Resenha ‘A História do Cinema Para Quem Tem Pressa – Celso Sabadin’

Oi ooooi gente! Hoje a resenha vem um pouco diferente das demais, ela vem mais no estilo indicação. Afinal, estamos acostumadas a resenhar diferentes tipos de gênero – podem falar, somos bem ecléticas haha -, mas, hoje venho trazer um pouco sobre um livro que vem contar a história do cinema. É o novo livro da Coleção História Para Quem Tem Pressa. Lembrando que aqui no blog, já falamos sobre o que conta um pouco do Século 20

A palavra pressa é o particípio passado, em latim, do verbo premere (apertar). Assim, pode-se dizer que A História do Cinema para Quem Tem Pressa se propõe a contar uma das maiores sagas do século 20 (e deste início do 21) para quem precisa apertar o passo ou está apertado de tempo. E quem não está? Em 200 páginas, contextualizado com cada momento histórico, e escrito em linguagem clara e acessível, Sabadin traça um panorama do cinema – linguagem que há mais de um século revoluciona nossa maneira de ver a vida –, desde a época em que seus inventores nem sabiam direito o que fazer com ele, até os dias de hoje, quando movimenta bilhões de dólares pelos cinco continentes. A obra passeia com desenvoltura pelos principais “ismos” cinematográficos do mundo – Impressionismo, Expressionismo, Surrealismo, Realismo, Neorrealismo etc. –, ao mesmo tempo que conta como nasceu Hollywood, o que aconteceu quando os filmes começaram a falar, por que os alemães inventaram o filme de terror, por que os detetives do cinema usam capa e chapéu, como as duas Guerras Mundiais mudaram os filmes, por que o cinema francês é tão papo-cabeça, como a chegada da televisão mudou tudo, o que afinal é um blockbuster, onde entra o Brasil nessa história toda, e muitos outros temas e curiosidades sobre a chamada Sétima Arte. Só não explica que loucura é essa que nos faz tão apaixonados pela telona e pelo escurinho. Para isso, seria necessário outro livro. Aí sim, sem pressa.

Com o livro que vem contar a história da Sétima Arte, vamos acompanhar a toda a trajetória da criação do cinema e seus principais pontos. Um dos primeiros pontos vem a ser quem, de fato, foi seu criador. E o mais chocante, é o quanto ele é antigo! Os Irmãos Lumière são os principais nomes, e datado de 28 de dezembro de 1895! Você está chocado com esse ano? Porque eu fiquei haha. Thomas Edison também tem certo crédito nesse feito.

453

Também é relatado os anos em que o cinema começou a se espalhar ao redor do mundo. Em 1896, tiveram as primeiras projeções em países como Brasil, Argentina e México. Em 1897 foi a vez de outros, como Japão e Peru, chegando na Indonésia e Coreia em 1900.

A febre de inovações técnicas entusiasmou populações cada vez mais sedentas de informação, lazer, entretenimento, estímulos, novidades… Entre elas, esse misto de arte, magia, encantamento e tecnologia que o mundo viria conhecer com o nome de CINEMA.

O quarto capítulo começa a tratar de temas que eu tenho mais intimidade e gosto bastante, falando sobre uma guerra das patentes e os grandes estúdios. Contaram como começou estúdios como Universal, Paramount, Fox, Columbia e MGM.

O autor ainda fala como o cinema ficou durante os períodos das Grandes Guerras. Hollywood, por exemplo, o grande local da Sétima Arte foi criado em meados de 1910, logo depois da Primeira Guerra Mundial. Além de falar sobre o expressionismo alemão, o impressionismo francês e o realismo soviético e toda a influência nos filmes. Sabadin dedica um capítulo todo especial ao nosso cinema nacional , inclusive como sofreu, um pouco, durante a ditadura militar.

Estima-se que, no final da Primeira Guerra Mundial, os norte-americanos dominavam 85% do mercado internacional de cinema e 98% do mercado interno, com sua indústria cinematográfica tornando-se o quinto maior setor econômico do país.

Um dos grande estúdios até hoje, a Warner Bros., foi fundada em 1919 e foi o primeiro estúdio a querer e achar que seria uma grande ideia ter diálogos sendo retratados nas telonas. Quando a Grande Depressão chegou, foi o estúdio que aproveitou o momento e investiu em filmes com gângsters, de temática forte sobre a criminalidade que passou a se tornar crescente nos EUA. A Columbia acreditava que o caminho certo seria o otimismo e o riso do público. A Universal escolheu o caminho do terror, para que o público exorcizasse seus medos com os monstros da telona. A RKO, a criadora de King Kong, acabou se tornando famosas pelos romances e finais felizes. Mas, a MGM deixou todos os concorrentes para trás, investindo em luxo, glamour e musicais como forma de escapar da crise.

454.JPG

Agora, um dos meus capítulos preferidos é o que se refere a animação. Acompanhamos a criação da Disney, como surgiu o Mickey, até o lançamento de seu primeiro filme – Branca de Neve e os Sete Anões – e o seguimentos de animações baseadas em histórias clássicas e que fizeram da Disney o grande sucesso que foi e é até hoje! E o nascimento das duas empresas que chegaram para concorrer, Pixar e DreamWorks.

Como sempre, a História é cíclica. A do cinema não poderia ser diferente.

Mas, sem dúvidas, O capítulo do livro fica por conta do qual fala sobre as premiações e festivais! Para quem acompanha o blog, sabe que somos loucas por prêmios, daquelas que fazem até bolão. E o autor não fala só dos principais e mais conhecidos, como BAFTA, Oscar, Golden Globes e Cannes. Ele cita o prêmio mexicano Ariel, o italiano Davi di Donatello, o espanhol Goya, o fracês César e entre outros. Inclusive, cita como foi a criação do Framboesa de Ouro. E a criação do Grande Prêmio de Cinema Brasil.

A onde de franquias, continuações e remakes, tem um capítulo em sua homenagem. Assim como ele dedica um capítulo a falar sobre a história de cinema em vários países e culturas. Cita a Índia e sua Bollywood., Nigéria, China, Irã e a retomada do Brasil ao grande circuito.

As distribuidoras estrangeiras foram responsáveis por cerca de 80% da renda bruta do mercado brasileiro, lançando em torno de 20% do número de títulos. Ou seja, o cinema brasileiro permanece refém do estrangeiro, dentro do seu próprio território.

Eu amei horrores esse livro! Consegui curtir e me conectar com ele, bem mais do que foi com o do Século XX. Os fatos são explicados de forma tranquila e de modo que você deseje continuar conhecendo a história de como cada parte importante do cinema surgiu. Além do autor trazer uma lista enoooooooorme de indicações de filmes, quando ele vai citando o sucesso em cada período.

455.JPG

Sobre a diagramação, achei o trabalho da editora bem legal. A capa é linda, trazendo diversos personagens de muito sucesso, como Superman, Drácula, Dorothy, Edward Mãos de Tesoura, Forrest Gump e vários outros. As letras são grandes e o espaçamento é ótimo para a leitura. O que pode pecar um pouco são as folhas brancas, que em determinado momento, cansam as vistas. Mas não tira o lado bom do trabalho. Ainda vez fotos de filmes, atores, personagens famosos.

Como amante de cinema e com um livro desses em minha posse, não tenho como não dar cinco Angélicas ao trabalho incrível de Sabadin, que assumiu um desafio de compactar toda uma história em 200 páginas e fez de forma brilhante!

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

 

6 comentários em “Resenha ‘A História do Cinema Para Quem Tem Pressa – Celso Sabadin’

  1. Parabéns por sua resenha, não tenho formação nesta área, mas sou uma pessoa que se interessa muito por filmes e história, portanto acredito que irei me interessar e muito sobre o tema deste livro.

    Curtir

  2. Caraca, eu adorei essa resenha! Esse livro parece ser incrível, você me conquistou quando mencionou “BAFTA” ahahah. Sou péssima com fatos históricos e com livros de conteúdo histórico, mas acredito que esse possa ser um que eu encaixe em minha lista. Saber mais sobre a indústria do cinema de uma forma divertida vai me ajudar muito.

    Curtir

  3. Muito Bom! Eu adoro fatos históricos e curiosidades. Vc veio como uma resenha muito legal! Um livro com muita informação, eu fiquei muito curioso em saber como os Alemães criaram o gênero do terror, algo ao qual eu não sabia. Com certeza o cinema nacional ainda encontra-se sendo vassalo do cinema estrangeiro. Espero q um governo realmente nacionalista consiga mudar essa história, algo q os militares não conseguiram fazer. Parabéns pela resenha!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s