Terça Charmosa: ‘Bilhetes de Ódio – Vi Keeland e Penelope Ward’

Oi gente! Hoje é dia de Terça Charmosa e eu vim panfletar mais uma história criada pelas divas Vi Keeland e Penelope Ward e que a Editora Charme publicou: Bilhetes de Ódio. Acho que não é segredo para ninguém que aqui no Além nós somos completamente apaixonadas pelas histórias dessas autoras, então estamos sempre aqui espalhando as palavras delas e, é claro, que com esse livro não seria diferente. Enfim, fiquem com a sinopse que eu já conto todos – ou quase todos – os motivos para vocês se jogarem nessa leitura…

“Das autoras best-sellers do New York Times Vi Keeland e Penelope Ward, uma história de amor inesperada entre corações de segunda mão e segundas chances… Tudo começou com um bilhete azul misterioso costurado dentro de um vestido de noiva. Algo azul. Eu tinha ido vender o meu próprio vestido de casamento não-usado em uma loja de roupas antigas quando encontrei o “algo velho” de uma outra noiva. Preso à barra de um vestido emplumado fabuloso, estava a mensagem mais romântica que já li na vida: Obrigado por realizar todos os meus sonhos. O nome gravado em relevo no pequeno papel azul era Reed Eastwood, obviamente o homem mais romântico que já existiu. Descobri também que ele era o homem mais lindo que já vi. Se ao menos as minhas fantasias sobre amor verdadeiro tivessem parado por aí… Porque, desde então, descobri mais uma coisa sobre o Senhor Apaixonado. Ele é arrogante, cínico e exigente. Eu deveria saber. Graças a um giro do destino, ele agora é meu novo chefe. Mas isso não vai me impedir de descobrir a história por trás de seu bilhete de amor. Um bilhete de amor que não resultou em felizes para sempre. Mas aquela história não é nada comparada à que se está se desenvolvendo entre nós. Está ficando mais quente, mais doce e mais surpreendente do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado. Algo novo.”

Charlotte Darling está juntando os pedaços de seu coração após romper seu noivado. Ela pegou seu noivo numa situação comprometedora justamente com sua melhor amiga. Melhor descobrir que o homem é um canalha antes de casar, certo? Com certeza. Mas agora ela está com raiva e ainda por cima desempregada, já que trabalhava para a família do seu ex. Ela precisa pagar as contas assim como precisa se livrar de tudo que remeta ao casamento que não aconteceu, então Charlotte decide vender seu lindo vestido de noiva. É justamente numa loja de vestidos de noiva que a moça passará por uma grande mudança em sua vida, mesmo que ela não soubesse disso naquele momento.

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Enquanto espera pelo valor que as vendedoras lhe ofereceriam pelo seu vestido, Charlotte está zanzando pela loja e olhando os vestidos disponíveis e é aí que ela enxerga um fabuloso vestido rosado com detalhes em plumas. É deslumbrante. Algo que com certeza ela escolheria, então quando se dá conta está experimentando a peça. Ao fazer isso, ela encontra um papel azul preso na barra, mas não é um simples papel. É um bilhete de Reed Eastwood para sua amada. Pelo visto o último dos românticos, mas Charlotte fica intrigada com o motivo desse vestido ter acabado numa loja de segunda mão. Sem pensar duas vezes, ela simplesmente troca seu vestido por aquele misterioso vestido, mesmo que ele nem mesmo caiba nela.

“Esse vestido era o meu espírito animal, e eu sentia que o bilhete poderia ter sido escrito para mim pelo meu perfeito noivo imaginário. Eu queria um homem que me apreciasse, que quisesse compartilhar os meus sonhos, e que me amasse incondicionalmente.”

Em casa, algumas taças de vinho, um mistério a ser desvendado e Charlotte não resiste em pesquisar quem é o homem que escreveu aquele lindo bilhete. Ela não demora a descobrir quem ele é e as perguntas que se formaram após stalkear as redes sociais de Reed só a deixam mais curiosa para saber mais sobre ele. Como o teor de álcool já estava alto, ela simplesmente marca uma visita num dos apartamentos luxuosos na qual sabe que Reed será o corretor responsável por mostrar. No dia seguinte, quando recebe uma ligação confirmando a visita, Charlotte sabe que não deveria ir, mas a curiosidade de ver Reed de perto é grande demais. Digamos apenas que essa visita não vai sair como ela gostaria.

Reed Eastwood é um jovem empresário, milionário, muito bonito e extremamente workaholic. A vida dele é o trabalho e tudo isso para compensar suas dores do passado e de um futuro que ele nem mesmo sabe como será. A empresa da família vende os imóveis mais luxuosos, casas exuberantes, que apenas uma parcela pequena da sociedade pode pagar, então quando recebe a solicitação de uma desempregada Charlotte Darling e que ensina surfe para cães, Reed fica curioso para saber até onde a farsa dessa mulher pode ir. Será uma visita muito interessante, ainda mais porque, ela acredita realmente que ele não saiba que tudo que respondeu no formulário era mentira.

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Charlotte mal consegue acreditar que está frente a frente com o romântico Reed Eastwood, mas o homem que está diante dela, apesar de extremamente bonito e másculo, tem um semblante mal-humorado e arrogante. Ela precisa sustentar aquela mentira, mas Reed logo joga as cartas na mesa e confessa que sempre soube que Charlotte não poderia comprar aquele imóvel. As coisas saem do controle e os dois acabam batendo boca. Humilhada pelo lindo CEO, mas um completo idiota, a moça se tranca num dos banheiros do prédio e chora por tudo que vem passando nos últimos meses.

Aquele desentendimento com Reed foi apenas a gota d’água para ela, mas aquele dia ficaria marcado como o dia que uma completa estranha ofereceu ajuda e um emprego para Charlotte. Iris, uma senhora que poderia ser avó da moça, parou completamente o seu dia para ouvir o que ela tinha para dizer e no final ainda lhe deu uma oportunidade de recomeçar. Uma luz diante de todos os problemas que Charlotte vinha enfrentando. Mas o que vai surpreender mesmo é que em seu primeiro dia no novo emprego, ela vai descobrir que Iris não é apenas a dona de todas as empresas, incluindo a que Reed trabalha, mas pra completar é avó dele. Será que os dois vão aprender a conviver juntos depois dessa surpresa?

“Tudo acontece por uma razão, Charlotte. Aproveite esse tempo para reavaliar a sua vida e o que você quer dela. Você poderá encontrar a felicidade verdadeira dentro de si mesma, não dentro de outras pessoas, não importa o quanto você goste delas. Faça-se feliz, e o resto virá. Eu prometo.”

Eu não sei nem por onde começar a falar de Bilhetes de Ódio. Eu amei esse livro de uma forma que quando acabei de ler, eu só queria esquecer toda a história e poder ter a experiência de sentir todas as emoções que senti ao ler pela primeira vez. Eu panfleto muito o trabalho dessas autoras e, de uns tempo pra cá, tenho notado que elas tem optado por escreverem slow burn, que são histórias que focam mais no desenvolvimento dos personagens, do que num relacionamento amoroso instantâneo entre eles. É claro que eles se sentem atraídos um pelo o outro, mas vamos acompanhar aquela primeira impressão péssima se transformando num relacionamento entre colegas de trabalho e a partir daí, numa amizade. A tensão sexual está lá, sempre presente, mas eles não se entregam num primeiro momento e isso nos dá oportunidade de nos apaixonar por eles.

Charlotte é uma sonhadora, mesmo com uma história de vida tão dolorosa. Ela foi abandonada ainda bebê, mas felizmente foi adotada por pais amorosos que a fizeram se sentir querida. Ainda sim, ela deseja saber quem foi a mulher que a deixou. Ela não quer vingança e nem sente raiva de sua mãe biológica, mas acredita que saber sua origem seria uma forma de encerrar essa parte de sua vida e poder seguir em frente. Ela é encantadora, super extrovertida e muito engraçada. Todas as suas loucuras vão irritar Reed num primeiro momento, mas logo ele estará embarcado totalmente no trem da loucura da moça, até mesmo vai criar sua própria lista do fod@-se.

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“Essa é uma das diferenças entre uma lista de desejos e uma lista de fod@-se: a espontaneidade. A lista de fod@-se é mais baseada no impulso do momento. Parte do mantra da lista do fod@-se é que, se a oportunidade aparecer, você precisa aproveitá-la. E é isso que estou fazendo.”

Já Reed é aquele mocinho que você acredita que seria um grande babaca, ainda mais por causa do primeiro encontro deles, mas aí vamos retirando suas camadas e percebemos que debaixo daquele aspecto de homem frio, ele é um homem que já amou muito e que ainda deseja amar. Infelizmente, ele não se permite ter esse sentimento e somos levados a acreditar que o motivo seria sua ex-noiva, a dona do vestido, aquele para quem ele escreveu o bilhete no papel azul, mas a veia dramática de tia Penelope Ward preparou aquele plot twist para nos fazer chorar e sofrer. E quando eu digo nos fazer sofrer, isso inclui Charlotte, pois a mocinha também será surpreendida pelo segredo de Reed.

E eu gosto de dizer que uma boa história também é feita por seus personagens secundários e aqui o destaque vai para Iris. A mulher fez tudo. Ela aparece sempre nos momentos certos e vai movendo as peças como um grande jogo de xadrez. Charlotte e Reed são colocados para trabalhar juntos em vários momentos, tudo porque a vovó casamenteira acredita que o neto precisa de alguém como Charlotte para fazê-lo ver a vida de uma outra maneira. E como ela estava certa. Os dois se completam em tantos fatores que é incrível dizer que saio dessa leitura apaixonada por esse casal. Muitas das vezes, a gente se apaixona por um dos personagens e vai aceitando o outro, mas em Bilhetes de Ódio a gente ama cada parte dos dois.

“O amor não era sobre um lindo vestido, uma nota ou mesmo palavras pungentes. Era sobre estar com alguém através do bom e ruim, sobre vê-los através não apenas dos melhores momentos da vida, mas também dos piores. Era sobre estar lá para alguém como eu estaria lá por Reed, se ele me deixasse.”

Mais uma vez a Editora Charme fez a alegria dos leitores de ViPen e publicou mais um livro da dupla e mais uma vez mantendo a capa original. As capas escolhidas por elas são sempre sexys, então é péssimo quando ganhamos uma capa meia boca por aqui, né? A diagramação da editora é um show a parte, cada uma tem seu diferencial e aqui temos a imagem da capa como marca d’água em cada início de capítulo e o detalhe dos bilhetes de Reed para Charlotte são um charme. Não existe um padrão, a não ser para fonte, espaçamento e qualidade de papel. A narrativa é feita por ambos os personagens principais e isso faz muita diferença na hora de amar completamente os dois.

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“Não dá para fazer alguém amar uma pessoa. Mas o oposto também é verdade. Nada nem ninguém pode fazer alguém parar de amar uma pessoa. Eu tentei tanto não te amar, Charlotte. Mas eu te amo com todo o meu coração e a minha alma.”

Bilhetes de Ódio tinha tudo para ser só mais um clichê, mas aí Vi Keeland e Penelope Ward me surpreenderam com a melhor história dessa parceria. Atualmente é o meu preferido e acredito que seja o de muitas pessoas, pois o ebook já esteve em primeiro lugar na lista geral da Amazon e continua entre os mais lidos do momento. O que temos aqui é uma história recheada de humor e drama, com dois personagens que se mostram completos opostos, mas que precisam muito um do outro. Charlotte trouxe impulsividade para Reed, um sentimento de querer se jogar apenas porque queria viver intensamente com ela. Ao reconhecer todo o altruísmo de Charlotte, ele só quer presentear a moça com uma vida recheada de bilhetes azuis. Se preparem para um epílogo tão emocionante que vai te levar as lágrimas. Eu já disse que esse livro é perfeito? Não? Então tá aí… P.E.R.F.E.I.T.O. Toma aqui minhas 5 Angélicas.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

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