Crítica do Filme ‘A Guerra do Amanhã’

Oi ooooi gente! Hoje eu vim falar sobre o grande lançamento da última sexta (2) do Amazon Prime Video. Estou falando sobre o filme A Guerra do Amanhã. O longa é uma ficção científica liderada por Chris Pratt, que prometia a grandiosidade de um futuro perigoso e finito. Então, como uma pessoa que gosta e viu diversos filmes que envolvem essa temática, já coloquei ele na minha lista. Antes de falar mais sobre a história e o que eu achei, fiquem com a sinopse e o trailer…

Em A Guerra do Amanhã, a humanidade está perdendo uma batalha global contra uma espécie mortal de alienígenas em 2051. Para garantir a sobrevivência dos humanos, soldados e civis do presente são transportados para o futuro e se juntam à luta, entre eles Dan Forester (Chris Pratt), um pai de família determinado a salvar o mundo.

Em A Guerra do Amanhã, temos Chris Pratt vivendo Dan Forester. Ele é um ex soldado que serviu no Iraque, mas que depois se tornou professor de biologia. Seu grande sonho é se tornar um cientista ativo e é buscando uma chance com isso que somos apresentados a ele. Essa situação inicial se passa em dezembro de 2022, durante a final da Copa do Mundo. Sim, isso mesmo. Afinal, a Copa do Catar será, pela primeira vez, realizada no final do ano. E, aqui, pedirei uma licença para um… spoiler? Uma premonição? Não sei a palavra, mas quero dizer que, no filme, essa final terá Brasil e França. Será uma repetição da final de 98? Um resultado repetido ou uma vingança? Enfim, vamos voltar ao filme…

Durante a partida, um portal se abre no meio do campo e algumas pessoas saem dele com uma grande notícia. Eles são do futuro, 30 anos a frente, e uma guerra está rolando com uma raça alienígena que vem dizimando a população, fazendo com que restem apenas 500 mil habitantes na Terra. E, por isso mesmo, eles veem para a nossa época buscar ajuda de militares para tentar vencer. Só que isso também não dá muito resultado, porque os enviados são mortos muito rapidamente e civis começam a ser convocados. É assim que Dan vai se envolver com a história. Logo após a sua filha Muri, demonstrar o medo de seus pais serem convocados, ele recebe a mensagem que precisa se apresentar e não vai adiantar tentar fugir. Além disso, fica claro uma coisa, existe um padrão para as convocações e elas são baseadas na data da morte de cada pessoa.

O tempo de treinamento é praticamente inexistente e de forma abrupta e errada, eles já são transportados para uma caótica Miami. Lá, Dan recebe o comando de liderar uma equipe de resgate, por já ter serviço ao exército. Ele fica sendo orientado pela Comando Romeo (Yvonne Strahovski) e vai em busca da equipe de busca. Ao chegar no prédio e descobrir que estão todos mortos, lhe é ordenado que ele pegue o conteúdo da pesquisa o mais rápido possível e evacuem a cidade, que será bombardeada. Os garras brancas estão por toda parte e não tem mais jeito. E então, vamos ter o primeiro contato com os temidos alienígenas do filme. E, de fato, eles são chocantes. Como tem uma fala, “se fossem vistos antes, ninguém aceitaria ir para o futuro”.

Depois de recuperar o que precisam, Dan vai ser encaminhado para uma base militar e lá começa a receber uma série de informações que o deixam sem palavras, mas, de certa forma, mais motivado. Ele agora sabe ainda mais o que está em risco e precisa achar uma solução para acabar com essa guerra e impedir a extinção humana. Assim, trabalhando com a Comando Romeo, eles vão atrás de formas de aperfeiçoar uma toxina que mate todos os garra brancas, tudo isso antes que Dan precise voltar para 2022, após sete dias no futuro.

Bom, como todo filme de ficção científica e que envolve o fim do mundo, não temos aquele filme que irá se tornar o melhor do mundo. Mas, ao menos para mim, ele veio sim com uma inovação, que foi a viagem no tempo. Não me lembro de ter visto esses dois plots misturados e casou bem. O roteiro deixa uns furos aqui ou ali, faltam algumas explicações e tem umas coisas que acontecem simplesmente para efeito mesmo, que a gente de casa já estava pensando em uma solução rápida e mais prática. Mas, outras, como as regras da viagem no tempo, eu sempre sou mais suave nas críticas, diferente do que vejo por aí. Acho que quando se é trabalhada uma coisa que não existe de fato, cada escritor/roteirista tem a sua licença poética. Então, não espere que as já conhecidas regras se apliquem aqui. Não vão. E rapidamente irão perceber isso.

Chris Pratt já comanda bem duas franquias de sucesso, com Guardiões da Galáxia e Jurrasic World e, mais uma vez, vem com o seu carisma. Ele toma mesmo a tela para si, não tem como negar. Combinado a isso, tem a motivação que o personagem descobre ser mais latente. Mais do que nunca, é importante para ele achar a solução e os momentos de aflição que isso gera nele, aumentam o clima. Além disso, ele tem uma química muito boa com os seus principais parceiros de cena. Seja com a linda linda menininha que faz a sua filha pequena Muri, Ryan Kiera Armstrong, ou com a Yvonne. A já conhecida e talentosa atriz nos brinda com uma personagem focada e objetiva, que também tem o lado emocional muito importante para a trama. Ela deixa claro que só confia em Dan e precisa que ele obedeça a ela e não se deixe levar por seus instintos. Sam Richardson chega com um cativante Charlie, que trás um alívio cómico no meio da catástrofe e Edwin Hodger vem com um endurecido Dorian, que usa a guerra para determinar os termos com as quais quer viver a sua vida. Para completar, temos o gigante J. K. Simmons, fazendo o pai ausente de Dan. Ele não aparece tanto, mas o talento do ator é o suficiente para abrilhantar tudo.

O interessante também do filme, é que ele levanta algumas questões que podemos pensar. Seja na força e união global que acontece, quando o perigo e o fim são iminentes. O que eu acho que o filme pediu um ENORME “com licença”, afinal, não vejo mesmo aquilo acontecendo. Seja com os protestos que começam a acontecer, com multidões revoltadas com a quantidade de pessoas enviadas para o futuro, e com a maioria voltando morta. Eles não achar certo ir lutar por um futuro que pode não pertencer a eles. É aquela questão imediatista, do “posso viver minha vida agora, curtir o que me resta”, não quero me envolver. Por fim, todo esse clima de fim de mundo, perspectivas cada vez menores com as projeções que chegam, os adolescentes não encontram mais motivos para poder continuar. Começam a se indagar sobre estudar, tentar construir algo, se tudo é finito. Não são coisas muito exploradas, a ação ganha mais peso, mas são coisas interessantes para acrescentar em um filme de gênero batido.

A Guerra do Amanhã não deve nada a grandes blockbusters das telonas, foi um super acerto do Amazon Prime Video. Como já disse, o filme não é perfeito, tem seus defeitos, principalmente na tentativa de gerar um ato final ainda mais grandioso, com cenas que ficaram um pouco forçadas. Mas as cenas de ação são muito boas. Eu me peguei angustiadas em vários momentos, já pronta para a próxima desgraça acontecer. Vou confessar que até chorei em uns dois ou três momentos, porque eu sou uma manteiga derretida bobona haha. Um filmão para os fãs de ação, ficção e um toque de suspense. Ainda dá para curtir nesse final de domingo.

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