Crítica Cinematográfica [SEM SPOILERS]: ‘Homem Aranha: Sem Volta para Casa’

Oi ooooi gente! Finalmente vim trazer a crítica de Homem Aranha: Sem Volta para Casa. Não se preocupem, porque por aqui, não vai ter spoilers. Talvez uma alta dose de nostalgia, que já toma conta de mim, desde o primeiro trailer lançado. Claro que, junto com outra dose grande de expectativa. Afinal, não só de teorias eram feitas as semanas antes da estreia, mas da vontade de ver como iriam deixar o futuro de Peter Parker dentro no MCU. Ah, aproveito para já falar que foi confirmado que o filme vai ser lançado na HBO Max, em 2022, ainda que sem data confirmada. Antes de falar mais alguma coisa, vamos ao trailer e a sinopse…

Em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, Peter Parker (Tom Holland) precisará lidar com as consequências da sua identidade como o herói mais querido do mundo após ter sido revelada pela reportagem do Clarim Diário, com uma gravação feita por Mysterio (Jake Gyllenhaal) no filme anterior. Incapaz de separar sua vida normal das aventuras de ser um super-herói, além de ter sua reputação arruinada por acharem que foi ele quem matou Mysterio e pondo em risco seus entes mais queridos, Parker pede ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para que todos esqueçam sua verdadeira identidade. Entretanto, o feitiço não sai como planejado e a situação torna-se ainda mais perigosa quando vilões de outras versões de Homem-Aranha de outro universos acabam indo para seu mundo. Agora, Peter não só precisa deter vilões de suas outras versões e fazer com que eles voltem para seu universo original, mas também aprender que, com grandes poderes vem grandes responsabilidades.
 

O terceiro filme do Homem-Aranha de Tom Holland começa exatamente onde a cena pós créditos do longa anterior terminou. Com o mundo descobrindo que o adolescente Peter Parker é o herói mascarado, que está sendo acusado de matar o Mysterio (Jake Gyllenhaal). Então, agora que todos sabem quem ele é, o assédio aumenta demais, além das acusações que estão sendo feitas. Peter tem que lidar com tudo acontecendo ao mesmo tempo e não vai ser nada fácil.

O rapaz não consegue levar mais uma vida normal e nem mais um momento de paz com MJ (Zendaya), sua namorada. E, logo vai perceber que muito mais do que ver ela, sua tia May (Marisa Tomei), Happy (Jon Favreau) e Ned (Jacob Batalon) sendo interrogados, suas vidas também serão reviradas. Com admissões de faculdade sendo negadas, coisas apreendidas e até mesmo mudanças de apartamento.

Cansado de ver todos a sua volta sendo prejudicados, por ser o Amigo da Vizinhança, Peter decide procurar ajuda em uma pessoa que pode resolver muitos problemas: o Doutor Estranho, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch). Seu pedido é até simples, deseja que todos esqueçam que Peter Parker é o Homem-Aranha. Mas, como nada é simples, o jovem começa a falar alguns nomes que ainda podem saber que ele é o super herói, o que vai atrapalhando todo o feitiço que o Mago Supremo está criando, a ponto dele perder o controle da situação. Mesmo que Stephen tente, ele não consegue recuperar totalmente o que estava fazendo. E, a partir daí, o multiverso vai se abrir e Peter vai começa a se encontrar com vilões conhecidos das franquias de Homem-Aranha (2002-2007) e O Espetacular Homem-Aranha (2012-2014).

Não é novidade que teremos o Doutor Octopus (Alfred Molina), o Duende Verde (Willem Dafoe), Electro (Jamie Foxx), Homem Areia (Thomas Haden Church) e Lagarto (Rhys Ifans). Cada um deles é arrancado de sua realidade, quando estão prestes a morrer. Doutor Estranho é bem claro, eles precisam recuperar os visitantes e mandá-los de volta para “seus lugares”. Mas, quando Peter descobre o que isso significa – a morte deles -, é quando tudo vai acabar de desandar. O adolescente acredita que o certo é tentar ajudá-los a melhorar.

Bom, daqui pra frente, TUDO sobre esse filme é spoiler, ou seja, nada mais de falar sobre a trama. Esse filme, como tantos de nós esperamos, vem com centenas de referências e easter-eggs, que vão fazer surtar qualquer fã. Principalmente, porque estamos vendo mais um grande evento cinematográfico, desde Vingadores: Ultimato. E, se no outro longa, tivemos a reunião de tantos heróis, esse se segura em todo o carisma do Cabeça de Teia. Construído não só na trilogia atual, mas naquela que começou lá atrás e foi ganhando fãs a cada ano. E, claro, temos mais uma prova concreta que o Multiverso é real. Se tivemos esse gostinho com WandaVision e Loki, aqui temos uma real dimensão e uma preparação para o futuro, com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.

Além disso tudo, esse filme também vem para ser aquele respiro profundo e o auge do Homem-Aranha. Finalmente fazendo com que Tom Holland se firme no papel e entregue sua melhor performance. Entre ser um pupilo de Tony Stark (Robert Downey Jr.), ir para o espaço lutar contra Thanos e ser blipado, depois cometer erros, por não saber lidar com suas duas vidas, Peter finalmente vai entender o que é ser um herói. E isso vai muito além de salvar vidas, travar batalhas importantes e prender vilões. Podemos esquecer em alguns momentos, mas a realidade é que ele é um adolescente, um tanto imaturo, que se preocupa sim com a faculdade, amigos e namorada, que tem um coração enorme. Tudo isso é muito bom, mas também pode acarretar em escolhas erradas. E ser um herói é saber lidar com as consequências de seus atos. Esqueça a ideia de que novamente ele vai precisar de um guia mais velho. Esse não é o papel de Stephen Strange. Aqui, esse papel é do próprio Peter. Ele vai se encaminhar pra sua vida adulta, entre muitos erros e acertos, numa jornada que vai nos emocionar, nos divertir, nos fazer sofrer e torcer por ele.

Não tem como não elogiar também os atores que estão em seus papéis secundários, que dão todo apoio ao personagem principal. Marisa e Zendaya ganham mais espaço de tela e mais drama para poderem ajudar a mover a história. Jacob e Jon continuam no papel de ajudar ao Homem-Aranha, e eles tem algumas surpresas. Só que, o grande trunfo, é o quanto esses cinco atores funcionam muito bem juntos, a química entre eles é muito boa. Na parte dos vilões, ainda que o Alfred tenha sido mais falado nos trailer, é o Dafoe que vai roubar a cena. O Duende Verde dele está muito mais macabro e não está para brincadeira.

Sem Volta para Casa é um espetáculo. O filme é grandioso, entrega muito a nostalgia de quem é fã desde a primeira trilogia, tem piadas, referências e capricha em nos emocionar. Como já disse, Tom Holland vem entregando sua melhor atuação nesse papel, desde o momento em que ele fica meio perdido com todos sabendo quem é o Homem-Aranha, passando pelo uso do sentido aranha, que é sensacionaaaal, até a parte dramática, dele aprendendo que “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Não é atoa que ele vai ganhar mais uma trilogia de filmes, com Peter mais maduro e na faculdade.

Esse foi meu primeiro filme nos cinemas, depois que a pandemia começou e, honestamente, o longa valeu cada centavo, cada risada, cada lágrima e cada grito. Acho que não ouvia tantos gritos desde Vingadores: Ultimato haha. E ah, eu sei que muitas informações já estão rolando pelas redes sociais, mas vocês precisam ir conferir essa história nas telonas. Inclusive para descobrir o que é verdade e o que é mentira. No mais, vou encerrar dizendo que, no dia 16 de dezembro de 2021, eu vi o melhor filme do ano!

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