Especial Halloween: ‘Existência – Abbi Glines’

Oooi oi gente. Hoje nossa Terça Charmosa vem com um toque sobrenatural, pois está atrelada ao nosso Especial Halloween. Aqui no blog, já tivemos matérias no Dia das Bruxas e Dia de Todos os Santos, com explicações das datas, e neste dia 02 de novembro, Dia de Finados, fechamos este ciclo de celebrações espirituais. Esta data, celebrada pela Igreja Católica em homenagem aos que já se foram, teve sua origem a mais de um milênio atrás, com as pessoas separando dias variados para orar pelos mortos, onde primeiro a cerimônia era realizada três dias após o enterro, passando para cada aniversário de morte.

Segundo o Vaticano, a criação de fixar uma única data foi obra do francês Odilo de Cluny, entre os séculos X e XI. E a partir do século XV, o feriado se espalhou pelo mundo e hoje, cada país tem sua própria origem e rituais para celebrar este dia. Por aqui, o costume é ir ao cemitério levar flores, acender velas e rezar pelos entes queridos. Já no México, por exemplo, uma das comemorações mais conhecidas, eles fazem uma grande festa, com direito a shows, fantasias temáticas e presentes aos mortos, já que, pra eles, é o dia onde as almas são autorizadas a visitar seus parentes vivos. Inicialmente , este dia era chamado “Dia das Almas”, então vim falar um pouquinho sobre este livro, que traz uma protagonista que vê almas todos os dias, desde muito pequena, e ainda terá que lidar com a Morte em pessoa. Existência tem toda uma pegada sobrenatural, apesar de ter uma vibe bem mais leve e até divertida, mas mesmo assim se encaixa em nosso especial. Esse é o primeiro volume da série Existence da Abbi Glines e foi publicado ano passado pela Editora Charme. Eu já posso adiantar que morro de amores pelo Dank e por essa história como um todo, mas antes de saber mais, confere a sinopse:

“O que acontece quando você é perseguida pela Morte? Você se apaixona por ela, é claro.
Pagan Moore, de dezessete anos, enxergou almas durante toda a vida. Quando percebeu que os estranhos que via com frequência atravessando paredes não eram visíveis para mais ninguém, começou a ignorá-los. Se não as deixasse perceber que ela conseguia vê-las, as almas a deixavam em paz. Até que Pagan saiu do carro no primeiro dia de aula e viu um cara incrivelmente sexy descansando em uma mesa de piquenique, olhando para ela com um sorriso divertido. O problema é que Pagan sabe que ele está morto.
Ele não apenas não vai embora quando ela o ignora, como faz algo que nenhuma das outras já fez antes: ele fala. Pagan se sente fascinada. O que não percebe é que sua hora marcada para morrer está se aproximando e que a alma perversamente bela por quem ela está se apaixonando não é alma, de forma alguma.
Ele é a Morte e está prestes a quebrar todas as regras.”

Pegan Moore é uma garota normal aos olhos de todos. Com seus 17 anos, vive uma vida simples, morando com sua mãe escritora e tendo ao lado seus dois melhores amigos desde a infância, Miranda e Wyatt. Mas, o que ninguém sabe, é que ela consegue ver almas desde pequena. E, apesar desse dom do qual não gosta, ela já lida muito bem, sabendo que é só ignorar as almas, que elas logo desaparecem. Até que uma, com a aparência de um garoto atraente, não apenas fica encarando mais do que o normal, mas também a surpreende quando inicia uma conversa com ela. Nenhuma alma antes tinha falado com Pagan e isso a assusta, mais do que a deixa curiosa, e ela só quer ser deixada em paz, algo que não está nos planos da alma fazer. Esse garoto insiste em aparecer sempre que a menina está sozinha, parecendo intrigado que Pagan consegue enxergar outras almas, dizendo que ela só deveria ser capaz de enxergar a ele, já que o próprio tem um propósito em estar ali, e seu objetivo é ser visto por ela.

Além de lidar com essa novidade de uma alma falante, Pagan vai se tornar a tutora de Leif, o popular jogador de futebol americano. No inicio, ela não gosta muito da ideia, já que nunca gostou do atleta, por achá-lo arrogante demais, mas depois de saber que ele realmente precisa dessa tutoria, aceita ajudá-lo. E quanto mais tempo passam juntos, mais Pagan percebe que estava errada em seu pré-julgamento em relação ao rapaz. A jovem vai descobrir mais sobre a vida desse jogador, e perceber que pode tê-lo rotulado de forma errada, apenas por achar que se tratava de mais um um atleta fútil. E descobrir detalhes sobre Leif, fará com que Pagan admire suas conquistas e uma amizade acaba nascendo ali, com uma pitada de atração entre eles, mesmo que, na escola, Leif continue sendo distante, o que começa a deixar Pagan incomodada.

“[…]julgar os outros não era apenas errado, mas fazia com que a gente perdesse amizades com pessoas especiais.”

Então um dia, nos corredores da escola, Pagan escuta Leif e sua ex namorada, Kendra, falando sobre ela e isso a perturba profundamente, já que o que escuta não lhe agrada. Então sai correndo, mesmo com um profundo protesto da alma excêntrica – que descobrimos se chamar Dank – pedindo para que ela retorne. Como já sabemos o ele é, esse pedido para que Pagan não saia da escola já me deixou nervosa, crente de que algo ruim poderia acontecer. O que de fato acontece, pois logo depois que Pagan pega o carro, muito chateada, acaba sofrendo um acidente. Mas o que era para ter sido algo trágico, acaba com ela acordando no hospital, bem, na medida do possível, e na companhia de Dank, tocando violão para ela, em um canto escuro do quarto. Pagan fica muito confusa, mas a presença da alma a acalma, mesmo não sabendo o porquê. E isso acaba virando uma rotina durante sua estadia no hospital, com ele preenchendo sua solidão noturna, dedilhando em seu violão uma melodia como uma canção de ninar.

A jovem também descobriu que Leif se culpou pelo acidente e ficou no hospital todo o tempo em que esteve desacordada. Eles vão se aproximar novamente, dessa vez com tudo esclarecido entre os dois, com o rapaz sendo um fofo, o que faz com que eles engatem um romance, mesmo que Pagan agora sinta que isso não seja o certo. Ela sente uma conexão com Dank, que se tornou sua companhia noturna, tocando e cantando para ela dormir, mas ele é uma alma, a quem não deve se apegar. Então vai acabar se agarrando a essa relação com Leif, por ser alguém real e que está ali para ela, representando segurança e a normalidade que tanto almeja. Mas, logo que Pagan retorna para a escola, tem uma grande surpresa: a alma – sua alma – aquela que começou a sempre tocar música para ela, e que só ela pode ouvir, na segurança de seu quarto, é o novo aluno que todos, inclusive Miranda, estão surtando sobre. Agora está diante de Dank Walker, o famoso vocalista da adorada banda Alma Fria. Pagan não entende como é possível que todos possam vê-lo, e muito menos que todos pareçam conhecer a tempos, alguém que não existia em suas vidas um dia atrás.

“Suas mãos deslizaram no meu cabelo e inclinaram minha cabeça para trás enquanto ele aprofundava o beijo. Eu o absorvia. Eu precisava daquele senso de normalidade, da falsa sensação de segurança.”

É então que as coisas vão se complicar de vez para nossa protagonista. Dank está ali para ficar, e, mesmo que mantenha distância publicamente, sempre está por perto, parecendo nunca tirar os olhos dela, e cada dia fica mais claro que ele está disposto a protegê-la de qualquer perigo, principalmente quando alguém é mandado para consertar um erro cometido. Uma ceifadora começa a perseguir Pagan, dizendo que a adolescente está marcada e que precisa terminar o serviço que foi interrompido. Pagan fica assustada e Dank sempre aparece para afugentar qualquer um que tente fazer mal a ela. No meio de tudo isso, a conexão entre esses dois só vai crescer a cada momento, e, mesmo Pagan respeitando sua relação com Leif e, Dank dizendo que seria perigoso os dois se envolverem, fica cada vez mais difícil ela negar seus sentimentos pela alma. Mas quando tudo vier a tona, a menina precisará de ajuda para lidar com a verdade, e irá conhecer alguém muito exótica no processo. E quando sacrifícios forem exigidos, ela terá que lidar com as dificuldades e tomar decisões que podem mudar todo o caminho que achava que poderia seguir.

Encerro aqui meus comentários sobre a trama, já que não quero correr o risco de dar nenhum spoiler. Pode parecer que falei demais, mas dei apenas uma leve pincelada no que de fato acontece. Então vou partir para o que eu senti com essa leitura. E ah, como essa história aquece meu coração. Eu já disse que sou completamente apaixonada por esse livro, mas nunca parece que expresso o suficiente. É uma leitura que me pegou totalmente de surpresa, pois eu já acompanhava os livros da Abbi, mas sempre com romances mais hots ou new adults, então, uma fantasia com essa pegada leve e inusitada – já que estamos lidando aqui com a Morte em pessoa -, me surpreendeu positivamente e me deixou 100% apegada a esses personagens.

“Você me deixa louco de vontade. Com desejo. Eu não entendia no começo, mas agora eu sei. É sua alma que me chama. Almas não significam nada para mim; pelo menos não deveriam significar. Mas a sua se tornou minha obsessão.”

Principalmente com relação a Dank. Eu fui ficando rendida a esse homem a cada camada que a autora ia revelando dele, no decorrer da trama. No início, temos todo um mistério sobre suas reais intenções, mas logo fui entendendo melhor suas ações, sendo arrebatada por ele e suspirando em vários momentos. O cara entrega tudo e mais um pouco, indo de uma divindade sexy, misteriosa e divertida, para um rockstar adorado e apaixonante. Realmente fica difícil resistir a esse homem e não cair de amores. Mas Pagan também tem um lugar especial no meu coração. Ela é uma pessoa tão verdadeira, que não tem medo de admitir quando está errada e que sente o peso de suas ações sempre que acaba cometendo algum erro. E, apesar de ter alguns momentos imaturos, que não são nada absurdos para uma garota de 17 anos, se sai muito bem quando seu lado maduro precisa vir a tona.

Alguns personagens secundários também são dignos de um destaque aqui. A começar pelos amigos de Pagan, mais especificamente a Miranda. Apesar de ser toda maluca com um toque superficial, seu lado engraçado prevalece e traz muito humor a trama, com seus comentários diretos e sem filtro. Seu lado dramático casa perfeitamente com o de Pagan, apesar de se revelarem em momentos diferentes, mas o mais importante, é que ela está lá quando a outra precisa, e acredito que a apoiaria mais, se soubesse de tudo o que sua melhor amiga passa realmente. Mesmo sem saber, Miranda está presente em muitos momentos para sanar o medo que Pagan tem de ficar sozinha, por conta das pessoas mortas que ela vê, e de quebra ainda a diverte. Wyatt fica ali mais nos arredores, mas sua relação com Miranda e a amizade com Pagan traz uma importância para ele, e sempre que esse trio está junto, rendem ótimos momentos. Outro personagem a ser destacado é Leif, que apesar de não ter me conquistado a ponto de eu torcer por ele, vai se moldando em uma pessoa gentil e amorosa, devido a seu relacionamento com Pagan. Temos também a mãe de Pagan, uma escritora totalmente focada em seu trabalho, até demais pro meu gosto, já que parece focar mais nisso do que na filha. Mas as duas se mostram muito unidas, então percebemos que ambas se entendem muito bem na dinâmica que criaram de convívio, apesar de não concordar com algumas atitudes. E por último, mas não menos importante, temos Dee, alguém que entra na história em um momento delicado de Pagan e com seu jeito todo espontâneo acabou conquistando a simpatia não só da protagonista, mas a minha também.

“O propósito da minha existência não é ter uma companheira. É solitário e frio. Até agora, isso foi tudo o que conheci. Então você foi marcada e tudo mudou.”

Fiquei muito feliz da Charme ter publicado um livro da Abbi, especialmente um tão especial para mim quanto esse. Porque acho ela uma baita escritora, que sabe conduzir uma história de modo fluido, envolvente e sempre trazendo um toque especial, que dá personalidade aos seus romances. E a música que Dank canta para Pagan é o detalhe especial aqui. No original, o título é Yet You Stay e eu amo essa música. E você pode escutar lá no Spotify, clicando aqui. Falando da editora, elas arrasaram na edição desse livro. Apesar da diagramação simples, temos páginas amareladas, com fonte e espaçamento do tamanho ideal para uma leitura confortável. Apesar de gostar da capa original, tambe´m achei que acertaram em cheio com essa capa, que tem tudo a ver com a história, além de ser linda. Pra quem ainda não leu essa história maravilhosa, aproveita que a loja da Charme ficará em promoção durante este mês de novembro e Existência está com um preço imperdível. Mas o livro também está disponível no Kindle Unlimited, então pra você que é assinante, não tem desculpa para não se apaixonar pela Morte também.

Existência é aquele livro rápido, pois é muito fluido, com um grande ponto positivo de não ser previsível, longe disso. Muitos rumos que a autora tomou, surpreendem muito, o que me agradou e fez o livro se destacar para mim. Os personagens são cativantes, o toque de humor funciona e o drama é na medida certa, dando o toque sobrenatural que a trama pede. Não sei se eu fui muito óbvia, mas sou suspeita para falar desse livro rs. Porque defendo mesmo, com unhas e dentes, essa história maravilhosa. Se ainda não leram, não percam essa chance. Nenhuma nota além da máxima seria aceitável aqui, então deixo minhas 5 Angélicas, já querendo reler novamente pela milionésima vez rs. Ah, e eu volto para falar da sequência, o ‘Predestinada’, logo, logo. Até mais!!

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