Crítica Cinematográfica ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’

Oi ooooi gente! Hoje (17) é dia de trazer crítica de cinema. Acho que até faz um tempo que eu não venho falar sobre o filme que fui assistir, mas não tinha como deixar a maior estreia da semana e, porque não dizer, do mês. Temos mais um filme do Wizard World (Mundo Bruxo). E, essa é uma crítica que fica latente o lado fã, preciso deixar isso claro. Antes de mais nada, confiram o trailer…

 

Depois de 2 anos de espera desde o fim de Animais Fantásticos e Onde Habitam, chegou a hora de conferir a trama que Os Crimes de Grindelwald vem apresentar. O filme começa meses depois do fim do primeiro, com o vilão (Johnny Depp) ainda preso no MACUSA, mas pronto para uma transferência. Isso nos resulta a primeira grande sequência do filme, com ele escapando dos aurores.

Meses se passam e, finalmente, reencontramos Newt Scamander (Eddie Redmayne). Ele está enfrentando alguns problemas para fazer viagens internacionais, precisando da autorização do Ministério, que quer usar isso como ajuda para pegar Credence (Ezra Miller). Vai ser logo nesse início que também que conheceremos Theseu (Callum Turner) e Leta (Zoë Kravitz).

Vai ser quando Newt volta para casa que teremos a primeira cena fofa envolvendo os bebês Pelúcio e algumas de suas criaturas, incluindo uma nova. Será por esse caminho que três pessoas do quarteto inicial irão se reencontrar. Queenie (Alison Sudol) e Jacob (Dan Fogler) surgem em Londres e vai ser através da irmã mais nova que iremos saber onde Tina (Katherine Waterson) está e como ela está se sentindo em relação a Newt. A auror está em Paris para tentar encontrar Credence.

Veremos Dumbledore (Jude Law) quando o mesmo for conversar com Newt sobre o obscuros e toda a importância dele ser encontrado primeiro pelas pessoas que não querem matá-lo ou feri-lo. Não quero me estender sobre a trama, como medo de dar spoilers. Mas, iremos ver o caminho que os personagens farão para encontrar Credence, como os caminhos irão converter até Grindelwald e seus discursos poderosos.

O que é preciso falar são outras coisas. Começando com os destaques do filme. Claramente, Eddie Redmayne é uma estrela que exala seu brilho. Ele tem um jeito todo fofo e querido de interpretar o papel. Seus trejeitos, seu modo tímido e perdido na hora de expressar seus sentimentos. Vale reforçar que seu modo de interagir com as criaturas sempre merece destaque. De fato parece que existe o bichinho ali para ele dar carinho. É lindo.

Outro que merece destaque é Jude Law. Imagino a grande responsabilidade que o ator está carregando desde o início. Ele é o único personagem da nova franquia que nós já conhecíamos tão bem, que nós teríamos anos para comparar. Mas ele exalou Alvo Dumbledore. Ele tem as tiradas irônicas, o tom de preparar mais um “porco para o abate”, a maneira de se posicionar perante a imposição do Ministério.

Preciso dar minha cara a tapa no quesito Johnny Depp. Eu fui uma das pessoas que mais reclamarou dessa contratação. Não por motivos pessoais, antes que pensem, mas pelo lado profissional. Era muito fã dele na época pré Jack Sparrow, ele faz até um dos meus filmes preferidos. Mas, depois do famoso Capitão, achei que ele decaiu muito. O meu maior medo era ver o grande vilão da franquia ser um mesmo personagem, numa nova caracterização. Graças a Deus, que ledo engano. Essa é a melhor interpretação de Depp em ANOS! Ele nos entrega um Grindelwald impactante, bem convincente e charmoso. Ele tem mesmo o poder de enveredar as pessoas com seus discurso. Por sinal, o discurso no qual a gente já tinha visto trechos, UAU! É um VILÃO. Voldemort? Meu amor, é fichinha.

A trama de destaque do filme se torna Grindelwald e todo seu discurso para conquistar aliados para o Bem Maior, com isso, os protagonistas do primeiro filme, se tornam coadjuvantes. Newt e Tina tem cenas onde podem colocar seu lado dramático um pouco mais pra fora, ainda não temos o beijo, mas temos um pouco mais do desenvolvimento do relacionamento dos dois.

Um outro novo personagem é Nicholas Flamel (Brontis Jodorowsky). Ele é introduzido de modo meio aleatório. Mas, até o final vai mostrar que ele não está ali só pra ser um nome conhecido. E já existem teorias sobre sua participação nos próximos filmes.

Dito tudo isso, preciso ser sincera e dizer que filme TEM seus problemas. E, particularmente, não achei poucos. Vamos começar com Nagini (Claudia Kim). Muito se questionou o porque dela ter sido introduzida no trailer. O fato é que é basicamente o que vemos ali. Ela não tem nenhum desenvolvimento, sendo quase um background para Credence. Fato é que parece mesmo só um fan service, para nos remeter a um nome conhecido de Harry Potter. Por sinal, temos diversos east eggs sobre a série, os fãs conseguem ficar nostálgicos.

Falando em fan service, graças a isso, temos o MAIOR erro de Os Crimes de Grindelwald: Minerva Macgonagall (Fiona Glascott). Vou explicar o porque. Se voltarmos ao livro de Ordem da Fênix + biografia da professora no Pottermore, chegamos a conclusão que a Minerva nasceu por volta de 1935 e começou a lecionar em Hogwarts por volta de 1956. Inclusive, sabemos que ela não dá aula pra Voldemort. Por que estou falando tudo isso? Porque temos duas participações dela no filme, nos flashbacks em 1912 e no tempo atual, 1927. David Yates (diretor) disse que a participação dela não seria puro fan service, mas É. Não tem outra explicação, até por ir de encontro com a linha temporal que conhecemos.

Outro problema se torna Queenie. Ela é mais um dos plot twists que o filme reserva e que acaba sem sentido. Não vou me aprofundar, mas as coisas vão de encontro com coisas que a própria personagem fala. Além disso, ela se tornou uma mulher bobinha, longe daquela que encantou a tantos na primeira parte. Quem também deixa a desejar é Leta. Não propriamente por ela, mas pelo desenvolvimento dado. Ela tem um lado todo interessante, ainda mais quando ele começa a nos ser explicado, ainda trás o personagem Yusuf Kama (William Nadylam), que se torna importante para o final. Mas, tudo mal desenvolvido e, por sinal, com alguns furos para o futuro.

E, claro, todo o plot de Credence, a busca dele, o cerco dele e o cliffhanger que o envolve é a maior fragilidade do filme. Seguimos sem respostas, e vale falar que não só em relação a ele, que poderiam ser dadas nesse filme. A verdade é que existe diversas reviravoltas, diversas histórias paralelas, diversos personagens e nada é aproveitado ao seu máximo. Podemos falar até em diversos furos no roteiro, diversos erros, diversas perguntas que PRECISAM ser respondidas.

Torno a falar que a franquia passa a ser de Grindelwald e seus discursos poderosos, que devem continuar sendo altamente trabalhados, até culminar do grande duelo com Dumbledore. Por sinal, foi muito legal ver os dois mais jovens, a sutileza que já deixaram ao mostrar como Alvo se sente em relação ao seu (mais que) amigo. Além de termos uma explicação para que ambos não possam se enfrentar. É o que mais está me deixando curiosa em relação a franquia. Que por sinal, vai deixando ainda mais sentido o “Animais Fantásticos”.

Apesar de não querer falar muito de quesitos técnicos, porque não é algo que eu entendo profundamente, é necessário pontuar algumas coisas. J.K. Rowling é uma das melhores escritoras que temos, mas ela ainda precisa de ajuda na construção de roteiros. Confio nela? Sim. Mas sinto falta da forma redonda que ela já tinha nos conquistado. Já sobre David Yates, não sou muito fã do cara desde Harry Potter e ainda acho que poderíamos ter um novo diretor. Mas, gosto dos jogos que ele faz durante o filme. A cena de abertura poderia ser um pouco mais clara, só que ele sabe deixar a pegada mais clara quando necessário, assim como escurecer quando necessário. Achei a fotografia linda, assim como os efeitos e figurino. Mas, pela primeira vez, não fui muito fã da trilha sonora.

Com toda a sinceridade do meu coração, saí decepcionada do cinema. Não entendam isso como a sinalização de que o filme é ruim, mas está longe de ser o que eu esperava. Sinto como se estivesse saindo de Enigma do Príncipe de novo. O filme é bom, é legal, divertido em uns momentos, super político, mas como cânone é que se torna um tanto problemático.

A verdade é que espero me sentir que nem o Renie de O Expresso de Hogwarts (um canal do Youtube voltado para o Mundo Bruxo) – decepcionada de primeira, mas que a cada vez que eu veja o filme, me apaixone um pouco mais. E, ainda que tenha minhas ressalvas, estou no momento de criar teorias e começar a ansiedade pelo terceiro capítulo da franquia.

 

 

 

10 comentários em “Crítica Cinematográfica ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’

  1. Olá, eu assisti ao primeiro filme, gostei muito do artigo e da forma que ele foi escrito, acredito que ajudará muita gente que busca saber mais sobre esse filme, que pelo tamanho da produção e investimento envolvido, tem tudo para ser tão bom ou melhor que o primeiro.

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  2. Eu não acredito que ainda não assisti a esse filme! Vi o trailer e fiquei super entusiasmada!
    Que trama, que personagens!
    Johnny Depp então, sou fã desde a época da Fantástica Fábrica de Chocolates! hahaha ❤

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  3. Vou parecer um tanto alienada mas confesso que não li o livro e nem vi o primeiro filme dessa serie. É que não é dos meus gêneros favoritos e sou um tanto fechada para novidades rs
    Mas, sobre tua resenha, muito bem escrita como todos os posts do bĺog. Realmente dá pra perceber que vc eh uma fã da história.

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  4. Olá, tudo bem?

    Eu assisti ao primeiro filme e gostei muito e foi uma sensação bem diferente do que assistir aos filmes do HP que achei horríveis. Quero assistir “Os Crimes de Grindelwald” e por sinal parece ser um bom filme. Gostei da sua crítica, ficou muito boa. Parabéns!
    Abraço!

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  5. Oi Raí,
    Desde que você me falou que saiu decepcionada do cinema, eu estava com medo de ler a sua crítica porque geralmente desanimo com críticas negativas rs
    Mas eu gostei dos pontos que você abordou, que são SIM muito importantes e que devem ser abordados SIM, mas ainda assim (ainda bem) mantive a vontade de ir ver o filme rs
    Apesar que, não quero sair do cinema com a mesma sensação de O Enigma do Príncipe. Socorro Deus! rs
    Quando assistir, te falo o que achei!

    Bjo
    https://almde50tons.wordpress.com/

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  6. Tenho ouvido muita gente dizer que saiu decepcionada do cinema. Aliás, já li alguns comentários de quem realmente não gostou da atuação do Depp, que disse que foi fraca e muito caricata, interessante ver que você pensa diferente. Mas não estou muito animada para assistir esse filme, mesmo amando Harry Potter. Vamos ver se mudo de ideia.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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