Resenha ‘The Dare – Elle Kennedy’

Oi ooooi gente! Hoje eu venho com a resenha de The Dare, da Elle Kennedy. Esse é o quarto e último livro da série Briar U, que vem a ser um spin off de Amores Improváveis (Off Campus). Mas, se antes esse era a despedida oficial desse universo construído pela autora, tudo mudou quando ela anunciou que vem mais um livro por aí. Só que, como nem todos os personagens vão aparecer, isso pode ser um adeus para alguns deles. Antes de comentar mais, vamos a sinopse…

A faculdade devia ser a chance de abandonar meu complexo de patinho feio e me tornar um lindo cisne. Em vez disso, fui parar em uma irmandade cheia de meninas malvadas. Já está sendo difícil me enturmar, então, quando minhas irmãs da Kappa Chi propõem um desafio, eu não posso dizer não.
A missão: seduzir o mais novo (e gato) jogador de hóquei da Briar.
Todo mundo conhece Conor Edwards. Ele está em todas as festas de fraternidade, e na cama de todas as meninas. É do tipo que você se apaixona antes de perceber que ele nunca olharia para você. Mas o sr. Popular me surpreende ― em vez de rir de mim, ele me acompanha até o quarto e finge que estamos nos pegando.
Por incrível que pareça, agora ele quer continuar fingindo. Conor adora um joguinho e acha que vai ser divertido enganar as meninas da Kappa. Mas resistir ao seu charme de surfista é quase impossível, e estou começando a desconfiar que ele tem muito mais a oferecer do que seu fã-clube imagina.
O problema é que eu sou péssima nessas brincadeiras. E quanto mais tempo esse jogo bobo durar, maior o perigo de tudo isso explodir na minha cara.

Taylor Marsh faz parte de uma fraternidade, não que se aproveite desse fato. Ela achou que poderia superar os anos de adolescência, em que era o patinho feio. Mas, ainda é uma garota com mais curvas do que as suas irmãs Kappa e isso não ajuda muito. Além de suas próprias inseguranças, ainda precisa lidar com as implicâncias de algumas das outras meninas da casa, especialmente Abigail. As duas começaram juntas o trote de calouras, e poderiam ser grandes amigas, se Taylor não tivesse cometido um erro, que a outra não consegue perdoar, entender e esquecer. Por isso, faz de uma de suas missões perturbar a paz de Tay-Tay. E durante a festa que está acontecendo na fraternidade, ela vai elevar ainda mais a sacanagem.

Nem Taylor e nem Sasha, sua amiga, querem estar ali, mas sabem que são obrigadas. Enquanto contam os minutos para conseguirem fugir, o som parar de funcionar. Para não deixar que o local esvazie e a festa vire um fracasso, decidem jogar “Consequência ou Consequência”. O jeito que Abigail encontra de ser cruel é desafiar Taylor a levar um cara, que a própria Abs escolher, para o segundo andar. E ela dirá o nome de ninguém menos do que Conor Edwards, um dos jogadores de hóquei da Briar, com a maior fama de pegador.

Mas todos esses pensamentos evaporam quando vejo seus olhos turquesas implorando por socorro, e sinto alguma coisa se partir no meu coração. Eu seria um belo de um canalha se desse as costas a uma mulher precisando tanto de ajuda.

Do outro lado da festa, ainda alheio ao que está acontecendo, Conor está se divertindo com seus amigos, jogando beer pong e tentando se esquivar das meninas que estão indo para cima dele. Nenhuma despertou seu interesse, especialmente porque ele está cansado também de se sentir usado e tratado como uma grande conquista. Mas, ele será surpreendido quando uma garota lhe puxar o braço e pedir para que ele a ajude, subindo para o segundo andar da casa e fingir que eles estão se pegando, o que ele topa na hora. Quando chega no quarto, T. vai começar a se abrir com o jogador e eles vão levar a sério a arte de fingir, enquanto compartilham algumas coisas que não são de falar por aí.

Eles acabam dormindo no mesmo quarto, o que gera uma boato, mas tudo fica por isso mesmo. Apesar de Conor ter pedido que Taylor ligasse para ele, nem mesmo deixou o número. Alguns dias se passam e um jantar de ex alunos acontece. Os dois são obrigados a ir, mas não estão juntos. Por isso mesmo, o jogador acaba ouvindo uma conversa de algumas meninas da Kappa com seus namorados, em que eles depreciam Taylor de várias maneiras e isso o enfurece. Por isso, quando encontra a jovem, ele decide continuar o jogo de fingir que eles estão tendo um caso e a convence a continuar com isso também.

“Eu até fico entediado com facilidade”, concorda ele, “mas você é uma sortuda, T. Tédio é a última coisa que estou sentindo agora. Você é a pessoa mais interessante com quem falo há séculos.”

Vai ser depois desse combinado, que eles vão estreitar cada vez mais os laços. Ele a apresenta para os amigos de time, leva ela para jogos, assim como sai com as amigas dela e por aí vai. A verdade também é que ambos sentem uma atração muito forte um pelo outro, mas Taylor não leva muita fé que um cara como Connor vai estar a fim dela. E ele não vai se cansar do quanto ela é maravilhosa e o quanto a deseja. Mas, eles também terão que lidar com coisas, que fizeram no passado, batendo à porta. E, cada um a seu modo, vai precisar superar esses fatos, para que exista uma chance de ficarem juntos.

Deixando o resto das tramoias do destino para quando vocês lerem o livro, quero falar sobre os personagens, começando com Taylor. Não posso começar a comentar dela, sem dizer o quanto ela é insegura e com uma baixa estima. Como o seu corpo tem curva, seios fartos e tudo mais, ela não se sente confortável em diversas roupas e nem acredita que seria capaz de atrair um cara popular. Isso é o que atrapalha um pouco as coisas, porque ela escuta o quanto é linda, de várias pessoas, que a querem bem. Mas, ao mesmo tempo, também conseguimos entender seus problemas, porque nós também já passamos por eles. Fora esse ponto, ela é uma garota incrível, que encanta as pessoas que estão ao seu redor, com o coração aberto e sem maldade. Tem o desejo de ser professora e é super fofo vê-la com seus pequenos alunos.

“Taylor”. Conor passa as duas mãos pelos cabelos. “Taylor, para de rir de mim.”
“Não consigo!”
“Você está causando danos irreparáveis ao meu ego com isso.”

Já Conor, foi uma grata surpresa. Ele nos foi apresentando em The Play e a visão que tive era que ele era um grande galinha e que só pensava em sexo. Ok, que ele transou bastante pela universidade, mas isso fica em segundo plano, quando o conhecemos de verdade. Ele tem um coração enorme, mas tem o seu lado complexado também, especialmente ligado a sua adolescência. Algumas coisas voltam para assombrá-lo, fazendo com que ele quase meta os pés pela mão, só que isso também será a sua chance de crescer mais um pouco. Referente a Taylor, ele é encantado por ela, tenta fazê-la enxergar toda a beleza e sedução que ele é capaz de ver. Tem um lado super engraçado e amigo. É mais um menino da Briar, feito para que a gente se apaixone, verdade seja dita.

Falando sobre secundários, a maior parte são novos. Os outros que já acompanhávamos há um tempo se formaram, sobrando apenas o Hunter. Então, ele e Demi estão na história, além de uma participação de Summer. O técnico Jensen e Brenna são mais ativos, afinal, eles acabam ligados a Taylor, já que o técnico está namorando com a mãe da menina. E, se preparem, isso rende alguns momentos super engraçados. Imagina um professor e aluno sendo sogro e genro?! Nenhum vai deixar o outro passar ileso haha. Os amigos de Conor, que não só fazem parte do time de hóquei, mas também dividem a casa, são muito queridos. Eles passam a gostar verdadeiramente de T. e vão ajudá-la até mesmo em compras ou ficarão prontos para defende-la. Do lado da nossa menina, Sasha é uma amiga incrível. Ela sempre vai estar pronta para se colocar do lado da protagonista, assim como a incentiva bastante. E, não posso deixar de comentar de Abigail. Ainda que, sim, ela seja insuportável na maior parte do tempo, também foi capaz de me surpreender muito positivamente em um momento.

Conor parece horrorizado. “Abstinência? De jeito nenhum. Vou tentar te seduzi sempre que puder.”
Uma risada me escapa. “Você é incorrigível.”

Não posso começar a falar sobre a escrita de Elle Kennedy, sem dizer que eu amo demais. Gosto de uns menos do que de outros, mas no geral, levo todos no meu coração. Mais uma vez, temos uma trama super gostosa, com aqueles momentos super engraçados, outros mais dramáticos, num clima leve e na vibe de universitários norte americanos. Não posso deixar de dizer que um dos maiores acertos da autora são os protagonistas que ela nos apresenta. Os mocinhos são completamente apaixonantes e nada tóxicos e as mocinhas são fortes, mesmo em suas inseguranças. As camadas que os personagens tem, são os que os tornam tão reais e que os conectam com a gente. Elle nos entrega mais um livro maravilhoso, que a gente se apaixona a cada página que passa, deseja fazer parte daquele universo e ser amiga daquelas pessoas. Cadê minha jaqueta da Briar? Seria toda tiete dessa galera do hóquei. Eu me encantei por seus personagens, com suas qualidades e defeitos e acabo ficando triste quando chego ao fim. Especialmente agora, quando o fim de tudo é latente.

Sobre a diagramação que a Editora Paralela apresenta, sempre comento como as capas das séries, tanto Amores Improváveis, quanto Briar U, são um tanto quanto criticadas pelos fãs, mas eu gosto muito. Nessa em questão, consegui sentir Taylor e Conor ali, em um dos momentos deles. Os livros vem coloridos e, até então, seguiam um padrão bem parecido, mas esse chegou para mudar tudo, com um azul lindo. Por dentro, os capítulos são numerados e com o nome de quem irá fazer a narrativa. As páginas são amareladas, com espaçamento e letras confortáveis para a leitura.

Esse homem é… ridículo. Nunca conheci alguém como Conor Edwards, esse louco maravilhoso que está se exibindo para o bairro inteiro só para provar que está do meu lado e me fazer me sentir menos sozinha.

The Dare foi maravilhoso. Fica até repetitivo falar isso, livro após livro, de todo universo Briar, só que é a mais pura realidade. São o tipo de livro que gosto de indicar para as pessoas, sem nenhum arrependimento. Ele cumpre o propósito de me divertir, me deixar apaixonada e suspirando pelos cantos, sendo assim, claro que deixo as cinco Angélicas. E, enquanto The Legacy não chega, vou preparando meu psicológico para me despedir, de vez, dessa turma.

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