenkins Reid nos proporciona. Novamente ela me fez refletir, me fez chorar, me fez sorrir, me emocionou. O casamento não é sempre um mar de rosas, é difícil, exige dedicação e acho incrível como ela retratou um lado que ninguém quer falar. Isso vale muito. Sem dúvidas, mais um livrão que ela entrega e leva as cinco Angélicas.

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