A Hora do Chá ‘Herdeira em Seda Vermelha’

Oi ooooi gente! Hoje é dia da nossa A Hora do Chá e eu venho falar sobre Herdeira em Seda Vermelha, da Madeline Hunter. Esse é o segundo livro da série Herdeiras do Duque, que começou com Herdeira Profissional. A Editora Charme é responsável pela publicação dos livros por aqui e, mesmo tendo as Terças Charmosas, esse livro vem para a quinta, por causa da nossa coluna especial de romances de época. Antes de falar alguma coisa sobre essa trama, que teve o pontapé inicial com a morte do Duque de Hollinburgh, vamos a sinopse…

Nesta série brilhante de Madeline Hunter, autora bestseller do New York Times, um misterioso legado traz uma vida totalmente nova ― e um amor totalmente novo ― a três mulheres desavisadas… Com um golpe inesperado de sorte, a vida de Rosamund Jameson se transforma. De lojista batalhadora, ela se torna uma herdeira ― e coproprietária de um novo negócio. Não apenas sua fortuna repentina permitirá que ela mude sua chapelaria para a moderna Londres, como Rosamund será capaz de proporcionar a sua irmã mais nova uma entrada adequada na sociedade. O único obstáculo para a engenhosa Rosamund é seu parceiro de negócios arrogante e irritantemente bonito… Kevin Radnor está chocado que seu falecido tio, o duque de Hollinburgh, deixou metade de sua empresa para uma estranha ― pior, uma beldade sedutora que só pode atrapalhar seu empreendimento. Mas Rosamund insiste em uma sociedade ativa e igualitária, então Kevin embarca em um plano: um jogo sedutor que levará a um casamento de conveniência, o que confere a Rosamund o status social de que ela precisa e garante a ele uma parceria de negócios com uma sócia silenciosa, como ele deseja. No entanto, quando esse cavalheiro carismático lança mão de seu habilidoso flerte, ele começa a se perguntar quem está seduzindo quem ― e se ele pode aprender a se doar, mente e corpo, sem perder o coração…

Desde que o testamento do falecido Duque de Hollinburgh foi revelado, a família Radnor anda em polvorosa. Nem as irmãs, muito menos os sobrinhos, aceitam muito bem a decisão do homem de deixar grande parte da fortuna para três desconhecidas, enquanto os parentes não estão em boa situação. Depois que Chase achou a primeira delas, Minerva, eles ainda esperam pelas outras. Ou melhor, não esperam. Se elas não forem encontradas até um ano após a morte, eles passam a ter direito a herança. E, ninguém mais que Kevin Radnor deseja encontrar a próxima. Afinal, ela herdou metade de sua empresa e ele não pode fazer nada sem ela.

E, apesar do casal Chase e Minerva trabalharem com investigações e estejam procurando por Rosamund, quem a encontrará de fato será o próprio Kevin, no que podemos chamar de golpe de sorte. Enquanto ele estava em um bordel, acaba ouvindo o nome da mulher que agora é sua sócia. Ela produziu o chapéu que foi entregue para ume menina da casa, mas isso é suficiente para Radnor se ligar. Dessa forma, ele vai pedir para que Minerva seja aquela que vá encontrar Rosamund pessoalmente. Não só por ser mulher, mas também porque ela já esteve naquele papel, a herdeira recebendo a notícia do ato do duque.

– Sinceramente, Chase, às vezes, é impossível suportar a sua família – disse ela, furiosa.
– Minhas sinceras desculpas, Minerva. Chase. De verdade. Eu acabei de encontrá-la. Finalmente encontrei Rosamund Jameson.

Só que, diferente da primeira herdeira, ela sabe de onde o duque a conhece e fica grata pelo o que ele fez por ela. Agora deseja expandir seu negócio de fabricação de chapéus para Londres, então, vai para a cidade encontrar com Minerva. Já Kevin não aguenta a ansiedade para finalmente falar com a mulher com quem terá que dividir a empresa e o terá participação no seu projeto secreto. Ele tentará fazer com que ela assine um documento onde lhe dá total controle da empresa, mas descobrirá que ela não é uma mulher bobinha. Ela sabe muito bem o que isso significa e não vai ceder. Enquanto ela abre sua loja nova, também vai tentar se inteirar sobre o que Kevin está criando.

Kevin, que pode até se estressar com algumas coisas acontecendo de forma diferente do que esperava, também vai se encantar pelo jeito de Rosamund. Mas, isso não significa que ele vai se deixar levar pelos seus desejos. Ele vai se tornar protetor em relação a ela, principalmente quando chegar a hora de enfrentar a parte terrível da sua família – afinal, dos Radnor, só se salvam Chase, Kevin e Nicholas – e vai ajudá-la até mesmo sobre os seus modos. A ideia de um casamento por conveniência surge, mas a jovem rejeita a ideia. Não porque não se sente atraída pelo homem, mas porque ela tem sonhos e ainda acredita que pode alcançá-los. Mas, uma viagem para Paris vai mudar tudo.

Ela gostou da intimidade. O calor e o toque tão humano. Gostou mais do que imaginava. Isso despertou nela algo melhor do que vinha sentindo ali naquele terraço. Ela experimentou o calor e amizade e até mesmo alguma emoção.

Não só as esperanças de Rosamund serão enterradas, como ambos vão perceber que o desejo que sentem é muito mais forte do que imaginam. Então, talvez a ideia do casamento já não seja tão ruim assim. Mas, se eles seguirem em frente com isso, ainda terão que lidar com o fato de que eles são sócios em uma empresa e que isso é uma pedra no caminho deles. Afinal, Kevin não lida muito bem com sua sócia dando ideias. Também tem a intragável família dele, que é soberba e tenta se meter em tudo. Por fim, ainda temos várias indiretas sobre a morte do antigo Duque de Hollinburgh, que continua um mistério. Um mero acidente ou um assassinato?

Acreditem, não falei muito sobre a trama desse livro. Mas, vamos falar sobre os personagens. Começando com Rosamund. Assim como foi com Minerva, ela demonstra ser forte desde o início. Tem seu próprio negócio, seus sonhos, tenta cuidar da irmã como pode e de si mesma. A herança chega em uma boa hora e, uma das coisas que ela deseja, é poder se tornar uma dama. Sabe que será uma nova rica, que isso pode não ser bem visto, mas que talvez possa ficar com o homem que ama há anos, mas de quem foi separada. Só que as coisas não vão sair muito como o planejado. E, ainda que ela sofra e sinta o baque, também respira fundo e levanta a cabeça. Gosto muito desse lado dela de não desistir, de não se deixar abalar. Ela é uma linda mulher, que sabe muito bem o que quer e que vai lutar por isso.

– Estou curiosa sobre uma coisa, sr. Radnor. O senhor disse que o empreendimento era um dos motivos de sua proposta. Qual era o outro?
Ele se aproximou da janela da carruagem. Ela se viu olhando nos olhos dele, incapaz de desviar o olhar.
– O casamento era uma forma honrosa de ter você na minha cama. Agora fiquei sem alternativas.

Já Kevin Radnor é alguém que conhecemos no livro anterior. Não tão profundamente, mas o suficiente para saber que ele é um inventor e que não está feliz por ter perdido o controle de sua empresa, depois do testamento do tio. Ele tem um temperamento muito forte, sendo meio briguento e mau humorado. Mas, como Rosamund vai saber colocá-lo no lugar, ele logo vai se sentir atraído. Não só pela beleza estonteante da mulher, mas por sua personalidade. Ele não é isento de erros, principalmente se tiver alguma ligação com seu projeto quase secreto, que o faz ser um pouco estúpido, mas também é uma pessoa apaixonante e apaixonada. Ele vai brigar com sua sócia, mas também vai brigar por ela, não importa com quem seja. E, quando eles se renderem ao desejo que sentem, formam um casal maravilhoso, que torcemos para que encontrem o caminho verdadeiro de um para o outro.

Falando sobre os secundários, não tem como não falar de Minerva e Chase. O casal do primeiro livro está de volta, já casado e agora lidando com a agitação de Kevin, sobre o fato de ter encontrado Rosamund. Minerva logo vai se tornar amiga da nova herdeira e estará pronta para defende-la a qualquer momento. Chase vai lidar mais com Kevin, porque sabe muito bem como seu primo pode ser intempestivo. Quem se junta aos dois é Nicholas, primo mais velho e que herdou o ducado. Os três juntos rendem momentos maravilhosos, seja na parte da amizade entre eles ou sobre a família detestável que eles compartilham. Nicholas sempre me desperta curiosidade e uma atração, confesso. Então, claramente, estou bastante ansiosa para ele assumir o protagonismo da história. Os outros membros da família Radnor seguem com o propósito de se consagrarem como a pior família possível, inclusive me fazendo suspeitar de vários deles.

– […] Eu me refiro à maneira sarcástica com que você o pronuncia.
– Eu nunca sou sarcástico.
Ambos riram.
– Você é tão sarcástico que já nem sabe mais o que é sarcasmo – rebateu Chase. – Agora, diga-nos que decisão você está cogitando Nicholas.

Falando sobre a escrita da Madeline Hunter, eu tenho gostado cada vez mais. Ainda que o primeiro livro não tenha me ganhado totalmente, me deixou muito curiosa e ansiosa pelo próximo. E eu achei uma delícia de livro. Novamente, temos um casal protagonista que, pode até ter ligação com a nobreza, mas não o são diretamente. Eu gosto que ela mostre pessoas que trabalham, tem sonhos e objetivos. Adorei que ela tenha trago agora uma mocinha que cria chapéus e um mocinho que é inventor, profissões que ainda não tinha visto em romances de época. Como o primeiro livro já tinha introduzido muita coisa, esse segundo não tem o começo lento. Desde o início já estamos no ritmo de Kevin e o seu desejo de achar Rosamund. Além disso, como casal, a tensão e a atração entre eles é deliciosa, daquelas que a gente ama acompanhar e ver quando eles vão se tocar do que sentem um pelo outro. Maddie me cativou desde o primeiro momento, me fazendo correr pelas páginas e saber o que o futuro aguardaria aos personagens. O toque de suspense, causado pelo morte do antigo Duque, ainda está ali. Acho que ela plantou ainda mais suspeitas em nossas mentes. Ah!, vale dizer que eu amei que ela tenha feito uma pequena citação ao Duque de Stratton, de O Duque Mais Perigo de Londres, da série Decadent Dukes Society. Adoro quando as autoras fazem esses pequenos crossovers com suas próprias séries.

A diagramação da Editora Charme é uma graça à parte. Elas não estão publicando as capas originais, como é até costume em romances de época que chegam por aqui, mas estão seguindo os mesmos tons utilizados lá fora. Achei essa tão delicada, é um deleite para os olhos e te levaria a ler mesmo só pela capa. Os capítulos são numerados e as páginas tem detalhes de arabescos. As folhas são amareladas, com espaçamento e letras confortáveis para a leitura. Como sempre, o marcador do livro vem acompanhando.

Praguejando, ele se jogou no divã e ergueu o maldito papel para que o abajur da mesa ao lado iluminasse os desenhos. Assim as mulheres venciam suas batalhas. Sexo frágil o diabo. Os homens não tinham a menor chance.

Herdeira em Seda Vermelha é uma deliciosa continuação. Eu senti que o primeiro, Herdeira Profissional, ficou devendo algo, além de ter um começo mais lento. Só que nesse segundo livro, tudo isso foi sanado. O ritmo da história é muito bom, o casal apaixonante e os secundários contribuem bastante. Eu deixo as cinco Angélicas para esse e me pego hiper ansiosa para ler a história do Nicholas e da última herdeira.

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