Resenha: ‘Casa de Palavras – Rebecca Walker’

Oi gente! Sabe aqueles livros que quando você termina a leitura fica dias pensando na história e principalmente na mensagem que ele passou? É exatamente assim que eu fiquei ao terminar de ler Casa de Palavras, um livro enviado pela nossa parceira Editora LeYa.

Vamos á sinopse dessa história linda?

“Uma história de amor atemporal e adequada ao nosso tempo. Nesta impactante novela de estreia, Rebecca Walker, filha de Alice Walker, autora do best-seller A cor púrpura, direciona sua atenção para os poderes do amor e as limitações do coração humano. Quando Farida, uma sofisticada universitária, se apaixona por Adé, um jovem rapaz swahili que vive numa ilha idílica da costa do Quênia, começam os planos de casamento e de uma vida simples, livre de questões mundanas e preocupações. Mas quando Farida contrai malária e se vê no meio de uma guerra civil, a realidade bate de frente com eles. Assustador, requintado, e forte candidato a se tornar um clássico, “Casa de Palavras” vai permanecer com o leitor por muito tempo depois de terminado.”

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O livro conta a história de Farida, uma menina de 19 anos, que ao conhecer Miriam na faculdade desenvolvem uma forte amizade. O espírito aventureiro das duas, as levam a planejar detalhadamente uma viagem, onde o destino final será a África. Então como combinado, Farida se forma em Yale e elas cumprem com o acordo, caindo no mundo em busca de aventura.

“Todos esses lugares estão vivos em mim hoje, muitos anos depois…”

É aí que a história começa. Vamos emergindo nessa jornada de descobertas junto com Farida e percebemos que ao longo do trajeto ela vai amadurecendo a cada nova cidade que visita, a cada novo nativo que conheceu e faz amizade. Todas essas descobertas ajudam Farida a se redescobrir como mulher e como pessoa.

Logo no começo do livro descobrimos que o final dessa jornada ser na Àfrica não foi uma escolha aleatória. Farida desde pequena foi criada na cultura africana. Sua mãe, que também fez uma viagem de volta ao mundo quando jovem, se apaixonou pela África e fez questão de passar esse amor à filha, a criando rodeada de mensagens de artistas africanos.

“Eu seria seu único amor. Quem eu era para dizer que não estávamos destinados um ao outro?”

Já quase no final dessa jornada, Farida e Miriam vão para o Quênia. E em um final de tarde Farida descobre que é noite do Ramadã e decide sair para conhecer a cidade e entender seus costumes. Assim que chega a praça do centro, ela vê um jovem de longe e se encanta por ele.

Esse jovem é Adé, um mulçumano de coração puro que vive na ilha paradisíaca na costa do Quênia e tem como única ocupação trabalhar e sustentar a família. Farida e Adé começam a conversar e logo sentem uma ligação muito forte. Adé então passa a explicar para Farida os costumes da ilha e a importância do Ramadã  pra eles.

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Durante a conversa dos dois, Adé oferece a ela um macarrão doce, que trouxe da visita que fez a casa de sua e acaba deixando Farida maravilhada pelos costumes e pela gastronomia local. Adé e Farida se tornam amigos e passam as tardes juntos explorando a ilha. Uma nova vida começa a surgir nos pensamentos de Farida, que em pouco tempo passa a se sentir em casa nessa Ilha.

O grande problema é que Miriam não quer ficar na pacata ilha e alguns atritos acabam surgindo na amizade entre elas, levando as duas a seguirem caminhos diferentes. Enquanto isso o amor entre Farida e Adé cresce a cada dia e os dois decidem viver esse amor tão intenso, mesmo sabendo das muitas diferenças, principalmente culturais e religiosas, que existem entre os dois. Farida acaba decidindo abrir mão do restante da viagem para ficar perto de Adé.

“Aquilo que o coração deseja é o remédio que cura.”

Farida se encontrando ali na pequena ilha, vivendo uma vida simples ao lado do seu amado, mas como nem tudo são flores, ela acaba contraindo malária e mais uma vez, Adé mostra o grande homem que é e mesmo exausto fica dia e noite ao lado de Farida, cuidando de sua recuperação. Farida por sua vez está determinada a se recuperar e voltar pra a ilha com Adé, mas assim que sai do hospital ela se vê em meio a uma guerra civil, que a faz questionar até onde ela seria capaz de ir para viver esse grande amor.

Eu adorei essa história, que apesar de simples é muito intensa e a cada capítulo, nos faz questionar se estamos no caminho certo. Poder viver essa aventura pelos olhos de Farida foi uma grata surpresa. A diagramação do livro está linda, com letras grandes de fácil leitura e páginas amareladas.

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Casa de Palavras é um livro pequeno de 158 páginas, porém surpreendente, que tem uma mensagem linda de amor, superação e descobertas. Vale muito a pena perder umas horas do dia e mergulhar de cabeça com Farina nessa jornada de descobertas. Deixo minhas 4 Angélicas para está história.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

3 comentários em “Resenha: ‘Casa de Palavras – Rebecca Walker’

  1. Nossa, eu gosto muito de tudo que a Editora LeYa faz: sempre bem corrigido, acabado, diagramado, capas maravilhosas. Fiquei com muita vontade de ler a história de Farida. Por falar nisso, acho que, no final, vc deu uma derrapadinha e colocou Farina, rsrsrs. Quem nunca, né? Bjo e ótima análise.

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