A Hora do Chá ‘Nunca Diga Não a um Duque – Madeline Hunter’

Oi ooooi gente! Estou de volta para a coluna mais amada desse blog. E escolhi falar sobre Nunca Diga Não a um Duque, da Madeline Hunter. Esse é o terceiro livro da série Decadent Dukes Society, que nos trás três duques amigos e que vão encontrando o seu caminho na vida. Depois de Adam e Gabriel, chegou a hora de Eric ganhar o protagonismo, como o duque mais ducal da história. Antes de falar mais, fiquem com a sinopse…

Da autora bestseller do New York Times, Madeline Hunter, chega o fabuloso final da trilogia The Decadent Dukes Society, sobre três duques indomáveis e as mulheres fortes e atraentes que incendeiam seus desejos extravagantes. Uma mulher busca recuperar as terras que ela acredita terem sido injustamente retiradas de sua família pelo duque, que agora se recusa a devolvê-las. Uma clássica e engenhosa batalha de vontades se inicia, da forma como apenas Madeline Hunter sabe narrar. ELE É O ÚLTIMO DUQUE QUE RESTA … o único solteiro remanescente dos três autoproclamados duques decadentes. No entanto, as razões de Davina MacCallum para procurar o belo duque de Brentworth não têm nada a ver com casamento. Terras escocesas foram injustamente confiscadas de sua família pela Coroa e dadas à dele. Um homem razoável com vastas propriedades poderia certamente abrir mão de uma propriedade trivial, especialmente quando Davina pretende dar um bom uso a essas terras. No entanto, é tão difícil persuadir Brentworth quanto resistir a ele. A discrição e o controle de aço do duque de Brentworth o tornam um enigma até mesmo para seus melhores amigos. As mulheres, em especial, o consideram inescrutável e inacessível — mas também irresistivelmente magnético. Portanto, quando Davina MacCallum não mostra sinais de estar nem um pouco impressionada por ele, ele fica intrigado. Até que descobre que a missão dela em Londres envolve reivindicações contra sua propriedade. Logo os dois estão envolvidos em uma competição que não permite concessões. Quando o dever e o desejo entram em choque, os melhores planos estão prestes a sofrer uma guinada escandalosa — para o próprio âmago da paixão…

Davina MacCallum vem tentando falar com o rei, para que, finalmente, possa reaver terras que ela garante que são de sua família, e foram repassadas para a Coroa depois da batalha entre Inglaterra e Escócia. A jovem diz ter provas e, depois de uma conversa com o atual monarca, ficou subentendido que ele iria olhar para a situação que ela apresenta. O problema é que isso não está nos planos de Sua Majestade. Especialmente porque as terras que a dama reclama já foram distribuídas.

Enquanto Davina está sendo enrolada pelo secretário do rei e fica sabendo que as coisas não vão ser tão fáceis. Quando está por lá, quem chega é Eric Marshall, o Duque de Brentworth. Ele já conhece a jovem, afinal, ela é amiga de Clara e Amanda – as duquesas de Stratton e Langford -, as esposas de seus melhores amigos. Os dois se cumprimentam e ele tenta entender o que aquela jovem está fazendo ali e até mesmo oferece ajuda, caso ela precise. O que ele não sabe é que o que a jovem quer, lhe pertence.

Eric Marshall, o duque de Brentworth. O mais ducal dos duques, ele era chamado.

Eric logo é chamado para uma conversa com o rei e seu secretário e é informado sobre o que deseja Davina. Em um primeiro momento, ele se oferece para conversar com o atual dono da propriedade, ainda sem imaginar que ela está no meio das terras do seu ducado. Quando é informado disso, não fica nada satisfeito. Não só com a requisição, mas com a forma como o soberano fala com ele, chegando até mesmo a quase ordem que ele se case com a jovem dama. O duque está na idade para o feito e assim encerraria a busca de Davina, livrando o nome de Sua Majestade de fofocas. Afinal, a moça é amiga de proprietárias de um jornal e não seria interessante que saísse notícias de que o homem que governa o país não cumpre com sua palavra.

Depois dessa reunião, o nível de estresse de Brentworth está nas alturas. Ele vai atrás da jovem para conversar e saber se tudo não passa de delírio de uma interesseira. Mas Davina afirma que tem provas com ela e vai em busca de mais. O duque sente sua irritação querer transbordar, especialmente porque ele não quer que ninguém fiquei bisbilhotando sobre essa propriedade em específico. Seus amigos aconselham que ele fique perto da moça, que seja seu amigo e possa acompanhar de perto suas descobertas. Mas, Strantton e Langford também estão vendo certos ares de interesse da parte do amigo e incentivam até mesmo sobre a ideia do casamento.

– O senhor não tem medo de ser conhecido como um trapaceiro? – ela chamou atrás dele.
Ele fez uma pausa longa o suficiente para encará-la.
– A senhorita não tem medo de ser conhecida como uma fraude?

Entre algumas conversas mais acaloradas e ocasiões em que Eric acaba enciumado observando como Davina já vem sendo cortejada, ele se oferece para ir com ela até o interior, em buscas de mais provas para o seu caso. Indo em direção a casa que ele não desejava voltar, o duque verá outros lados de Davina e seu encantamento também irá crescer. Assim como o de Davina por esse homem todo pomposo. E, se por um lado veremos Davina e sua vontade de ajudar a cuidar de enfermos, por outro, Eric apresentará o seu passado, que o fez mudar muitas coisas. Tudo isso, enquanto nasce um sentimento entre ele. E, quem sabe talvez, aquela ideia de casamento não seja de todo mal.

Acreditem em mim, eu mal falei sobre os cinco primeiros capítulos. Muita coisa acontece na história desses dois. Mas, agora quero falar dos personagens, começando por Davina. Assim como as outras protagonistas da série, ela tem a sua força. Perdeu o pai, que era toda a família que restava, mas não desistiu de buscar o direito pelas terras que pertenciam a sua família. Ela não quer que simplesmente acreditem na palavra dela, ela quer provar. E não desiste de procurar por elas. Seu sonho de reaver a casa também tem ligação com o grande desejo que tem em ajudar pessoas doentes. Ela vai até àqueles que estão enfermos e tenta ajudar como pode e com o que aprendeu com o pai. Temos alguns momentos em que ela coloca isso em prática e emociona ver o quanto ela tem um dom e muito carinho pelas pessoas, mesmo que mal as conheça.

– Eu não poderia ficar. – Ele arriscou uma pequena carícia no rosto dela. – A verdade, srta. MacCallum, é que, embora tenhamos combinado que seria melhor esquecer aquele beijo, eu não o farei.

Já Eric é um mistério desde o primeiro livro. Seu lado reservado, que não deixava espaço nem mesmo para a fofoca da sociedade. O porte que lhe rendeu fama, a forma como lida com alguns acontecimentos no decorrer na trilogia… tudo isso estava me deixando louca para conhecê-lo. E Brentworth não me decepcionou. Ele tem seus motivos para deixar muita coisa de lado em nome do dever. Por mais que tenha planos e foco, quando a jovem Davina entrar em sua vida, tudo irá mudar um pouco. Seu lado sedutor, está ali presente, não tenho como negar que fiquei totalmente atraída por ele. Com o modo que vai desabrochando e se apaixonando, mesmo sem se dar conta. Os detalhes de sua atenção para aquela mulher, apresenta muito mais do que ele deseja e do possa imaginar que vale. Se apaixonar por Eric é fácil fácil. Por isso, entendo quando Davina não consegue mais resistir a atração.

Falando sobre os personagens secundários, temos alguns importantes. Claro que aqueles que ocupam as primeiras posições, já conhecemos: Stratton, Langford, Clara e Amanda. As mulheres tem participações importantes, especialmente no que se refere a Davina. Elas estão prontas para ajudar, dar conselhos e até mesmo ouvir as novidades. Mas, não tenho como não dizer que foi com os três Duques Decadentes juntos, que eu me acabei. Adam, Gabriel e Eric são uma trinca maravilhosa de amigos. Eles têm momentos super divertidos, especialmente porque Langford tem seu lado fofoqueiro e cupido super aguçado. Sendo assim, Stratton é solicitado quando a razão precisa estar na mesa, mas nem ele resiste a certos comentários. Todos irão se juntar também, quando surgir a necessidade de encontrar uma coisa. Não posso deixar de citar a Srta. Ingram que serviu como dama de companhia para Davina na viagem ao interior, mas que tinha seus próprios propósitos e nomes criativos para seus gatos.

Com o canto do olho, ele viu Langford sorrir abertamente para Stratton. Stratton respondeu como um lento sorriso também. 
Ele se virou para lançar um olhar furioso a Langford, mas a essa altura, Langford parecia tão inocente quanto um bebê.

Eu comecei a acompanhar a escrita da Madeline Hunter, com essa série. E, eu me apaixonei. Seus livros são muito bem escritos, sua escrita tem uma leveza e uma fluidez deliciosa, que nos envolve do início ao fim. Nos são apresentados personagens super carismáticos, com mocinhas fortes e mocinhos apaixonantes. Curiosamente, acabei me tocando que de todos os seus livros que li, os que mais gostei, acabam tendo o mesmo plot da ideia de um casamento de conveniência, como na trama de Herdeira em Seda Vermelha, da série Herdeiras do Duque. Gosto muito de todos, mas esses dois me pegaram de jeito. Acho que a autora sabe trabalhar muito bem a ideia de fazer com que um casal que, supostamente, só está junto por algum tipo de interesse, descubra que o amor verdadeiro está ali, entre eles. E isso que deixa a história incrível, porque Davina e Eric funcionam muito bem individualmente, mas como casal, a coisa sobe de nível. Eu fiquei mesmo completamente apaixonada por esse livro.

Sobre a edição da Editora Charme, ela ta linda! Eu amei a sensualidade dessa capa e até mesmo o tom que escolheram, mesmo que destoe das capas anteriores. Cada capítulo é aberto com uma foto inteira em preto e branco do casal, dando o destaque para eles e para o número correspondente. As páginas são amareladas, com letras e espaçamentos confortáveis para a leitura. Vale lembrar que os livros da editora vem com marcador, para nunca deixar nossa coleção desfalcada.

O olhar a deixou hipnotizada. Quente e frio, suave e severo, tudo de uma vez só. Deliciosamente perigoso e completamente focado nela. Uma excitação primitiva girou por ela.

Nunca Diga Não a um Duque veio suprir minhas expectativas. Apesar de ter gostado muito dos dois livros anteriores, sempre ficava com a sensação de que faltava um toque que me fizesse dizer “eu amei!”. E aqui, eu tive isso. Eric e Davina são maravilhosos como indivíduos e como um casal. Eu estou apaixonada. Deixo minhas cinco Angélicas, enquanto suspiro, não só por esse, mas por todos os Duques Decadentes.

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